
Quem começou a jogar videogame com controle provavelmente conhece aquela sensação de pegar um joystick depois de muito tempo e, em poucos minutos, voltar a movimentar os dedos quase automaticamente. Existe uma memória muscular que torna o controle muito mais natural do que um teclado cheio de combinações de teclas.
É justamente essa ideia que a XPPen levou para um cenário completamente diferente: o trabalho criativo.
O XPPen Pilot Pro é um console de edição desenvolvido para criadores de conteúdo, editores de vídeo, profissionais de imagem e usuários que passam horas trabalhando em softwares como Premiere Pro, DaVinci Resolve, Photoshop, Lightroom, Final Cut Pro e CapCut. Em vez de depender exclusivamente de um teclado e mouse para executar dezenas de atalhos, o dispositivo concentra comandos, joysticks e controles giratórios em uma unidade compacta que pode ser operada com uma única mão.
E a proposta faz bastante sentido para quem utiliza notebooks ou teclados compactos.
Um teclado 60%, por exemplo, é excelente para economizar espaço e pode ser ótimo para jogar, mas frequentemente obriga o usuário a recorrer a combinações de teclas, teclas de função ou atalhos menos intuitivos durante a edição. O Pilot Pro tenta resolver exatamente esse problema: transformar comandos que normalmente exigem teclado e mouse em ações físicas mais fáceis de memorizar.
Mas existe um detalhe importante: ele não é um produto barato e também não é um acessório que necessariamente melhora o trabalho de qualquer pessoa.
O verdadeiro potencial aparece quando o usuário dedica algum tempo para configurar os atalhos, criar presets e adaptar o controle ao próprio fluxo de trabalho.
Neste review, vamos analisar como o XPPen Pilot Pro funciona, seus controles, ergonomia, conexão sem fio, software, compatibilidade, bateria, vantagens, limitações e, principalmente, se ele realmente consegue tornar a edição mais rápida e confortável.
- Operação com uma mão e sem olhar: O layout esculpido do Pilot Pro é intuitivo o suficiente para ser operado com uma mão, eliminando a necessidade de ficar trocando o tempo todo entre a mesa e a tela.
O que é o XPPen Pilot Pro?
O XPPen Pilot Pro é um console de edição de uma mão criado para centralizar atalhos e controles utilizados durante processos de criação e pós-produção.
Diferentemente de um teclado convencional, ele foi projetado para permanecer ao lado do teclado ou do notebook, permitindo que uma mão controle os comandos enquanto a outra permanece no mouse, trackpad, mesa digitalizadora ou outro dispositivo.
O conceito é semelhante ao de um macropad, mas vai muito além de simplesmente oferecer teclas programáveis.
O Pilot Pro combina:
- 19 botões;
- 1 joystick multidirecional;
- 3 controles giratórios;
- conexão com fio;
- Bluetooth;
- receptor sem fio;
- software proprietário;
- presets por aplicativo;
- diferentes temas de comandos;
- feedback tátil nos controles giratórios.
Segundo a especificação oficial, são 19 botões, divididos entre 12 botões de comando, 3 botões de função e 4 botões touch localizados na parte superior do joystick. O dispositivo também possui três componentes rotativos e um joystick.
A proposta é simples de entender:
menos tempo procurando atalhos no teclado e mais tempo olhando para o projeto.
Para quem o Pilot Pro foi criado?
Apesar de ser vendido como um console de edição, o Pilot Pro não é limitado exclusivamente à edição de vídeos.
A XPPen posiciona o produto para diferentes atividades criativas, incluindo:
- edição de vídeos;
- color grading;
- tratamento de fotografias;
- criação de conteúdo;
- produção de vídeos longos;
- vídeos para redes sociais;
- publicidade;
- edição de eventos;
- criação de vlogs.
O dispositivo possui compatibilidade oficial com softwares como Premiere Pro, DaVinci Resolve, Photoshop, Lightroom Classic, Final Cut Pro e CapCut.
