
A Apple aumentou drasticamente o sistema de refrigeração do iPhone 18 Pro. A nova geração recebeu uma câmara de vapor com três vezes mais área de superfície que a utilizada no iPhone 17 Pro, além de novos materiais térmicos e uma mudança importante na construção do chip A20 Pro. Segundo a própria Apple, o conjunto foi desenvolvido para permitir até 40% mais desempenho sustentado em relação à geração anterior.
Mas existe uma consequência interessante dessa mudança que pode parecer contraditória à primeira vista: o iPhone 18 Pro pode parecer mais quente por fora justamente porque está dissipando melhor o calor.
Foi exatamente isso que apareceu em um teste térmico comparando diretamente o iPhone 18 Pro com o iPhone 17 Pro. Em vez de simplesmente medir a temperatura máxima, o teste utilizou uma câmera térmica para observar como o calor se espalha pela traseira dos dois aparelhos durante diferentes situações, desde o aparelho desligado até um teste de estresse prolongado.
O resultado ajuda a entender uma mudança importante na filosofia térmica da Apple. A ideia não é necessariamente deixar a carcaça do iPhone mais fria. O objetivo é retirar mais calor do chip, espalhá-lo por uma área maior e permitir que o processador mantenha níveis elevados de desempenho por mais tempo.
E os números do teste mostram justamente isso: enquanto o iPhone 17 Pro concentra mais calor em uma região específica próxima ao módulo de câmeras, o iPhone 18 Pro distribui a energia térmica por uma área muito maior da traseira.
Isso muda completamente a maneira como devemos interpretar a temperatura de um smartphone.
O que mudou na refrigeração do iPhone 18 Pro?
O iPhone 17 Pro já havia representado uma mudança importante na estratégia térmica da Apple. A geração de 2025 abandonou o sistema tradicional utilizado nos modelos anteriores e passou a utilizar uma câmara de vapor, permitindo distribuir o calor de maneira mais eficiente pelo corpo de alumínio.
No iPhone 18 Pro, a Apple levou essa solução muito mais longe.
A nova câmara de vapor possui três vezes a área de superfície da geração anterior. Além disso, a arquitetura interna do A20 Pro foi modificada para melhorar a transferência de calor entre o chip e o sistema de refrigeração.
A Apple também afirma que o novo sistema consegue proporcionar até 40% mais desempenho sustentado em comparação ao iPhone 17 Pro.
Esse ponto é fundamental.
Não estamos falando simplesmente de uma mudança feita para impedir que o telefone fique quente na mão. O objetivo principal é permitir que o A20 Pro continue trabalhando em níveis elevados por mais tempo.
Isso é especialmente importante em tarefas como:
- jogos pesados;
- renderização;
- edição de vídeo;
- gravação e processamento de vídeo;
- aplicações de inteligência artificial;
- modelos de IA executados localmente;
- exportação de arquivos;
- benchmarks prolongados.
Como funciona uma câmara de vapor?
A câmara de vapor é um sistema de dissipação térmica que utiliza um fluido em um espaço selado.
Quando uma determinada região fica muito quente, o líquido presente dentro da câmara absorve energia e evapora. O vapor se desloca para regiões mais frias, onde condensa novamente e transfere o calor para uma área maior.
Esse ciclo acontece continuamente.
Na prática, em vez de deixar o calor concentrado exatamente sobre o componente que está produzindo energia, a câmara de vapor consegue espalhar esse calor por uma superfície muito maior.
É uma tecnologia utilizada há anos em smartphones Android, notebooks e outros equipamentos eletrônicos.
A diferença agora é a escala utilizada pela Apple.
No iPhone 18 Pro, a empresa afirma que a câmara possui três vezes mais área de superfície que a solução utilizada no iPhone 17 Pro.
A Apple não quer necessariamente um iPhone mais frio
Essa é provavelmente a principal conclusão do teste.
Quando alguém ouve que um smartphone ganhou uma câmara de vapor três vezes maior, a expectativa natural é:
“Então o celular vai ficar mais frio.”
Mas não necessariamente.
Existe uma diferença entre temperatura do chip e temperatura da superfície do aparelho.
