Galaxy Z Fold8 após 30 dias: por que esse dobrável me fez desistir do modelo Ultra

Índice

Depois de 30 dias usando o Galaxy Z Fold8 como meu smartphone principal, preciso admitir uma coisa que eu mesmo não esperava: eu me apaixonei por esse formato. Quando conheci o aparelho, minha preferência provavelmente seria pelo modelo Ultra, principalmente por imaginar que uma tela maior, câmeras mais completas e uma proposta mais tradicional de dobrável seriam melhores para o meu uso. Só que a experiência real acabou mostrando justamente o contrário.

O Galaxy Z Fold8 não tenta ser simplesmente um smartphone que vira tablet. A grande sacada está em conseguir funcionar muito bem como celular compacto quando fechado e, ao mesmo tempo, oferecer uma tela de 7,6 polegadas quando é necessário mais espaço. O aparelho pesa apenas 201 gramas, tem 9,7 mm de espessura fechado e 4,5 mm aberto, tornando-se um dos dobráveis mais leves e finos da categoria.

E existe outro detalhe importante: o mercado mudou bastante desde a chegada dos primeiros Fold. Em 2026, a Apple também entrou nessa disputa com o iPhone Duo, que chegou ao Brasil custando a partir de R$ 21.999. Já o Galaxy Z Fold8 foi lançado oficialmente por R$ 12.599 na versão de 256 GB e R$ 14.199 na versão de 512 GB.

Depois de um mês, minha conclusão é clara: o Fold8 encontrou um equilíbrio que eu não sabia que procurava. Ele virou meu leitor, videogame portátil, ferramenta de trabalho, aparelho para assistir vídeos e smartphone principal — tudo sem deixar de caber confortavelmente no bolso.

O que mudou depois de 30 dias usando o Galaxy Z Fold8?

No primeiro contato, é fácil ficar impressionado com a tela interna e pensar que ela será a principal atração do aparelho. Depois de algumas semanas, porém, percebi que a grande diferença está justamente na forma como passei a utilizar a tela externa.

O formato mais largo e baixo faz o aparelho fechado lembrar uma pequena caderneta ou até uma carteira. Essa característica muda completamente a experiência de uso.

A Samsung adotou uma proporção de 10:16 na tela externa de 5,5 polegadas e 4:3 na tela interna de 7,6 polegadas. Na prática, isso cria duas experiências bastante diferentes no mesmo aparelho.

CaracterísticaGalaxy Z Fold8
Tela externa5,5″
Tela interna7,6″
Peso201 g
Espessura fechado9,7 mm
Espessura aberto4,5 mm
RAM12 GB
Armazenamento256 GB ou 512 GB
Bateria4.800 mAh
Carregamentoaté 45 W
ProcessadorSnapdragon 8 Elite Gen 5
Câmeras traseiras50 MP + 50 MP
S PenNão compatível

As especificações mostram que não se trata de um dobrável feito para economizar em desempenho. A proposta é entregar um aparelho topo de linha em um formato completamente diferente.

A primeira coisa que eu mudaria: o tamanho do teclado

Um dos primeiros problemas que encontrei foi justamente na tela externa.

Na configuração original, o teclado ocupava uma área considerável da tela. Quando você abria uma conversa, sobrava pouco espaço para visualizar as mensagens.

No começo, isso me fez pensar que talvez o formato não funcionasse tão bem para digitação.

Só que existe uma configuração pouco óbvia que muda bastante a experiência.

É possível reduzir o tamanho do teclado e também diminuir o tamanho da fonte utilizada pelo sistema. Depois de fazer esses ajustes, a tela externa passou a mostrar muito mais conteúdo.

Não deixei o teclado no tamanho mínimo, porque realmente fica desconfortável para digitar. A melhor solução foi encontrar um meio-termo.

Também reduzi a fonte do sistema.

Essa combinação foi importante porque o problema não era necessariamente o tamanho físico da tela. Era a quantidade de informação que a configuração inicial colocava nela.

A configuração que faz diferença

Para quem comprar um Fold8, vale a pena testar:

  • diminuir o tamanho da fonte do sistema;
  • reduzir a fonte utilizada no teclado;
  • ajustar a altura do teclado;
  • testar diferentes layouts;
  • encontrar um tamanho que permita visualizar mais conteúdo sem prejudicar a digitação.

Depois desse ajuste, passei a utilizar muito mais a tela externa.

E isso acabou sendo uma das maiores surpresas desses 30 dias.

Tela externa ou tela interna: qual eu usei mais?

