
A Black Friday está chegando e, junto com as grandes oportunidades de economia, também aparece um problema que preocupa cada vez mais os consumidores: os golpes envolvendo anúncios falsos, vendedores mal-intencionados e sites que imitam lojas conhecidas. É justamente nessa época que criminosos aproveitam a ansiedade de quem está procurando uma televisão, um celular, um ar-condicionado ou um videogame com desconto para tentar roubar dinheiro e informações pessoais.
Um dos golpes que merece atenção acontece dentro de marketplaces como Amazon e Mercado Livre. O criminoso anuncia um produto por um preço muito abaixo do praticado no mercado, utiliza uma conta de vendedor aparentemente legítima e tenta convencer o consumidor de que está diante de uma oportunidade imperdível. O problema pode começar depois que a compra é realizada: o pedido é cancelado, o dinheiro é estornado e, pouco tempo depois, a vítima recebe uma mensagem pelo WhatsApp com uma história convincente e um link para refazer o pagamento.
A estratégia é perigosa porque mistura elementos verdadeiros com informações falsas. O consumidor realmente fez uma compra, recebeu uma confirmação da plataforma e pode ter seus dados de entrega utilizados pelo vendedor para tornar a abordagem mais convincente. Em seguida, o golpista se apresenta como representante da loja e oferece até um desconto adicional para concluir a negociação fora do ambiente oficial.
Neste artigo, vou explicar como esse golpe funciona, quais sinais devem acender o alerta antes de comprar e o que fazer se você receber uma mensagem suspeita. Também veremos como aproveitar a Black Friday com segurança, sem deixar que uma suposta promoção transforme uma tentativa de economia em prejuízo.
Como funciona o golpe da falsa promoção na Amazon?
O golpe começa com um anúncio aparentemente normal dentro de um marketplace. O criminoso cria ou utiliza uma conta de vendedor e cadastra produtos muito procurados, como televisores, ar-condicionado, smartphones, consoles e eletrodomésticos.
O preço costuma ser o principal atrativo. Imagine encontrar uma televisão TCL que normalmente custa R$ 2.500 anunciada por R$ 1.800. Ou um ar-condicionado que aparece por R$ 900, embora os preços encontrados em outras lojas sejam consideravelmente maiores.
A primeira reação de muita gente é pensar que encontrou uma promoção excepcional. Durante a Black Friday, essa sensação fica ainda mais forte, porque os consumidores estão acostumados a procurar descontos e sabem que algumas ofertas realmente podem durar pouco.
É justamente nesse comportamento que os golpistas apostam.
1. O criminoso cria um anúncio com preço muito abaixo do mercado
O primeiro passo é publicar um produto com um desconto aparentemente irresistível.
Em alguns casos, o anúncio apresenta:
- Fotografias reais do produto.
- Descrição aparentemente profissional.
- Nome de uma loja ou vendedor.
- Informações sobre entrega.
- Preço muito inferior ao encontrado em outros estabelecimentos.
O objetivo é fazer com que o consumidor tome uma decisão rápida, sem conferir os detalhes do vendedor.
Um ponto importante: preços baixos não significam automaticamente que o anúncio seja falso. Existem promoções legítimas, queimas de estoque, cupons e campanhas especiais. Entretanto, quando a diferença é muito grande e não existe uma explicação clara, é necessário investigar antes de comprar.
2. O vendedor utiliza uma conta nova ou sem reputação
Esse é um dos sinais que merecem bastante atenção.
Em marketplaces, diferentes empresas e vendedores podem comercializar produtos dentro da mesma plataforma. Isso significa que, ao comprar na Amazon, por exemplo, você não está necessariamente comprando diretamente da própria Amazon.
O produto pode ser vendido por uma loja independente que utiliza a estrutura do marketplace para anunciar e realizar suas vendas.
Os criminosos podem aproveitar essa característica para criar contas de vendedores com pouca ou nenhuma reputação.
Antes de finalizar uma compra, confira:
- Nome da loja responsável pela venda.
- Tempo de atividade do vendedor, quando essa informação estiver disponível.
- Avaliações recebidas.
- Quantidade de vendas ou pedidos concluídos, quando informada.
- Comentários de outros compradores.
- Histórico de atendimento e reputação.
Um vendedor sem avaliações não é necessariamente um golpista. Lojas novas e pequenos comerciantes legítimos também começam sem histórico. Porém, quando uma conta recém-criada anuncia um produto muito procurado por um preço extremamente baixo, o risco merece atenção redobrada.