Imagine um processador produzindo uma determinada quantidade de calor.
Se o sistema de refrigeração for ruim, esse calor pode ficar extremamente concentrado em uma pequena região.
Se o sistema for melhor, o calor pode ser transferido rapidamente para uma área muito maior.
Nesse segundo cenário, você pode tocar na traseira e sentir uma região maior aquecida, mesmo que o componente interno esteja operando em condições melhores.
É exatamente esse comportamento que apareceu no teste do iPhone 18 Pro.
Como o teste térmico foi realizado?
A comparação colocou lado a lado:
- iPhone 17 Pro;
- iPhone 18 Pro.
Os dois aparelhos ficaram desligados durante aproximadamente dez minutos antes do primeiro teste.
A temperatura ambiente estava em torno de 23 °C.
Inicialmente, uma câmera térmica foi utilizada para observar a traseira dos aparelhos.
Porém, surgiu um problema importante.
A traseira dos iPhones utiliza vidro em determinadas regiões e esse material pode refletir radiação infravermelha. Isso significa que uma câmera térmica pode acabar captando o reflexo do ambiente ou até mesmo da mão da pessoa que está realizando o teste.
Portanto, uma leitura aparentemente precisa pode não representar exatamente a temperatura real da superfície.
Por que foi usada fita na traseira?
Para diminuir esse problema, foi aplicada uma camada de fita Micropore sobre a traseira dos dois smartphones.
A fita cria uma superfície com comportamento térmico mais previsível para a câmera infravermelha.
Esse procedimento, porém, também introduz uma limitação.
A fita funciona como uma barreira adicional entre o alumínio/estrutura do aparelho e o ar ambiente, podendo prejudicar um pouco a dissipação.
Por isso, os números absolutos de temperatura não devem ser interpretados como uma medição laboratorial definitiva.
O mais importante nesse experimento é observar a distribuição do calor e as diferenças de comportamento entre os dois aparelhos submetidos exatamente à mesma condição.
Essa ressalva é especialmente importante porque o próprio teste reconhece que a câmera térmica utilizada não é um equipamento profissional de laboratório.
iPhone 18 Pro vs iPhone 17 Pro desligados
Com os dois aparelhos desligados e próximos da temperatura ambiente, praticamente não existia diferença relevante.
A leitura inicial mostrava aproximadamente 27 °C na superfície dos aparelhos.
Uma diferença próxima de 1 °C apareceu em alguns pontos, mas o comportamento foi atribuído principalmente às características da superfície e aos reflexos infravermelhos.
Depois da aplicação da fita, as leituras ficaram muito mais uniformes.
Isso mostra por que testes térmicos com smartphones precisam ser realizados com cuidado.
Uma câmera infravermelha pode produzir uma imagem visualmente impressionante, mas isso não significa automaticamente que cada pixel represente uma temperatura absolutamente precisa.
O primeiro resultado aparece logo ao ligar os aparelhos
Quando os dois iPhones foram ligados, a diferença começou a aparecer rapidamente.
O iPhone 17 Pro apresentou uma região mais quente na parte inferior do módulo de câmeras.
Em determinados pontos, a superfície chegou aproximadamente a 30 °C.
O iPhone 18 Pro, por outro lado, apresentou inicialmente uma distribuição muito mais uniforme.
Esse foi o primeiro indício de que a nova câmara de vapor estava trabalhando de maneira diferente.
E vale reforçar: 30 °C não significa que o telefone estava quente.
A diferença observada era pequena em termos absolutos.
O interessante era a forma como o calor estava sendo distribuído.
O teste de estresse mostra uma diferença muito maior
Para colocar os dois aparelhos sob carga pesada, foi utilizado o 3DMark Wild Life Extreme Stress Test.
Esse tipo de teste é interessante para analisar comportamento térmico porque executa o mesmo workload repetidamente.
Em vez de medir apenas um pico de desempenho de alguns segundos, o aparelho precisa continuar processando durante vários loops.
Isso permite observar:
- temperatura;
- desempenho;
- estabilidade;
- queda de frequência;
- comportamento do sistema de refrigeração.