Isso é importante porque o mesmo hardware pode assumir funções completamente diferentes dependendo do programa utilizado.
No Premiere, por exemplo, os controles podem ser configurados para navegação na timeline, cortes, reprodução e outros comandos.
No DaVinci Resolve, os knobs podem ser utilizados para ajustes finos e navegação, enquanto o joystick pode receber outras funções.
No Photoshop, o foco pode mudar completamente para zoom, navegação, ferramentas e comandos de edição.
O grande diferencial: controlar o software com uma mão
A principal vantagem do Pilot Pro não está simplesmente na quantidade de botões.
Está na forma como eles ficam organizados.
A XPPen desenvolveu o produto para que os controles possam ser utilizados sem que você precise ficar olhando constantemente para o dispositivo. A empresa chama essa proposta de operação “eyes-free”, ou seja, manter os olhos concentrados na tela enquanto a mão executa os comandos.
Esse conceito parece pequeno, mas pode fazer bastante diferença durante uma edição longa.
Imagine uma sequência simples:
- Você está assistindo ao vídeo;
- percebe um trecho que precisa ser cortado;
- pausa;
- navega alguns frames;
- faz o corte;
- continua a reprodução;
- aproxima a timeline;
- ajusta a posição.
No teclado tradicional, você pode precisar utilizar várias teclas ou combinações.
Com um console dedicado, esses comandos podem estar distribuídos fisicamente em posições específicas.
Depois que a memória muscular se desenvolve, você começa a executar determinadas tarefas sem pensar conscientemente em qual tecla precisa pressionar.
A inspiração nos controles de videogame faz sentido?
Faz bastante sentido.
Quem passou anos utilizando controles de videogame já está acostumado com a ideia de controlar várias funções usando uma única mão e diferentes dedos.
O Pilot Pro não é um controle de videogame tradicional, mas aproveita alguns conceitos semelhantes: joystick, botões agrupados e controles posicionados para serem alcançados sem movimentações exageradas.
Isso pode tornar a adaptação mais natural para quem já tem experiência com gamepads.
Mas existe uma diferença importante.
No videogame, os controles já vêm configurados para determinada função.
No Pilot Pro, você precisa construir parte dessa experiência.
E é justamente aí que entra o software da XPPen.
Como funciona o software do Pilot Pro?
O software proprietário é uma das partes mais importantes do produto.
É nele que você configura os botões, joystick, knobs, presets e temas.
A XPPen oferece um sistema de gerenciamento de presets que permite associar diferentes configurações aos softwares utilizados.
Isso significa que o mesmo botão pode executar uma função diferente dependendo do aplicativo aberto.
Por exemplo:
Premiere Pro: cortar clipe.
DaVinci Resolve: aplicar ou selecionar uma ferramenta.
Photoshop: alterar uma função de edição.
Lightroom: controlar determinado ajuste.
O sistema pode identificar o aplicativo e carregar o preset correspondente.
Esse é um dos recursos que realmente transforma o Pilot Pro de um simples conjunto de teclas programáveis em uma ferramenta voltada para produtividade.
É possível criar diferentes presets?
Sim.
O software permite criar e gerenciar presets associados aos programas utilizados.
Além disso, existe um sistema de temas que permite criar diferentes conjuntos de comandos dentro de um mesmo preset. No modo avançado, a XPPen informa suporte a até sete temas por preset.
Isso abre muitas possibilidades.
Você pode, por exemplo, criar um preset para o DaVinci Resolve e separar as funções em diferentes temas:
| Tema | Funções |
|---|---|
| Edição | Cortes, reprodução e timeline |
| Navegação | Zoom, movimentação e seleção |
| Color | Ajustes e controles de cor |
| Áudio | Volume e navegação |
| Finalização | Exportação e comandos finais |
Na prática, isso permite colocar uma quantidade enorme de comandos em um dispositivo relativamente pequeno.