3. O consumidor realiza a compra dentro da plataforma
Essa é uma das partes mais perigosas do golpe, porque a vítima pode acreditar que está completamente protegida apenas por ter realizado a compra dentro de um marketplace conhecido.
No caso relatado no vídeo, o consumidor encontrou um ar-condicionado anunciado por aproximadamente R$ 900 e realizou o pagamento pelo próprio ambiente da Amazon.
A compra foi processada e houve confirmação do pedido. Até aquele momento, tudo parecia normal.
Entretanto, o vendedor teria utilizado as informações necessárias para o processamento e envio do pedido para preparar a próxima etapa da fraude.
É importante entender que os marketplaces podem compartilhar com vendedores informações necessárias para cumprir uma venda, como dados de entrega. Isso não significa que o vendedor esteja autorizado a utilizar essas informações para abordar o consumidor com cobranças externas ou direcioná-lo a sites suspeitos.
4. O vendedor cancela o pedido e o dinheiro é estornado
Depois da compra, o criminoso cancela o pedido dentro da plataforma.
O consumidor recebe a informação de cancelamento e, conforme o meio de pagamento e o processamento da operação, pode receber o estorno.
É nesse momento que muita gente acredita que o problema acabou.
Mas o golpe ainda não terminou.
O criminoso já pode ter obtido informações suficientes para tentar entrar em contato com a vítima e convencê-la a realizar um segundo pagamento.
5. O golpista entra em contato pelo WhatsApp
Depois do cancelamento, a vítima recebe uma mensagem pelo WhatsApp.
O criminoso pode utilizar:
- Nome e fotografia semelhantes aos da Amazon.
- Logotipo da empresa.
- Linguagem profissional.
- Informações sobre o produto comprado.
- Número do pedido ou detalhes da negociação.
- Uma justificativa para o cancelamento.
A mensagem geralmente apresenta uma história convincente: teria ocorrido um problema na emissão da nota fiscal, uma falha no processamento do pagamento ou algum erro no sistema.
Em seguida, o golpista afirma que a situação pode ser resolvida por meio de um novo pagamento.
Para deixar a proposta ainda mais atraente, pode oferecer um desconto adicional de 10% como compensação pelo transtorno.
É nesse momento que a vítima precisa interromper a negociação.
Uma mensagem pelo WhatsApp não transforma uma cobrança em legítima. Mesmo que o criminoso conheça seu nome, endereço, produto comprado ou número do pedido, isso não comprova que ele representa a Amazon.
6. O criminoso envia um site falso para receber o dinheiro
A última etapa é direcionar o consumidor para uma página que imita a aparência de uma loja conhecida.
O site pode apresentar:
- Logotipo da Amazon.
- Fotografias do produto.
- Descrição da promoção.
- Informações de pagamento.
- Botões para finalizar a compra.
- Pix ou dados bancários para transferência.
Tudo é preparado para transmitir uma falsa sensação de segurança.
Quando o consumidor realiza o pagamento, porém, o dinheiro pode ir diretamente para uma conta controlada pelo criminoso ou por terceiros envolvidos na fraude.
Diferentemente da compra realizada pelo ambiente oficial, essa segunda transação acontece fora dos procedimentos de pagamento e proteção do marketplace.
O resultado pode ser um prejuízo financeiro sem que exista uma compra legítima registrada na plataforma.
Exemplo prático: como o golpe acontece do início ao fim
Para entender melhor, imagine a seguinte situação:
Você está procurando um ar-condicionado para aproveitar as ofertas da Black Friday. Depois de pesquisar, encontra um anúncio na Amazon por R$ 900, enquanto o mesmo produto aparece em outras lojas por R$ 1.600.
A oferta parece excelente.
Você entra no anúncio, realiza a compra e recebe a confirmação do pedido. Alguns dias depois, o pedido é cancelado e o dinheiro começa a ser estornado.
Pouco tempo depois, chega uma mensagem no WhatsApp:
“Olá! Identificamos um problema na emissão da nota fiscal do seu pedido. Para evitar novos transtornos, disponibilizamos um link de pagamento com 10% de desconto.”
A mensagem menciona o modelo do ar-condicionado e pode até apresentar informações relacionadas à compra.
Você pensa que está falando com a loja responsável e acessa o endereço enviado.
O site parece verdadeiro, o produto está anunciado novamente e o desconto adicional deixa a oferta ainda mais interessante.
Você faz o Pix.