Logo nos primeiros loops, a diferença térmica entre os dois aparelhos ficou bastante evidente.
O iPhone 17 Pro começou a concentrar mais calor próximo à região inferior do módulo de câmeras.
Já o iPhone 18 Pro espalhou o calor por uma área consideravelmente maior.
Em determinado momento, a região analisada do iPhone 18 Pro estava cerca de 4 °C mais fria que a mesma região do iPhone 17 Pro.
Isso não significa que o 18 Pro estivesse dissipando menos calor.
Na verdade, o contrário parece estar acontecendo.
O calor estava simplesmente sendo distribuído de maneira diferente.
A assinatura térmica do iPhone 18 Pro é completamente diferente
Depois de vários loops, a diferença ficou ainda mais interessante.
No iPhone 17 Pro, o ponto mais quente continuava concentrado na região próxima ao módulo de câmeras.
No iPhone 18 Pro, a temperatura se espalhava por uma área muito maior da traseira.
Em determinado momento do teste, ambos chegaram a aproximadamente 43 °C em suas regiões mais quentes.
Mas a distribuição era muito diferente.
No iPhone 17 Pro, o calor estava mais concentrado.
No iPhone 18 Pro, o calor ocupava uma área muito maior.
Essa é provavelmente a melhor demonstração prática do propósito da nova câmara de vapor.
Por que o iPhone 18 Pro pode parecer mais quente?
Imagine duas situações.
Sistema A
O calor fica concentrado em uma região pequena.
Você segura o aparelho e talvez nem sinta tanto calor na maior parte da traseira.
Sistema B
O calor é espalhado por uma região muito maior.
Agora uma área muito maior da traseira está quente.
Mesmo que o pico de temperatura seja semelhante, sua mão pode perceber o segundo aparelho como mais quente.
Isso explica uma das conclusões mais interessantes do teste:
o iPhone 18 Pro pode transmitir uma sensação térmica maior justamente porque consegue espalhar o calor de maneira mais eficiente.
A Apple não está tentando esconder o calor.
Ela está tentando tirar o calor do chip e distribuí-lo pelo aparelho.
O A20 Pro consegue entregar muito mais desempenho
E aqui está a parte mais importante.
Não adianta analisar somente a temperatura.
O motivo de a Apple ter ampliado tanto o sistema térmico foi permitir que o A20 Pro trabalhe em níveis de desempenho mais altos durante períodos prolongados.
O A20 Pro é fabricado em processo de 2 nanômetros e traz mudanças importantes na arquitetura do pacote do chip. A Apple afirma que a CPU pode ser até 80% mais rápida em determinadas métricas e que o sistema térmico permite até 40% mais desempenho sustentado que a geração anterior.
Testes independentes também encontraram ganhos significativos.
Em um teste publicado pelo 9to5Mac, o A20 Pro apresentou ganhos de aproximadamente 22% a 27% em CPU e 40% a 45% em GPU em relação ao A19 Pro, dependendo da métrica utilizada.
Outro teste independente utilizando o 3DMark encontrou estabilidade de aproximadamente 62,8% no iPhone 18 Pro e 79,4% no 18 Pro Max, mostrando também que o tamanho do aparelho influencia bastante no comportamento térmico sustentado.
O resultado do 3DMark é ainda mais interessante
No teste realizado com os dois aparelhos, o iPhone 17 Pro apresentou estabilidade de aproximadamente 80%.
O iPhone 18 Pro ficou em aproximadamente 64%.
À primeira vista, parece que o iPhone 17 Pro venceu.
Mas existe uma pegadinha importante.
A estabilidade do 3DMark é calculada com base na diferença entre o resultado mais alto e o mais baixo durante os vários loops.
Ou seja, um aparelho pode apresentar uma estabilidade percentual menor simplesmente porque está começando de um nível de desempenho muito mais alto.
E foi justamente isso que aconteceu.
O iPhone 18 Pro começou o teste em um patamar de desempenho muito superior.
Os números explicam a situação
No teste realizado:
iPhone 17 Pro
- maior pontuação: aproximadamente 2.178;
- menor pontuação: aproximadamente 1.756;
- estabilidade: cerca de 80%.
iPhone 18 Pro
- maior pontuação: aproximadamente 4.140;
- menor pontuação: aproximadamente 2.687;
- estabilidade: cerca de 64%.