A publicidade dos dobráveis costuma destacar a tela interna como o grande motivo para comprar um Fold.

No meu caso, aconteceu algo curioso.

Eu usei muito mais a tela externa do que imaginava.

Para mensagens, leitura rápida, navegação, redes sociais e algumas tarefas do dia a dia, ela é suficiente.

Quando preciso de uma experiência realmente imersiva, simplesmente abro o aparelho.

É quase como carregar dois dispositivos diferentes:

fechado: smartphone compacto;

aberto: pequeno tablet.

Essa possibilidade é o principal diferencial do Fold8.

A tela do Fold8 melhorou bastante em relação ao Fold7

Um dos avanços que mais gostei não está necessariamente relacionado à resolução ou ao tamanho.

É a redução dos reflexos.

A Samsung conseguiu tornar a superfície da tela menos reflexiva, o que ajuda bastante em ambientes onde existe uma fonte de luz atrás do usuário.

Isso também interfere diretamente na percepção do vinco.

A dobra continua existindo, obviamente, mas em determinadas condições ela fica muito mais difícil de perceber.

Em uma comparação lado a lado, a diferença em relação ao Fold7 fica especialmente evidente quando há uma janela ou outra fonte de luz refletindo na tela.

O vinco ainda existe?

Sim.

Mas a pergunta mais importante é: ele incomoda durante o uso?

Para mim, depois de 30 dias, muito menos do que eu imaginava.

Quando uso o aparelho aberto na horizontal para assistir a vídeos, a dobra fica ainda menos perceptível.

Isso acontece porque a combinação entre a nova construção da tela e o menor nível de reflexos ajuda a esconder visualmente a região central.

É um daqueles casos em que uma melhoria aparentemente pequena na tecnologia muda bastante a experiência real.

Tela fosca: eu prefiro a brilhante

Aqui existe uma questão bastante pessoal.

Uma das diferenças interessantes em relação ao iPhone Duo é a escolha da Apple por uma tela interna com acabamento nano-texture, enquanto eu particularmente prefiro uma tela brilhante para assistir a filmes e séries.

A tela fosca ajuda a reduzir reflexos, mas existe uma troca.

Para consumo de conteúdo, prefiro a imagem mais tradicional de uma tela brilhante.

Por isso, no Fold8, minha preferência foi:

  • película externa fosca;
  • tela interna brilhante.

Não significa que essa seja a melhor combinação para todo mundo.

Quem trabalha bastante em ambientes muito iluminados pode preferir uma superfície fosca também na parte interna.

A película externa virou um dos meus acessórios favoritos

Depois de alguns dias, coloquei uma película fosca na tela externa.

Foi uma mudança simples, mas bastante útil.

Além de reduzir reflexos, a superfície fosca deixa a utilização externa mais agradável para leitura e tarefas rápidas.

O problema apareceu quando tentei utilizar uma capa junto com uma película paralela.

A instalação não ficou perfeitamente alinhada e a capa começou a levantar as bordas da película.

Isso mostra uma característica importante dos dobráveis: capas e películas precisam ser escolhidas em conjunto.

Uma película excelente pode se tornar um problema se a capa pressionar suas extremidades.

O grande problema do Galaxy Z Fold8: faltam capas melhores

Depois de um mês, uma das minhas maiores reclamações não é sobre o aparelho.

É sobre os acessórios.

Eu queria uma capa que tivesse um suporte traseiro realmente funcional para deixar o Fold8 em pé na mesa.

A Samsung oferece algumas opções oficiais, mas senti falta de uma solução mais versátil.

A situação é ainda mais interessante porque o próprio formato do aparelho praticamente pede isso.

Você pode deixá-lo aberto na posição de tenda e assistir a conteúdos, mas nem sempre essa é a posição que queremos.

Eu queria algo que permitisse:

  • deixar o celular aberto;
  • apoiar a tela;
  • assistir a vídeos;
  • utilizar a tela externa;
  • manter o aparelho estável na horizontal;
  • deixar o Fold8 em pé sobre uma mesa.

É provável que o mercado de acessórios evolua rapidamente, especialmente com o crescimento desse novo formato.

O modo tenda é melhor do que eu imaginava

Uma das formas mais interessantes de utilizar o Fold8 é deixá-lo parcialmente dobrado.

Isso permite apoiar o aparelho sem precisar de uma superfície traseira.

Para assistir a um vídeo na mesa, funciona muito bem.

Na prática, comecei a utilizar o Fold8 de diferentes maneiras dependendo do conteúdo.

