Notebooks que Você NÃO Deve Comprar em 2026: Evite Esses Modelos e Não Jogue Dinheiro Fora

Comprar um notebook em 2026 ficou muito mais complicado do que parece. Os preços aumentaram, muitos modelos antigos continuam sendo vendidos como se fossem lançamentos e diversas fabricantes ainda oferecem configurações que simplesmente não fazem mais sentido para a maioria das pessoas. O resultado é que muita gente acaba pagando caro por um computador que já nasce ultrapassado.

O problema é que, olhando apenas a ficha técnica, muitos notebooks parecem interessantes. Um processador Intel Core i5, uma RTX dedicada ou até um MacBook usado podem parecer excelentes escolhas. Porém, quando analisamos o desempenho real, o suporte futuro, a capacidade de atualização e o custo-benefício, alguns desses modelos deixam de fazer sentido.

Neste guia você vai descobrir quais notebooks devem ser evitados em 2026, quais configurações já ficaram obsoletas e quais armadilhas costumam fazer os consumidores gastarem muito mais do que deveriam. Além disso, veremos quais alternativas realmente compensam para estudo, trabalho, jogos e produtividade.

Se o objetivo é comprar um notebook que continue rápido por vários anos, este artigo pode evitar um grande prejuízo.


Por que está tão fácil comprar um notebook ruim em 2026?

O mercado mudou bastante nos últimos anos.

Enquanto alguns notebooks evoluíram significativamente, outros continuam utilizando componentes lançados há vários anos, mas sendo vendidos praticamente pelo mesmo preço de modelos muito mais modernos.

Entre os principais problemas encontrados atualmente estão:

  • Processadores extremamente fracos vendidos como notebooks para trabalho;
  • Pouca memória RAM;
  • Placas de vídeo antigas custando quase o mesmo que modelos novos;
  • MacBooks antigos sendo vendidos como “novos”;
  • Diferenças enormes de preço entre lojas físicas e promoções online.

Por isso, antes de comprar qualquer notebook, vale muito mais analisar o conjunto do equipamento do que apenas o nome do processador.


1. Não compre notebooks com Intel Celeron Dual Core

Esta é provavelmente a pior compra que alguém pode fazer em 2026.

Os processadores Intel Celeron Dual Core possuem apenas dois núcleos de processamento e já não conseguem acompanhar as exigências do Windows moderno.

O que acontece no uso diário?

Mesmo realizando tarefas simples como:

  • abrir o Google Chrome;
  • assistir vídeos;
  • utilizar Word;
  • abrir planilhas;
  • participar de reuniões online,

o processador frequentemente trabalha próximo dos 100% de utilização.

Isso faz com que o notebook apresente:

  • travamentos;
  • lentidão;
  • demora para abrir programas;
  • dificuldade para executar multitarefa.

Modelos que devem ser evitados

Alguns exemplos encontrados frequentemente no mercado brasileiro:

NotebookMotivo
Positivo C14Processador muito limitado
ASUS Vivobook 15 com Celeron Dual CorePreço elevado para desempenho muito baixo

Mesmo custando menos, eles acabam oferecendo uma experiência bastante frustrante.

Vale mais comprar um tablet?

Curiosamente, sim.

Se o orçamento estiver muito limitado, tablets como:

  • Redmi Pad 2
  • Galaxy Tab FE

podem entregar desempenho superior em navegação, estudos, vídeos e aplicativos leves.


2. Evite notebooks com apenas 4 GB de memória RAM

Em 2026, 4 GB de RAM simplesmente não são suficientes.

O próprio Windows já utiliza boa parte dessa memória logo após iniciar.

Depois disso basta abrir:

  • Google Chrome;
  • Microsoft Office;
  • Teams;
  • Zoom;
  • Spotify

para o computador começar a utilizar memória virtual (arquivo de paginação), tornando tudo muito mais lento.

Quanto de memória é recomendado?

Tipo de usoRAM recomendada
Estudos8 GB
Trabalho16 GB
Programação16 GB ou mais
Jogos16 GB
Edição de vídeo32 GB

Mesmo notebooks baratos já deveriam oferecer pelo menos 8 GB atualmente.


3. RTX 3050 acima de R$ 5.000 não vale a pena

A RTX 3050 ainda continua sendo uma placa de vídeo competente.

O problema não é a placa.

O problema é o preço.

Nos últimos meses diversos notebooks com RTX 3050 passaram da faixa dos R$ 5.000.

Nesse valor já começam a aparecer promoções com RTX 4050.

Principais limitações da RTX 3050

  • arquitetura mais antiga;
  • apenas 6 GB de VRAM;
  • ausência do Frame Generation;
  • menor vida útil para jogos futuros.

O Frame Generation presente nas placas RTX 40 e RTX 50 consegue praticamente dobrar o desempenho em diversos jogos compatíveis.

Isso faz uma enorme diferença em títulos pesados.

Quando ainda vale comprar?

Somente quando aparecer por um preço realmente promocional.

Caso contrário, vale esperar por uma RTX 4050.


4. Evite MacBooks com Intel

Os MacBooks Intel praticamente encerraram seu ciclo.

A Apple já iniciou o processo de encerramento do suporte para esses equipamentos.

Problemas

  • deixarão de receber novas versões do macOS;
  • perderão compatibilidade com aplicativos futuros;
  • suporte oficial cada vez menor.