O resultado mais impressionante está na comparação entre os piores resultados.
Mesmo depois de vários loops, com o iPhone 18 Pro já bastante quente, seu pior resultado continuou acima do melhor resultado observado no iPhone 17 Pro naquele teste específico.
Isso mostra o tamanho do salto de desempenho do A20 Pro.
O iPhone 18 Pro não mantém o desempenho máximo para sempre
Existe, porém, uma nuance importante.
O novo sistema térmico não significa que o A20 Pro ficará eternamente no pico de desempenho.
O gráfico do teste mostra uma queda significativa depois dos primeiros loops.
O A20 Pro começa muito acima, sofre uma redução de desempenho e depois entra em uma região mais estável.
Isso é normal.
Qualquer processador de alto desempenho precisa equilibrar:
desempenho × temperatura × consumo de energia.
O que mudou é o nível em que esse equilíbrio acontece.
O iPhone 18 Pro começa muito mais alto e, mesmo depois da redução, permanece acima do desempenho alcançado pelo 17 Pro no mesmo teste.
Por que o calor se espalha tanto no 18 Pro?
A nova arquitetura térmica do A20 Pro ajuda bastante.
A Apple mudou a maneira como o chip e a memória são posicionados dentro do pacote.
Em vez de colocar a memória diretamente sobre o chip da maneira tradicional, a empresa colocou o silício e a memória lado a lado. Isso reduz a participação da memória no caminho térmico e permite que o A20 Pro tenha contato mais direto com a nova câmara de vapor.
Além disso, a Apple utiliza materiais com maior capacidade de condução térmica.
O resultado é uma cadeia de transferência de calor mais eficiente:
A20 Pro → câmara de vapor → estrutura interna → corpo do aparelho → ambiente.
O objetivo final é permitir que o chip continue trabalhando sem atingir rapidamente um limite térmico.
O novo sistema não significa que o iPhone ficará gelado
Essa é uma expectativa que vale a pena abandonar.
Mesmo com uma câmara de vapor três vezes maior, um processador mais potente continua produzindo muito calor.
Aliás, existe uma relação interessante:
quanto mais desempenho você extrai de um chip, mais energia ele pode consumir e mais calor pode produzir.
Portanto, uma evolução do sistema térmico pode simplesmente permitir que a Apple use esse espaço térmico adicional para entregar mais desempenho.
Foi exatamente o que aconteceu com o A20 Pro.
A Apple não utilizou a nova câmara de vapor apenas para reduzir a temperatura externa.
Ela utilizou a margem térmica para aumentar o desempenho sustentado.
O resfriamento depois do teste também trouxe uma surpresa
Quando o benchmark terminou, o iPhone 17 Pro começou a apresentar uma redução perceptível da temperatura relativamente rápido.
O iPhone 18 Pro continuou quente por mais tempo.
Isso poderia parecer uma deficiência do novo sistema.
Mas o resultado precisa ser interpretado com cuidado.
Primeiro porque o 18 Pro havia espalhado calor por uma área muito maior.
Segundo porque a camada de Micropore utilizada no teste prejudicava a troca de calor com o ambiente.
Isso significa que o experimento é muito mais útil para observar onde o calor está concentrado do que para medir com precisão a velocidade de resfriamento.
Para fazer uma medição laboratorial realmente precisa, seria necessário equipamento térmico mais sofisticado e condições controladas.
E a bateria durante o teste?
Outro dado interessante é que os dois aparelhos apresentaram uma queda de bateria bastante semelhante.
Durante o teste, ambos saíram de aproximadamente 85% para a região de 68–70%.
Isso ajuda a mostrar que o consumo energético do A20 Pro, mesmo trabalhando em um nível de desempenho muito superior, não explodiu durante o teste.
Naturalmente, não é possível tirar conclusões definitivas sobre autonomia diária a partir de um único benchmark.
Mas os resultados são coerentes com a estratégia da Apple de utilizar a nova arquitetura de chip e o sistema térmico para melhorar simultaneamente desempenho e eficiência.