Os botões são realmente personalizáveis?
Sim.
A XPPen permite configurar comandos para os botões, joystick e controles giratórios.
O software apresenta visualmente o layout do dispositivo, permitindo selecionar determinado controle e definir a função que ele executará.
Isso também significa que você não precisa obrigatoriamente utilizar as configurações de fábrica.
E eu considero essa uma das partes mais importantes da experiência.
Não tente configurar tudo de uma vez
Um erro comum ao comprar um dispositivo desse tipo é tentar transformar todos os botões em atalhos diferentes imediatamente.
Isso pode fazer com que a experiência fique mais confusa, não mais rápida.
O ideal é começar com os comandos que você realmente utiliza dezenas de vezes durante uma edição.
Por exemplo:
- desfazer;
- refazer;
- cortar;
- reproduzir;
- pausar;
- avançar;
- voltar;
- zoom;
- navegação na timeline;
- seleção de ferramenta.
Depois que esses comandos estiverem incorporados à memória muscular, você pode adicionar funções mais específicas.
O joystick é útil para edição?
O joystick é um dos componentes que diferencia o Pilot Pro de um macropad convencional.
Ele permite atribuir comandos direcionais e outras funções, além de possuir quatro botões touch na parte superior.
A vantagem é que determinadas operações podem se tornar mais naturais.
Em vez de pensar em uma combinação de teclas, você pode associar determinado movimento a uma função.
Para edição de vídeo, por exemplo, um joystick pode ser interessante para navegação e controle de determinados parâmetros.
Para outros softwares, ele pode assumir funções completamente diferentes.
Os três knobs são o grande destaque?
Para quem trabalha com ajustes contínuos, provavelmente sim.
O Pilot Pro possui três controles giratórios:
- knob pequeno;
- knob grande;
- dial.
Eles foram projetados para ajustes precisos e navegação. A XPPen também implementou feedback tátil nesses controles, com diferentes níveis de vibração.
Isso é especialmente interessante para tarefas que envolvem valores graduais.
Color grading no DaVinci Resolve
É aqui que a proposta fica particularmente interessante.
No color grading, muitos parâmetros precisam ser ajustados de maneira progressiva.
Fazer isso com o mouse pode funcionar, mas nem sempre oferece a mesma sensação de controle físico.
Um knob permite fazer pequenos ajustes girando gradualmente o controle.
Essa interação pode ser mais intuitiva para determinadas tarefas.
Por isso, para quem trabalha frequentemente com correção de cor, exposição, parâmetros de imagem ou outros ajustes contínuos, os controles físicos podem oferecer uma vantagem real.
O feedback tátil faz diferença?
Sim.
Os knobs oferecem feedback háptico durante a rotação, e o usuário pode selecionar entre diferentes intensidades de vibração, incluindo sem vibração, vibração suave e vibração intensa.
Isso tem uma função prática.
O feedback permite perceber fisicamente que determinado valor está sendo alterado.
Em vez de depender apenas da visão, você recebe uma resposta adicional na ponta dos dedos.
Para quem passa muitas horas editando, esse tipo de interação pode tornar o uso mais agradável.
O Pilot Pro é confortável para longas sessões?
A ergonomia é outro ponto central do produto.
O corpo possui um formato curvado pensado para apoiar a palma da mão, enquanto os botões ficam posicionados para reduzir movimentos excessivos.
A própria XPPen afirma que o design foi pensado para reduzir a tensão no pulso durante o uso prolongado.
O produto pesa aproximadamente 251 gramas e mede 130,25 × 92,5 × 66,9 mm.
Essas dimensões ajudam a explicar por que ele pode ser levado para diferentes ambientes.
Ele não ocupa o espaço de um teclado adicional completo.
É realmente portátil?
Sim.
Esse é outro ponto interessante.
Um teclado convencional é relativamente grande, principalmente se for um modelo full size.