Só que, dessa vez, o dinheiro não foi para a Amazon. Foi para o criminoso.
| Etapa | O que acontece | O que o consumidor deve fazer |
|---|---|---|
| Anúncio | Produto aparece muito barato | Comparar preços e verificar o vendedor |
| Compra | Pedido é realizado na plataforma | Conferir todos os detalhes da negociação |
| Cancelamento | Pedido é cancelado | Acompanhar o estorno pelo aplicativo oficial |
| Suposto vendedor entra em contato | Não clicar em links nem fazer pagamentos | |
| Site falso | Golpista envia uma página de pagamento | Não inserir dados nem realizar transferências |
| Nova cobrança | Criminoso solicita Pix | Denunciar e procurar o atendimento oficial |
O detalhe mais importante é que o golpe depende de uma segunda compra realizada fora do ambiente oficial. É essa mudança de canal que o consumidor precisa evitar.
Amazon, Mercado Livre e Magalu: comprar em marketplace é seguro?
Marketplaces são utilizados por milhões de consumidores e permitem que diferentes lojas comercializem produtos dentro de uma mesma plataforma.
Isso amplia a variedade de ofertas, mas também exige atenção na hora de escolher o vendedor.
É importante diferenciar três situações:
- Produto vendido e entregue pela própria plataforma.
- Produto vendido por uma loja independente e entregue pela plataforma.
- Produto vendido e entregue por um vendedor independente.
As condições de venda, entrega, atendimento e proteção podem variar conforme a modalidade e as regras de cada marketplace.
A existência de vendedores independentes não significa que a plataforma seja insegura. Entretanto, também não significa que qualquer anúncio publicado nela seja automaticamente confiável.
Amazon
Na Amazon, observe as informações de venda e entrega apresentadas na página do produto.
Confira se o item é vendido pela própria Amazon ou por um vendedor parceiro. Quando for uma loja independente, analise sua reputação e as avaliações disponíveis.
Também é importante acompanhar o pedido pelo aplicativo ou site oficial.
Se houver cancelamento, solicitação de pagamento adicional ou qualquer problema, procure o atendimento pelos canais oficiais.
Mercado Livre
No Mercado Livre, observe a reputação do vendedor, o histórico de vendas e as informações de entrega.
A plataforma também apresenta diferentes modalidades de envio e condições de proteção ao comprador.
Não aceite propostas para concluir a negociação por WhatsApp, redes sociais ou transferências externas.
Se o vendedor solicitar um Pix separado para liberar o produto, desconfie imediatamente.
Magazine Luiza
No Magalu, também é necessário observar quem está realizando a venda.
Produtos podem ser comercializados pela própria empresa ou por parceiros de marketplace. Por isso, confira as informações do vendedor, as condições de entrega e as regras aplicáveis à compra.
Em qualquer uma dessas plataformas, a regra é a mesma: mantenha a negociação e o pagamento dentro dos canais oficiais.
7 sinais de alerta para identificar anúncios suspeitos na Black Friday
Não é necessário ser especialista em segurança digital para identificar boa parte das tentativas de fraude. Alguns sinais podem ajudar a perceber que uma oferta merece investigação.
1. Preço muito abaixo do mercado
Esse é o sinal mais evidente.
Se uma televisão custa R$ 3.000 em praticamente todas as lojas e aparece por R$ 1.200 em um vendedor desconhecido, não finalize a compra imediatamente.
Pesquise o modelo em outros estabelecimentos e compare o histórico de preços.
Uma promoção pode ser excelente, mas precisa fazer sentido comercialmente.
2. Vendedor sem avaliações
Uma loja recém-criada não é necessariamente fraudulenta, mas a ausência de histórico reduz a quantidade de informações disponíveis para avaliar sua confiabilidade.
Tenha cuidado especial quando o vendedor não possui avaliações e oferece produtos muito procurados com descontos exagerados.
3. Comentários genéricos ou estranhos
Observe os comentários dos compradores.
Avaliações repetitivas, muito genéricas ou que não apresentam detalhes sobre a experiência de compra merecem atenção.
Também vale verificar se os comentários realmente correspondem ao produto anunciado.
4. Pressão para comprar rapidamente
Golpistas utilizam frases como:
- Últimas unidades!
- Oferta exclusiva por poucos minutos!
- Só consigo manter esse preço agora!
- Faça o Pix imediatamente para garantir!
- O sistema vai cancelar seu desconto!
A urgência é uma ferramenta de manipulação.