A Apple também promete um salto importante na autonomia da linha 18 Pro. O iPhone 18 Pro chega a até 34 horas de reprodução de vídeo, enquanto o 18 Pro Max alcança até 43 horas segundo os números oficiais da Apple no Brasil.
E o iPhone 18 Pro Max?
O teste descrito aqui foi realizado com o iPhone 18 Pro, não com o Pro Max.
Por isso, os resultados não devem ser automaticamente transferidos para o modelo maior.
O Pro Max possui uma área física maior e, consequentemente, mais espaço disponível para distribuição de calor.
Isso pode ajudar no desempenho sustentado.
Um teste independente do Tom’s Guide encontrou justamente uma diferença significativa entre os dois modelos no 3DMark: o iPhone 18 Pro apresentou estabilidade de 62,8%, enquanto o 18 Pro Max chegou a 79,4%.
Isso reforça a importância do tamanho do aparelho para cargas prolongadas.
Um telefone maior possui mais área para distribuir energia térmica.
A câmara de vapor três vezes maior realmente funciona?
Considerando o conjunto de informações disponíveis, sim.
Mas é importante definir o que significa “funcionar”.
Se a expectativa for:
“O iPhone 18 Pro deveria ficar muito mais frio na mão.”
Os testes não mostram isso.
Se a expectativa for:
“O A20 Pro deveria conseguir manter mais desempenho antes de sofrer limitações térmicas.”
Aí os resultados fazem muito mais sentido.
A própria Apple afirma que a nova solução permite até 40% mais desempenho sustentado.
Testes independentes também encontraram ganhos importantes de desempenho sustentado.
E o teste térmico mostra visualmente o mecanismo por trás disso: o calor deixa de ficar concentrado e passa a ocupar uma área muito maior do corpo do aparelho.
O iPhone 18 Pro esquenta mais que o 17 Pro?
A resposta mais precisa é: ele pode parecer mais quente na superfície durante cargas pesadas, mas isso não significa que esteja pior refrigerado.
Na verdade, o comportamento observado sugere justamente o contrário.
O iPhone 17 Pro concentra mais calor em determinadas regiões.
O iPhone 18 Pro espalha o calor por uma área maior.
Em ambos os aparelhos, o pico observado no teste ficou próximo de 43–44 °C em determinados pontos.
A diferença foi principalmente na distribuição.
Isso é importante porque a temperatura do ponto mais quente não conta toda a história.
Um aparelho que apresenta 43 °C em uma pequena área pode ter um comportamento térmico diferente de outro que também chega a 43 °C, mas espalha esse calor por uma área muito maior.
O que isso muda no uso cotidiano?
Para a maioria das pessoas, provavelmente pouco.
Navegar na internet, usar WhatsApp, Instagram, câmera, GPS ou assistir a vídeos não coloca o A20 Pro sob uma carga próxima daquela de um benchmark de estresse contínuo.
A diferença aparece principalmente em situações como:
- jogos pesados por longos períodos;
- gravação de vídeo em alta resolução;
- edição de vídeo;
- exportação de projetos;
- aplicações de IA;
- renderização;
- processamento de imagens;
- tarefas profissionais prolongadas.
Nessas situações, a capacidade de manter o desempenho se torna mais importante.
E é exatamente aí que o novo sistema térmico do iPhone 18 Pro começa a fazer sentido.
O A20 Pro é muito mais importante que a temperatura da carcaça
Esse é talvez o principal aprendizado desse teste.
Ao olhar apenas para uma câmera térmica, seria fácil concluir:
“O iPhone 18 Pro está mais quente.”
Mas essa conclusão seria incompleta.
É preciso olhar também para o desempenho.
O A20 Pro entrega um salto enorme sobre o A19 Pro, e o sistema térmico foi desenvolvido justamente para permitir que essa potência seja utilizada por mais tempo. Benchmarks independentes confirmam ganhos expressivos tanto em CPU quanto em GPU.
Portanto, o fato de a traseira ficar quente durante uma carga pesada não significa necessariamente que a refrigeração esteja falhando.