O Pilot Pro foi projetado para ser compacto e pode ser colocado em uma bolsa ou mochila junto com notebook e outros acessórios.
A XPPen inclusive inclui uma bolsa de transporte no pacote.
Isso cria uma possibilidade interessante para quem trabalha fora do escritório.
Você pode levar:
notebook + trackpad/mouse + Pilot Pro
e montar uma estação de edição relativamente completa em uma mesa pequena.
O Pilot Pro é sem fio?
Sim.
Ele oferece três formas de conexão:
- USB-C com fio;
- Bluetooth;
- receptor sem fio.
A especificação oficial indica Bluetooth 5.4 Low Energy de canal duplo e receptor Bluetooth.
Isso é particularmente útil para quem quer manter a mesa organizada.
Você pode utilizar o dispositivo sem precisar manter um cabo conectado ao computador durante todo o trabalho.
E existe atraso no modo sem fio?
Conexões sem fio sempre levantam essa dúvida.
Para um dispositivo de comandos de edição, porém, o requisito de latência não é o mesmo de um mouse gamer competitivo.
O Pilot Pro foi projetado justamente para trabalhar com conexão sem fio de baixa latência, e a XPPen oferece Bluetooth e receptor dedicado.
Para edição de vídeo e imagem, a proposta sem fio é bastante adequada.
Quanto dura a bateria?
A bateria integrada possui capacidade de 1.900 mAh a 3,85 V.
A XPPen afirma que o Pilot Pro pode alcançar mais de 15 dias de autonomia, considerando quatro horas de uso por dia.
É uma autonomia interessante para um periférico desse tipo.
Na prática, a duração dependerá da frequência de uso, conexão utilizada e outros fatores.
Ainda assim, não é um produto que exige carregamento diário.
E quando necessário, ele pode ser carregado por USB-C.
Compatibilidade com Windows e Mac
O Pilot Pro é compatível com:
- Windows 10 ou superior;
- macOS 11 ou superior.
A XPPen também lista oficialmente compatibilidade com Premiere Pro, DaVinci Resolve, Photoshop, Lightroom Classic, Final Cut Pro e CapCut.
Para softwares não listados, existe a possibilidade de configurar atalhos manualmente.
A própria documentação ressalta, entretanto, que o comportamento pode variar em programas que não estão entre os softwares recomendados, especialmente por diferenças entre versões e arquitetura dos aplicativos.
O software da XPPen continua recebendo atualizações?
Sim.
Isso é importante para um produto que depende fortemente de software.
Em julho de 2026, a XPPen disponibilizou versões atualizadas do software Pilot Pro tanto para Windows quanto para macOS. A página oficial lista a versão 1.0.51.260713 para Windows, lançada em 16 de julho de 2026, e a versão 1.0.52.20260721 para macOS, lançada em 28 de julho de 2026.
Também existem versões de firmware disponibilizadas pela fabricante.
Isso mostra que o produto não depende exclusivamente do hardware: a experiência continua sendo aprimorada por atualizações.
Um recurso interessante: HUD na tela
Outro detalhe que ajuda quem está começando é o HUD.
O botão OK pode ser configurado para ativar ou desativar uma interface que mostra informações sobre os atalhos.
Isso é interessante porque um dos maiores obstáculos para utilizar um console desse tipo é justamente lembrar o que cada botão faz.
No começo, você pode consultar as informações.
Com o tempo, a tendência é que os comandos mais utilizados sejam incorporados à memória muscular.
O Pilot Pro exige uma curva de aprendizado?
Sim.
E esse é um ponto que considero fundamental.
O Pilot Pro não é um produto do tipo “conectou e ficou automaticamente mais produtivo”.
Se você simplesmente conectar o dispositivo e utilizar as configurações padrão, provavelmente vai aproveitar apenas uma parte pequena do potencial.
A produtividade aparece depois de configurar o equipamento de acordo com seu fluxo de trabalho.