Não permita que o medo de perder uma promoção faça você ignorar os sinais de risco.
5. Mensagem pelo WhatsApp após o cancelamento
Se alguém entrar em contato dizendo representar a Amazon, o Mercado Livre ou o Magalu e solicitar um novo pagamento, não continue a negociação.
Abra o aplicativo oficial e procure o atendimento por conta própria.
6. Link de pagamento enviado por terceiros
Não confie em links enviados por números desconhecidos, mesmo quando a mensagem apresenta logotipos e informações aparentemente corretas.
Uma página pode copiar perfeitamente a identidade visual de uma empresa conhecida e ainda assim ser falsa.
7. Solicitação de Pix fora da plataforma
Esse é um dos alertas mais importantes.
Se você comprou um produto na Amazon e alguém pede para realizar um Pix separado pelo WhatsApp, não faça o pagamento.
O mesmo vale para Mercado Livre, Magalu e outros marketplaces.
Como conferir se o site da Amazon ou do Mercado Livre é verdadeiro?
Antes de inserir seus dados ou realizar qualquer pagamento, confira o endereço do site.
Entre os domínios oficiais mais conhecidos estão:
| Empresa | Domínio oficial brasileiro |
|---|---|
| Amazon | amazon.com.br |
| Mercado Livre | mercadolivre.com.br |
| Magazine Luiza | magazineluiza.com.br |
Mas existe um detalhe importante: criminosos podem registrar endereços muito parecidos com os originais.
Por exemplo, um site pode utilizar o nome da empresa acompanhado de palavras adicionais, letras trocadas ou extensões diferentes.
Por isso, não basta olhar rapidamente o nome exibido na página.
Como se proteger
- Digite o endereço oficial diretamente no navegador.
- Utilize o aplicativo instalado no celular.
- Evite acessar páginas de pagamento recebidas por mensagens.
- Confira o domínio completo antes de inserir informações.
- Não informe sua senha em páginas abertas por links suspeitos.
- Não faça pagamentos para contas ou chaves Pix enviadas por terceiros.
Um detalhe: aparecer um cadeado no navegador e a indicação de conexão HTTPS não significa que o site pertence à Amazon ou a outra empresa conhecida. Sites fraudulentos também podem utilizar certificados de segurança.
O mais seguro é começar a compra pelo aplicativo oficial ou digitando o domínio correto.
A Amazon pode entrar em contato pelo WhatsApp para cobrar um pagamento?
É importante separar uma mensagem de atendimento de uma solicitação de pagamento.
Empresas podem utilizar diferentes canais de comunicação para enviar notificações, informações e atualizações. Entretanto, isso não significa que qualquer pessoa que entre em contato pelo WhatsApp esteja autorizada a cobrar em nome da empresa.
Se alguém disser que existe um problema com seu pedido e enviar um link externo para você pagar novamente, não faça nada antes de verificar a situação.
Entre na sua conta pelo aplicativo oficial e confira:
- Se o pedido realmente existe.
- Se houve cancelamento.
- Se existe alguma pendência.
- Se o estorno foi iniciado.
- Se há alguma comunicação registrada na própria plataforma.
Se a mensagem não aparecer nos canais oficiais, não confie na explicação enviada pelo WhatsApp.
Nunca realize um Pix para terceiros apenas porque alguém conhece os detalhes da sua compra.
O que fazer se você receber uma mensagem suspeita?
Se receber uma mensagem dizendo que seu pedido foi cancelado e que é necessário realizar um novo pagamento, siga alguns cuidados.
Primeiro: não clique no link
Não abra a página enviada pelo contato e não baixe arquivos ou aplicativos indicados na conversa.
Segundo: não envie dinheiro
Não faça Pix, transferência bancária ou pagamento por boleto enviado pelo suposto vendedor.
Mesmo que a pessoa ofereça um desconto adicional, não vale correr o risco.
Terceiro: confira o pedido pelo aplicativo oficial
Abra a Amazon, o Mercado Livre ou o Magalu diretamente pelo aplicativo instalado no celular.
Verifique o status da compra e procure o atendimento oficial.
Quarto: denuncie o contato
Utilize as ferramentas de denúncia do WhatsApp e, quando possível, informe a tentativa de fraude à plataforma envolvida.
Também é recomendável guardar capturas de tela das mensagens, dos números utilizados e dos links enviados.
Já fiz o Pix para o golpista. O que devo fazer?
Se você já realizou um pagamento fora da plataforma, precisa agir rapidamente.