Pode significar exatamente que ela está fazendo seu trabalho.
A Apple finalmente resolveu o problema térmico do iPhone?
É cedo para dizer que o problema foi “resolvido” definitivamente.
Todo dispositivo eletrônico possui limites térmicos.
Além disso, o comportamento depende de:
- temperatura ambiente;
- capa utilizada;
- brilho da tela;
- rede móvel;
- Wi-Fi;
- intensidade do processamento;
- jogo ou aplicativo;
- duração da carga;
- estado da bateria;
- versão do sistema.
O que podemos afirmar é que a Apple avançou bastante na estratégia térmica entre o iPhone 16 Pro, 17 Pro e 18 Pro.
O iPhone 17 Pro introduziu uma câmara de vapor.
O iPhone 18 Pro ampliou radicalmente essa solução e modificou também o pacote do processador para melhorar a transferência de calor.
O resultado é uma máquina que consegue utilizar muito mais potência sem simplesmente transformar o chip em um ponto extremamente quente.
Vale a pena atualizar do iPhone 17 Pro para o 18 Pro?
Se a principal preocupação for apenas temperatura, a resposta não é tão simples.
O iPhone 17 Pro já possui um sistema térmico muito melhor que os modelos anteriores.
O iPhone 18 Pro representa uma evolução principalmente para quem realmente aproveita o desempenho adicional do A20 Pro.
O salto é mais perceptível para:
- gamers;
- criadores de conteúdo;
- quem grava e edita muitos vídeos;
- usuários de aplicativos pesados;
- pessoas que utilizam recursos de IA localmente;
- profissionais que realizam processamento prolongado.
Para tarefas comuns, a diferença térmica dificilmente será motivo suficiente para trocar um 17 Pro em perfeito estado.
Mas quando o aparelho é submetido a cargas pesadas, o A20 Pro e a nova câmara de vapor passam a fazer uma diferença muito maior.
Conclusão: o iPhone 18 Pro ficou mais quente para conseguir ser mais potente
O resultado desse teste é praticamente o oposto do que eu esperaria antes de colocar os dois aparelhos lado a lado.
A primeira impressão seria que uma câmara de vapor três vezes maior deveria deixar o iPhone 18 Pro mais frio.
Mas a Apple parece ter utilizado essa capacidade térmica adicional de outra maneira.
Em vez de simplesmente reduzir a temperatura externa, ela aumentou o espaço térmico disponível para o A20 Pro trabalhar.
O resultado é um smartphone que pode distribuir mais calor pelo corpo, enquanto mantém o chip em condições melhores para sustentar níveis elevados de desempenho.
Nos testes realizados, o iPhone 18 Pro chegou a aproximadamente 43–44 °C em determinadas regiões, praticamente semelhante ao iPhone 17 Pro. A diferença estava principalmente na distribuição: o 17 Pro concentrava mais calor próximo ao módulo de câmeras, enquanto o 18 Pro espalhava a energia térmica por uma área muito maior.
E o desempenho explica por que isso acontece.
Mesmo depois de vários loops do teste de estresse, o pior resultado do iPhone 18 Pro permaneceu acima do melhor resultado obtido pelo iPhone 17 Pro naquele experimento específico.
Portanto, não é correto dizer simplesmente que o iPhone 18 Pro “esquenta mais” ou que “a câmara de vapor não funcionou”.
O que o teste mostra é algo mais interessante: a Apple parece ter aceitado uma traseira potencialmente mais quente durante cargas extremas para conseguir manter o A20 Pro trabalhando em um nível de desempenho muito mais alto.
É uma troca bastante clara:
mais calor distribuído pelo corpo → chip melhor refrigerado → mais desempenho sustentado.
E isso combina exatamente com o que a Apple promete oficialmente para a nova geração: a câmara de vapor três vezes maior, combinada às mudanças no A20 Pro e aos novos materiais térmicos, foi projetada para oferecer até 40% mais desempenho sustentado em relação ao iPhone 17 Pro.
O mais curioso é que, nesse caso, sentir o iPhone mais quente por fora pode ser um sinal de que ele está fazendo melhor o trabalho de tirar o calor de dentro.