Quanto tempo leva para se acostumar?
Não existe um período universal.
Para algumas pessoas, a adaptação pode ser rápida.
Para outras, pode levar dias ou semanas até que determinados comandos se tornem automáticos.
Isso depende principalmente da frequência de utilização.
Quanto mais você utiliza os mesmos comandos, mais rápido desenvolve memória muscular.
É exatamente como aprender atalhos de teclado.
No início, você pensa:
“Qual era mesmo o atalho?”
Depois de algumas semanas, seus dedos simplesmente executam o movimento.
É possível importar presets prontos?
Sim.
A XPPen oferece perfis de atalhos desenvolvidos em parceria com especialistas em edição, que podem ser baixados e utilizados como ponto de partida.
Isso é bastante útil para quem não quer começar do zero.
Mesmo assim, eu recomendaria personalizar o preset posteriormente.
Cada editor trabalha de uma maneira.
Um profissional que passa o dia inteiro fazendo vídeos para YouTube pode ter necessidades completamente diferentes de alguém que trabalha com publicidade ou color grading.
Pilot Pro realmente aumenta a produtividade?
Pode aumentar bastante, mas não existe uma porcentagem universal.
Essa é uma das partes em que é necessário separar marketing de experiência real.
Um dispositivo de produtividade só será mais rápido se os comandos que ele oferece forem utilizados frequentemente.
Se você usa cinco atalhos durante toda a edição, não precisa de 19 botões e três knobs.
Por outro lado, se sua rotina envolve dezenas de comandos repetitivos, o benefício potencial aumenta.
O ganho também aparece na redução de movimentos.
Em vez de:
olhar → procurar tecla → pressionar → voltar para a tela
você pode desenvolver:
mão → comando → continuar olhando para o projeto.
Em uma edição de várias horas, pequenas economias repetidas dezenas ou centenas de vezes podem representar uma diferença significativa.
O Pilot Pro substitui teclado e mouse?
Não.
E não deveria ser essa a expectativa.
Ele funciona melhor como complemento.
Uma configuração interessante seria:
| Dispositivo | Função principal |
| Pilot Pro | Atalhos e controles |
| Mouse/trackpad | Seleção e movimentação |
| Teclado | Digitação e comandos ocasionais |
| Monitor | Visualização |
| Mesa digitalizadora | Desenho/retouch, quando necessário |
O Pilot Pro não precisa substituir tudo para ser útil.
Ele pode simplesmente assumir as tarefas em que é melhor.
Para edição de vídeo, onde ele mais ajuda?
A maior vantagem tende a aparecer em tarefas repetitivas.
Por exemplo:
- navegação na timeline;
- reprodução;
- cortes;
- zoom;
- seleção;
- movimentação;
- ajustes;
- comandos de edição;
- navegação frame a frame;
- controle de parâmetros.
A própria XPPen destaca o uso do dial para navegar pela timeline e fazer ajustes precisos, além do uso dos controles para diferentes etapas da pós-produção.
Isso é especialmente interessante para editores que passam várias horas por semana no Premiere, DaVinci Resolve ou programas semelhantes.
E para color grading?
Aqui o Pilot Pro pode fazer ainda mais sentido.
O uso de knobs e joystick cria uma interface física para ajustes que normalmente são realizados com mouse.
Em correção de cor, isso pode tornar determinados movimentos mais suaves e intuitivos.
Não significa que o Pilot Pro substitua um painel profissional de color grading.
Painéis dedicados de alto nível possuem muito mais controles e foram projetados especificamente para essa finalidade.
Mas para um editor que quer uma solução compacta e relativamente acessível para começar a trabalhar com controles físicos, a proposta é interessante.
E para Photoshop e Lightroom?
Também pode ser útil.
No Photoshop, os botões podem receber comandos de ferramentas, zoom, navegação e outros atalhos.
No Lightroom, os knobs podem assumir funções relacionadas a ajustes graduais.