Para algo rápido, tela externa.

Para um filme ou série, tela interna.

Para apoiar na mesa, modo tenda.

Para leitura, normalmente tela externa.

Essa versatilidade é justamente o que faz o formato funcionar.

O Fold8 mudou a forma como consumo vídeos

Quando estou sentado à mesa, a tela externa já é suficiente para vídeos rápidos.

Mas quando quero assistir a um filme ou episódio de série, abrir o aparelho muda completamente a experiência.

A tela de 7,6 polegadas, com proporção mais quadrada, funciona praticamente como um pequeno tablet.

E esse é um dos momentos em que o Fold8 realmente entrega algo que um smartphone convencional não consegue.

O áudio é uma das poucas decepções

Se existe um ponto em que o Fold8 poderia melhorar bastante, é o sistema de alto-falantes.

O posicionamento dos alto-falantes funciona de maneiras diferentes dependendo da posição do aparelho.

Quando fechado, a experiência estéreo é mais natural.

Aberto, porém, os alto-falantes acabam ficando concentrados de um lado.

Para assistir a um filme na cama, o resultado é aceitável.

Mas quando existe muito ruído no ambiente, a situação muda.

Um exemplo é ouvir podcasts durante o banho.

O barulho do chuveiro já compete com a voz das pessoas no conteúdo. Nesse cenário, percebi que outros aparelhos conseguem entregar uma reprodução mais clara e encorpada.

Não chega a ser um áudio ruim.

Mas, considerando que estamos falando de um smartphone topo de linha, eu esperava mais.

Prós e contras do áudio

Pontos positivos

  • boa experiência para vídeos em ambientes silenciosos;
  • volume suficiente para uso casual;
  • funcionamento estéreo quando fechado.

Pontos negativos

  • áudio menos equilibrado com o aparelho aberto;
  • falta de impacto em músicas;
  • vozes podem perder clareza em ambientes barulhentos.

Esse é um ponto que eu gostaria de ver melhorado em uma próxima geração.

O Galaxy Z Fold8 virou meu Kindle

Essa foi outra mudança inesperada.

Eu costumava utilizar um Kindle para leitura, mas o Fold8 acabou substituindo boa parte desse uso.

Na tela externa, ele fica compacto o suficiente para segurar confortavelmente.

E, novamente, diminuir o tamanho da fonte foi fundamental.

Para quem gosta de livros digitais, artigos e textos longos, existe uma vantagem interessante: você pode escolher entre praticidade e imersão.

Fechado, funciona como um leitor compacto.

Aberto, vira praticamente um livro digital de tela grande.

Alguns aplicativos ainda permitem leitura em duas colunas, aproveitando o formato interno.

Texto para voz deixa a experiência ainda melhor

Outro recurso que comecei a utilizar foi o texto para voz.

Em aplicativos de leitura compatíveis, posso transformar o conteúdo escrito em áudio e continuar consumindo o livro enquanto faço outra coisa.

Isso torna o aparelho muito mais versátil.

Em determinados momentos, ele funciona como:

  • smartphone;
  • leitor digital;
  • audiolivro;
  • pequeno tablet.

E tudo isso dentro do mesmo dispositivo.

O Fold8 também substituiu meu videogame portátil

Essa talvez tenha sido a utilização mais inesperada.

Eu comecei a usar o Fold8 para emulação e jogos, chegando ao ponto de reduzir bastante o uso de outros dispositivos portáteis.

A tela interna faz uma diferença enorme para jogos.

Você tem uma área muito maior para visualizar o conteúdo, mas ainda pode fechar o aparelho e colocá-lo no bolso quando terminar.

O problema da porta USB-C

Existe, entretanto, uma limitação física.

A porta USB-C fica posicionada na parte inferior do aparelho.

Ao utilizar um controle USB-C conectado diretamente ao smartphone, dependendo da posição do Fold8, o cabo pode atrapalhar a ergonomia.

Por isso, um controle Bluetooth acaba sendo uma solução muito mais interessante.

Com um controle sem fio, é possível posicionar o Fold8 na horizontal e aproveitar toda a tela interna.

GameHub e jogos de PC no Fold8

Uma das experiências mais interessantes foi utilizar soluções de execução de jogos de PC no Android.

O Galaxy Z Fold8 tem potência suficiente para lidar com experiências que até pouco tempo pareciam completamente fora da realidade para um smartphone.

O uso de ambientes baseados em Linux e Proton amplia bastante as possibilidades.