Quanto antes o banco receber a comunicação, maiores serão as possibilidades de tentar bloquear ou recuperar o dinheiro, embora não exista garantia de devolução.
1. Entre em contato imediatamente com seu banco
Informe que realizou um Pix após uma possível fraude.
Solicite a abertura de uma contestação e pergunte sobre a utilização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento do sistema Pix destinado a situações de fraude e outros casos previstos nas regras aplicáveis.
O banco deverá analisar a situação e seguir os procedimentos estabelecidos pelo Banco Central.
2. Guarde todas as provas
Não apague a conversa com o golpista.
Guarde:
- Comprovante do Pix.
- Chave Pix utilizada.
- Nome e dados do destinatário.
- Número de telefone do criminoso.
- Endereço do site falso.
- Capturas de tela das mensagens.
- Número do pedido original.
- Comprovante do cancelamento.
Essas informações podem ajudar na investigação.
3. Registre um boletim de ocorrência
Procure a Polícia Civil do seu estado e registre a ocorrência.
Em muitos estados brasileiros, é possível realizar o procedimento pela Delegacia Eletrônica.
Informe todos os detalhes disponíveis e apresente os comprovantes.
4. Avise o marketplace
Entre em contato com a Amazon, Mercado Livre ou Magalu pelos canais oficiais.
Explique que o vendedor teria utilizado informações da compra para realizar uma abordagem externa e solicitar um novo pagamento.
Solicite que a empresa investigue a conta envolvida.
5. Proteja suas contas
Se você informou senhas, dados bancários ou outras informações pessoais em um site falso, tome medidas adicionais:
- Altere as senhas que possam ter sido expostas.
- Ative a autenticação em duas etapas.
- Confira atividades suspeitas nas contas.
- Entre em contato com seu banco se houver exposição de dados financeiros.
- Evite reutilizar a mesma senha em diferentes serviços.
Como comprar com segurança durante a Black Friday 2026?
A melhor maneira de aproveitar a Black Friday é combinar pesquisa de preços com alguns cuidados básicos de segurança.
Não adianta encontrar o menor preço se você não tem certeza de que está comprando de uma loja confiável.
Veja algumas recomendações práticas.
Faça uma pesquisa antes de comprar
Não confie apenas no preço exibido em um anúncio.
Pesquise o mesmo modelo em outras lojas e compare as condições de pagamento.
Também confira o código exato do produto. Uma televisão de determinada linha pode ter versões diferentes, com tamanhos, painéis e recursos distintos.
Confira o vendedor
Sempre que comprar em marketplace, procure informações sobre a loja responsável pela venda.
Dê preferência a vendedores com histórico consistente, avaliações detalhadas e boa reputação.
Utilize aplicativos oficiais
Uma das formas mais simples de evitar sites falsos é iniciar a compra diretamente pelo aplicativo oficial da loja.
Evite links enviados por desconhecidos, principalmente quando envolvem pagamentos.
Nunca pague por fora
Essa regra deve ser absoluta.
Não envie Pix para vendedores pelo WhatsApp, não pague boletos enviados em conversas particulares e não aceite links externos para concluir uma compra que começou dentro do marketplace.
Desconfie de descontos adicionais após o cancelamento
Se alguém disser que pode oferecer mais 10% de desconto para você refazer o pagamento fora da plataforma, não aceite.
O desconto pode ser apenas uma maneira de convencer a vítima a abandonar o ambiente protegido da compra original.
Ative a autenticação em duas etapas
A autenticação em duas etapas adiciona uma camada de segurança à sua conta.
Mesmo que alguém descubra sua senha, poderá encontrar uma barreira adicional para acessar o perfil.
Acompanhe o pedido dentro da plataforma
Depois de comprar, utilize a área de pedidos para acompanhar a entrega, o cancelamento e o estorno.
Não dependa exclusivamente de mensagens recebidas por SMS, e-mail ou WhatsApp.
Checklist: o que verificar antes de aproveitar uma oferta?
Antes de finalizar uma compra durante a Black Friday, faça esta conferência rápida:
| Verificação | O que observar |
|---|---|
| Preço | Está muito abaixo do mercado? |
| Vendedor | Tem histórico e avaliações? |
| Produto | O modelo e a versão estão corretos? |
| Pagamento | Será realizado dentro da plataforma? |
| Site | O domínio é realmente oficial? |
| Comunicação | Alguém está pressionando para pagar rapidamente? |
| Cancelamento | O status aparece no aplicativo oficial? |
| Pix | Algum terceiro pediu transferência por fora? |
Se encontrar vários sinais suspeitos ao mesmo tempo, não compre até esclarecer a situação.