Novamente, o segredo está na configuração.
Um perfil bem planejado pode economizar bastante tempo.
Um perfil mal configurado pode simplesmente criar mais uma camada de complexidade.
Pilot Pro é bom para quem usa notebook?
Sim, e talvez esse seja um dos públicos que mais pode aproveitar o produto.
Teclados de notebooks são compactos e, dependendo do modelo, algumas funções exigem combinações de teclas.
Quem edita vídeos em viagem pode sentir ainda mais essa limitação.
O Pilot Pro permite levar uma superfície de controle dedicada sem precisar carregar um teclado completo.
A XPPen inclusive destaca o uso em ambientes como cafés, estúdios e outros espaços fora do escritório.
O que poderia ser melhor?
Apesar dos pontos positivos, existem algumas limitações importantes.
1. Preço
Esse é provavelmente o principal obstáculo para o consumidor brasileiro.
A loja oficial da XPPen Brasil lista o Pilot Pro por R$ 1.299, com preço promocional encontrado de R$ 1.099 no momento da consulta.
Por esse valor, ele deixa de ser um simples acessório e passa a ser um investimento.
É necessário realmente utilizar os recursos para justificar a compra.
2. Curva de aprendizado
Você precisa dedicar tempo para configurar e aprender o dispositivo.
Quem não tem paciência para essa etapa pode acabar abandonando o produto.
3. Não substitui um teclado
Ainda será necessário utilizar teclado em várias situações.
4. Benefício depende do software
Quanto mais integrado o programa estiver ao Pilot Pro, maior tende a ser o potencial de aproveitamento.
5. Pode ser exagero para usuários ocasionais
Se você edita um vídeo uma vez por mês, provavelmente não precisa de um console profissional.
Prós e contras do XPPen Pilot Pro
Prós
- 19 botões programáveis;
- joystick multidirecional;
- três controles giratórios;
- operação com uma mão;
- design ergonômico;
- feedback tátil;
- conexão USB-C;
- Bluetooth;
- receptor sem fio;
- bateria de longa duração;
- presets por aplicativo;
- suporte a múltiplos temas;
- compatibilidade com Premiere Pro;
- suporte ao DaVinci Resolve;
- compatibilidade com Photoshop e Lightroom;
- suporte a Final Cut Pro;
- suporte a CapCut;
- tamanho compacto;
- bolsa de transporte incluída;
- software proprietário dedicado;
- atualizações de software e firmware.
Contras
- Preço elevado para um periférico;
- exige tempo para configuração;
- curva de aprendizado;
- não substitui completamente teclado e mouse;
- usuários ocasionais provavelmente não aproveitarão todo o potencial;
- recursos podem variar em softwares fora da lista oficialmente recomendada.
XPPen Pilot Pro vale o preço?
Essa é provavelmente a pergunta mais importante.
Com preço oficial de R$ 1.299 no Brasil e promoções encontradas na casa de R$ 1.099, o Pilot Pro não é um produto barato.
Mas preço e valor são coisas diferentes.
Para um usuário casual, R$ 1.099 pode parecer caro demais.
Para um editor profissional que utiliza Premiere ou DaVinci praticamente todos os dias, a análise muda completamente.
Imagine alguém que passa quatro, cinco ou seis horas por dia editando.
Se o Pilot Pro economizar pequenos movimentos e reduzir o tempo gasto procurando atalhos, o investimento pode começar a fazer sentido.
Agora, se o usuário só edita eventualmente, provavelmente é melhor investir esse dinheiro em outro componente do setup.
Qual é o preço ideal para comprar o Pilot Pro no Brasil?
Considerando o preço oficial consultado, eu dividiria assim:
| Preço | Minha avaliação |
| Até R$ 900 | Excelente oportunidade |
| R$ 900 a R$ 1.100 | Muito bom |
| R$ 1.100 a R$ 1.300 | Bom, especialmente para profissionais |
| R$ 1.300 a R$ 1.500 | Eu esperaria uma promoção |
| Acima de R$ 1.500 | Difícil recomendar sem necessidade profissional |
Essas faixas são uma referência de custo-benefício e não representam preço fixo de mercado.