Isso não significa que eles deixaram de funcionar.

Significa apenas que não fazem mais sentido pelo preço cobrado atualmente.

O pior cenário acontece em lojas físicas que ainda anunciam MacBooks Intel como “novos” ou “lacrados”.

Vale lembrar que esses modelos deixaram de ser fabricados em 2020.


5. Pense duas vezes antes de comprar um MacBook Air M1

O MacBook Air M1 revolucionou o mercado.

Mesmo em 2026 ele continua oferecendo excelente desempenho.

Entretanto, existe um detalhe importante.

Ele já entrou na reta final de suporte.

Isso significa que:

  • receberá poucas atualizações futuras;
  • terá uma vida útil menor que os modelos atuais.

Quando vale a pena?

Somente se aparecer usado por um preço realmente interessante.

Se a diferença para um MacBook mais novo for pequena, normalmente faz mais sentido investir no modelo mais recente.


Não compre notebook olhando apenas o nome do processador

Este é um dos erros mais comuns.

Muita gente acredita que:

  • Ryzen 7 sempre é melhor que Core i5;
  • Core i7 sempre é melhor que Ryzen 5;
  • Core i5 sempre supera um Core i3.

Isso simplesmente não é verdade.


A geração importa muito

Veja este exemplo:

ProcessadorPode ser melhor?
Core i3 14ª geraçãoSim
Core i5 10ª geraçãoPode ser inferior

A geração influencia muito mais do que apenas o nome comercial.


O sufixo também faz diferença

Depois do nome do processador aparecem algumas letras importantes.

Processadores U

São focados em:

  • economia de bateria;
  • notebooks finos;
  • menor consumo.

Processadores H

Priorizam desempenho.

São comuns em notebooks gamers e profissionais.

Processadores HX

Representam praticamente a categoria mais potente dos notebooks.

São voltados para:

  • jogos pesados;
  • renderização;
  • edição profissional;
  • programação.

Sempre procure testes reais

Ao invés de confiar apenas na ficha técnica:

  • veja reviews;
  • pesquise benchmarks;
  • compare FPS em jogos;
  • observe temperaturas;
  • confira autonomia de bateria.

Essas informações mostram muito melhor o comportamento do notebook do que apenas o nome do processador.


Loja física ou internet?

Na maioria dos casos, comprar online continua sendo mais barato.

Além disso, é muito mais fácil:

  • acompanhar histórico de preços;
  • aproveitar cupons;
  • encontrar promoções;
  • comparar diferentes vendedores.

Antes de fechar qualquer compra, pesquise quanto aquele notebook custava nas últimas semanas.

Isso evita cair em falsas promoções.


Erros que mais fazem as pessoas perderem dinheiro

ErroConsequência
Comprar notebook com CeleronDesempenho muito baixo
Escolher apenas 4 GB de RAMLentidão constante
Pagar caro em RTX 3050Custo-benefício ruim
Comprar MacBook IntelPouco suporte futuro
Escolher apenas pelo nome do processadorCompra equivocada
Não pesquisar histórico de preçosPagar mais caro

Vale a pena comprar notebook em 2026? Minha recomendação final

O mercado de notebooks continua oferecendo excelentes opções, mas também está cheio de armadilhas. Modelos com Intel Celeron Dual Core e apenas 4 GB de RAM já não entregam uma experiência satisfatória para a maioria dos usuários. Da mesma forma, pagar caro por notebooks com RTX 3050 ou investir em MacBooks Intel dificilmente representa um bom negócio.

Antes de decidir, analise o conjunto do equipamento: geração do processador, quantidade de memória RAM, tipo de armazenamento, placa de vídeo, possibilidade de upgrades e histórico de preços. Muitas vezes, esperar uma promoção ou escolher um modelo um pouco mais moderno resulta em um investimento muito melhor no longo prazo.

Pesquisando com calma e evitando essas configurações ultrapassadas, é possível encontrar notebooks muito mais equilibrados, com desempenho consistente e vida útil maior, sem gastar além do necessário.

Perguntas Frequentes

Notebook com Intel Celeron ainda vale a pena?

Apenas para tarefas extremamente simples. Para a maioria dos usuários, já não é uma boa escolha em 2026.

4 GB de RAM ainda são suficientes?

Não. O mínimo recomendado atualmente é 8 GB, sendo 16 GB a configuração ideal para a maioria das pessoas.

RTX 3050 ainda é boa?

Sim, mas somente quando encontrada por um preço competitivo. Acima de R$ 5.000 normalmente já existem opções com RTX 4050 que oferecem melhor custo-benefício.

Ainda vale comprar um MacBook Intel?

Apenas se estiver muito barato e você souber das limitações de suporte. Para novos compradores, os modelos com Apple Silicon são muito mais interessantes.

O MacBook Air M1 continua sendo uma boa compra?

Sim, desde que seja encontrado usado por um valor bastante atrativo. Caso a diferença para modelos mais novos seja pequena, vale considerar uma geração mais recente.

O que é mais importante: Core i7 ou Ryzen 7?

Nem sempre o nome indica o melhor desempenho. A geração, a arquitetura e o sufixo do processador influenciam muito mais no resultado final.

Vale mais comprar online do que em loja física?

Na maioria das situações, sim. Compras online costumam oferecer preços menores, maior variedade de modelos e melhores oportunidades de promoção.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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