Vale a pena aproveitar as ofertas da Black Friday? Minha recomendação final
A Black Friday continua sendo uma boa oportunidade para economizar, principalmente em produtos de tecnologia, televisores, celulares, eletrodomésticos e informática. Entretanto, é justamente durante grandes campanhas promocionais que os criminosos encontram mais oportunidades para aplicar golpes.
O caso apresentado no vídeo mostra uma estratégia que merece atenção: o golpista utiliza um anúncio dentro de um marketplace conhecido, espera o consumidor realizar a compra, provoca ou aproveita o cancelamento e depois tenta convencê-lo a pagar novamente por um link enviado pelo WhatsApp.
O detalhe mais perigoso é que a abordagem pode parecer extremamente convincente. O criminoso pode conhecer o produto comprado, o nome do consumidor e informações relacionadas ao pedido. Isso não significa que a mensagem seja legítima.
Minha recomendação é simples: nunca faça um segundo pagamento por um link enviado por alguém que entrou em contato pelo WhatsApp, especialmente quando a compra original foi realizada em um marketplace.
Se o pedido for cancelado, acompanhe o estorno diretamente pelo aplicativo oficial e procure o atendimento da empresa.
Também não compre apenas porque o preço parece imperdível. Confira o vendedor, pesquise o produto em outras lojas e desconfie de anúncios muito abaixo do valor praticado no mercado.
Uma promoção verdadeira deve representar economia, não uma oportunidade para perder dinheiro.
Perguntas Frequentes
1. Comprar na Amazon por um vendedor desconhecido é seguro?
Pode ser seguro, mas exige atenção. A Amazon permite que vendedores independentes comercializem produtos na plataforma. Antes de comprar, confira a reputação da loja, as avaliações, o histórico disponível e as condições de venda e entrega. Um vendedor novo não é necessariamente fraudulento, mas merece uma análise mais cuidadosa quando oferece preços muito abaixo do mercado.
2. A Amazon pode cancelar uma compra e depois pedir outro Pix pelo WhatsApp?
Não faça pagamentos com base em mensagens desse tipo. Se alguém entrar em contato pelo WhatsApp solicitando um novo Pix ou enviando um link externo para refazer a compra, verifique a situação diretamente pelo aplicativo ou site oficial da Amazon.
3. O vendedor consegue ter acesso ao meu endereço e telefone?
Marketplaces podem compartilhar com vendedores informações necessárias para processar e entregar pedidos, conforme suas regras e políticas de privacidade. Isso não autoriza o vendedor a utilizar esses dados para realizar cobranças fraudulentas ou direcionar o consumidor a sites externos.
4. Um vendedor sem avaliações na Amazon é golpe?
Não necessariamente. Lojas novas também podem não ter avaliações ou histórico de vendas. O problema é quando a ausência de reputação aparece junto com outros sinais, como preço exageradamente baixo, informações inconsistentes e pressão para concluir a compra rapidamente.
5. Como saber se um link da Amazon é verdadeiro?
Confira o domínio completo e evite acessar links recebidos de desconhecidos. A opção mais segura é abrir diretamente o aplicativo oficial ou digitar amazon.com.br no navegador. Lembre-se de que uma página falsa também pode apresentar logotipo e cadeado de segurança.
6. Fiz um Pix para um golpista durante a Black Friday. Consigo recuperar o dinheiro?
Existe a possibilidade de solicitar ao banco a análise do caso pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, quando aplicável. Entre em contato imediatamente com a instituição financeira, apresente os comprovantes e registre um boletim de ocorrência. A recuperação não é garantida e depende da análise e das condições do procedimento.
7. É seguro comprar de vendedores do Mercado Livre e do Magalu?
Sim, existem vendedores legítimos nessas plataformas. Entretanto, é importante verificar a reputação, as avaliações e as condições de venda. Mantenha sempre o pagamento dentro do ambiente oficial e não aceite transferências externas para liberar produtos ou obter descontos.
8. Qual é a principal regra para não cair em golpes na Black Friday?
Nunca realize pagamentos por fora da plataforma onde a compra começou. Se alguém cancelar seu pedido e entrar em contato pelo WhatsApp oferecendo um novo link de pagamento, não clique e não faça Pix. Entre diretamente no aplicativo oficial, confira o pedido e procure o atendimento da empresa.