Como o produto está sujeito a promoções e cupons, vale acompanhar o preço antes de comprar.
Quem deve comprar o XPPen Pilot Pro?
Eu recomendaria principalmente para:
Editores profissionais
Quem trabalha diariamente com Premiere Pro, DaVinci Resolve ou Final Cut pode aproveitar muito os atalhos.
Criadores de conteúdo
YouTubers e produtores que editam frequentemente podem ganhar bastante com a redução de movimentos repetitivos.
Profissionais de color grading
Os controles giratórios são especialmente interessantes para ajustes graduais.
Usuários de notebooks
O console complementa muito bem um teclado compacto.
Quem gosta de setups minimalistas
Ele oferece muitos comandos sem ocupar o espaço de um teclado completo.
Quem já utiliza atalhos constantemente
Quanto mais atalhos você utiliza, maior tende a ser o potencial de ganho.
Quem não deveria comprar?
Eu não recomendaria para:
- usuários ocasionais;
- pessoas que editam muito pouco;
- quem não gosta de configurar periféricos;
- quem espera produtividade automática;
- quem já possui um painel de edição que atende perfeitamente;
- quem está procurando apenas um teclado compacto.
Nesses casos, o investimento pode não compensar.
O Pilot Pro é melhor que um teclado macro?
Depende.
Um teclado macro convencional pode oferecer dezenas de teclas programáveis e, em alguns casos, custa menos.
Mas o Pilot Pro possui algumas características que vão além:
- joystick;
- três controles giratórios;
- feedback tátil;
- operação ergonômica com uma mão;
- presets por aplicativo;
- temas;
- integração dedicada com softwares criativos.
Se você precisa apenas de atalhos, um macropad pode ser suficiente.
Se você quer combinar atalhos com controles físicos analógicos, o Pilot Pro se torna mais interessante.
Minha experiência ideal de uso com o Pilot Pro
A melhor maneira de aproveitar o dispositivo não é tentar transformar cada botão em um comando.
Eu começaria com um preset extremamente simples.
Perfil para Premiere Pro
Botões principais:
- cortar;
- desfazer;
- refazer;
- reproduzir;
- pausar;
- próximo corte;
- corte anterior;
- salvar.
Joystick:
- navegação na timeline;
- avanço e retrocesso;
- navegação frame a frame.
Knobs:
- zoom da timeline;
- navegação;
- ajuste específico utilizado com frequência.
Depois de uma semana, eu analisaria quais comandos realmente estão sendo usados.
Aqueles que não foram utilizados poderiam ser substituídos.
Esse processo é muito mais eficiente do que tentar montar o preset perfeito no primeiro dia.
O Pilot Pro realmente pode reduzir o tempo de edição?
Sim, pode, mas o resultado depende completamente do workflow.
Se o seu trabalho envolve muitas tarefas repetitivas, a possibilidade de colocar comandos diretamente sob os dedos pode representar uma economia de tempo.
A própria proposta da XPPen é justamente permitir que o editor mantenha os olhos na tela e as mãos nos controles.
Mas não existe garantia de que todos os usuários terão o mesmo ganho.
Um profissional experiente que já domina dezenas de atalhos pode inclusive perceber pouco benefício.
Já alguém que utiliza um notebook com teclado compacto e frequentemente precisa procurar combinações pode sentir uma diferença muito maior.
Vale a pena comprar o XPPen Pilot Pro?
O XPPen Pilot Pro é um daqueles produtos que fazem muito mais sentido depois que você entende exatamente qual problema ele tenta resolver.
Ele não foi criado simplesmente para adicionar mais teclas ao computador.
A proposta é transformar a edição em uma experiência mais física, rápida e intuitiva, concentrando comandos frequentes em uma superfície que pode ser controlada com uma mão.
Os 19 botões, joystick e três controles giratórios oferecem uma quantidade enorme de possibilidades de configuração. O software permite criar presets, associá-los aos aplicativos e até trabalhar com diferentes temas de comandos.
A ergonomia também é um dos pontos fortes, assim como a possibilidade de utilizar o dispositivo via USB-C, Bluetooth ou receptor sem fio. A bateria anunciada para mais de 15 dias também ajuda bastante na proposta de portabilidade.
Mas existe uma condição para tudo isso funcionar:
você precisa aprender a usar o Pilot Pro.
Se comprar e não configurar os atalhos de acordo com seu workflow, ele pode parecer apenas um acessório caro.
Se você dedicar algumas horas para criar presets e desenvolver memória muscular, a situação muda.
Para um editor profissional ou criador que passa muitas horas no Premiere, DaVinci Resolve, Photoshop ou Lightroom, considero o Pilot Pro uma ferramenta bastante interessante.
Para quem edita ocasionalmente, eu economizaria o dinheiro.
No Brasil, o preço promocional encontrado na loja oficial estava em R$ 1.099, contra preço de referência de R$ 1.299. Nesse cenário, eu consideraria a compra principalmente para quem realmente trabalha com edição com frequência.
Minha recomendação final é: vale a pena para quem trabalha com criação e quer investir em produtividade, mas não é um acessório obrigatório para todo editor.
O grande diferencial não está em substituir teclado e mouse, mas em colocar os comandos mais importantes exatamente onde sua mão consegue encontrá-los.
E, depois que a memória muscular entra em ação, é aí que o Pilot Pro começa a mostrar todo o seu potencial.
Perguntas Frequentes
O XPPen Pilot Pro é bom para edição de vídeo?
Sim. Ele foi desenvolvido especificamente para produtividade em edição e é compatível oficialmente com Premiere Pro, DaVinci Resolve, Final Cut Pro e CapCut, além de softwares de imagem como Photoshop e Lightroom.
Quantos botões o XPPen Pilot Pro possui?
O Pilot Pro possui 19 botões, além de um joystick e três componentes giratórios. A configuração inclui 12 botões de comando, três botões de função e quatro botões touch na parte superior do joystick.
O Pilot Pro funciona sem fio?
Sim. Ele pode ser conectado por USB-C, Bluetooth ou por meio do receptor sem fio incluído.
Quanto dura a bateria do XPPen Pilot Pro?
A XPPen informa autonomia superior a 15 dias, considerando quatro horas de utilização por dia. A bateria possui capacidade de 1.900 mAh e o carregamento é feito por USB-C.
O XPPen Pilot Pro funciona no Mac?
Sim. O dispositivo é compatível com macOS 11.0 ou superior. Também funciona em computadores com Windows 10 ou superior.
O Pilot Pro funciona com DaVinci Resolve?
Sim. O DaVinci Resolve está entre os softwares oficialmente compatíveis. Os botões, joystick e knobs podem ser personalizados para diferentes comandos dentro do workflow de edição e color grading.
O Pilot Pro substitui o teclado?
Não completamente. Ele funciona melhor como complemento ao teclado e mouse, concentrando os comandos utilizados com maior frequência. Para digitação e determinadas funções, o teclado continuará sendo necessário.
Quanto custa o XPPen Pilot Pro no Brasil?
A loja oficial da XPPen Brasil lista o produto por R$ 1.299, com preço promocional de R$ 1.099 no momento da consulta. Como promoções e cupons podem alterar bastante o valor, vale acompanhar o preço antes da compra.
- Operação com uma mão e sem olhar: O layout esculpido do Pilot Pro é intuitivo o suficiente para ser operado com uma mão, eliminando a necessidade de ficar trocando o tempo todo entre a mesa e a tela.