Jogos como Final Fantasy X, Persona 5 e outros títulos podem se tornar opções interessantes para quem gosta de experimentar esse tipo de configuração.

O mais impressionante foi perceber uma evolução em relação ao Fold7.

Um jogo que anteriormente precisava ser executado em uma resolução menor passou a apresentar desempenho suficiente para ser utilizado em 1080p.

Obviamente, isso não significa que o Fold8 substitua um PC gamer.

Jogos AAA extremamente pesados continuam sendo um desafio.

Mas para emulação e determinados jogos de PC, o aparelho se transforma em uma máquina portátil bastante impressionante.

Fold8 vs. console portátil

UsoGalaxy Z Fold8Console portátil
PortabilidadeExcelenteBoa
TelaExcelenteBoa/Excelente
Jogos AndroidExcelenteLimitado
EmulaçãoExcelenteExcelente
Jogos de PC compatíveisMuito boaExcelente
Controles físicos integradosNãoSim
LeituraExcelenteLimitada
TrabalhoExcelenteLimitado
ComunicaçãoExcelenteLimitada
CâmerasExcelenteLimitada

A grande vantagem do Fold8 é não ser apenas um videogame.

Ele pode fazer tudo antes e depois da sessão de jogo.

Multitarefa é onde o Fold8 realmente brilha

Essa é provavelmente a característica que mais justifica comprar um dobrável.

No Fold8, abrir dois aplicativos simultaneamente não é apenas um recurso de demonstração.

Passei a utilizar isso de verdade.

Alguns exemplos:

  • Google Maps + música;
  • livro + aplicativo de anotações;
  • navegador + WhatsApp;
  • vídeo + notas;
  • música + aplicativo de estudo;
  • navegador + calculadora.

E quanto mais tempo você utiliza o aparelho, mais combinações começa a encontrar.

Dois aplicativos reproduzindo áudio ao mesmo tempo

Aqui existe um recurso da Samsung que considero especialmente interessante.

O sistema permite configurar aplicativos específicos para reproduzirem áudio simultaneamente.

Isso abre possibilidades que vão muito além da multitarefa tradicional.

Um exemplo prático é utilizar um aplicativo de música ou estudo de áudio junto com o BandLab.

Você pode reproduzir uma música em um aplicativo e trabalhar em outro simultaneamente.

É uma daquelas funções que parecem pequenas nas especificações, mas podem fazer muita diferença para determinados usuários.

Android ainda leva vantagem na liberdade

O iOS evoluiu bastante, mas o Android continua oferecendo um nível de personalização maior.

No Fold8 isso se torna ainda mais importante.

Você pode modificar:

  • launcher;
  • tamanho das fontes;
  • teclado;
  • divisão da tela;
  • atalhos;
  • comportamento de aplicativos;
  • áudio simultâneo;
  • organização da interface.

É possível inclusive utilizar launchers alternativos.

No passado, muitas funções que hoje parecem comuns nos smartphones nasceram justamente de soluções criadas pela comunidade Android.

Em um aparelho tão diferente como o Fold8, essa liberdade faz bastante sentido.

Galaxy Z Fold8 não tem S Pen — e eu não senti falta

A ausência da S Pen pode parecer uma grande desvantagem para quem conhece a linha Galaxy Z Fold.

Mas, para mim, não foi.

Eu praticamente não utilizava a caneta nos modelos anteriores.

Além disso, eliminar o digitalizador necessário para a S Pen ajuda a manter o aparelho mais fino e leve.

Para quem trabalha com anotações manuscritas, desenho ou edição de imagens, a ausência certamente pesa.

Para quem nunca utiliza uma caneta, é uma característica que pode ser ignorada.

Quem deve sentir falta da S Pen?

  • designers;
  • ilustradores;
  • estudantes que fazem anotações à mão;
  • usuários que editam imagens;
  • pessoas que usam o celular como bloco de notas.

Para meu uso, a decisão da Samsung não foi um problema.

Câmeras: boas, mas existe uma ausência importante

A câmera principal e a ultrawide entregam uma experiência de alto nível.

Para vídeos, redes sociais e fotografias do cotidiano, o Fold8 consegue fazer um ótimo trabalho.

Também é possível utilizar diferentes câmeras para gravações e selfies.

Mas existe uma ausência que incomoda:

não há uma câmera telefoto dedicada.

E isso faz diferença principalmente em situações específicas.

O problema aparece no zoom

Durante um show, por exemplo, a falta de uma lente dedicada para zoom fica muito evidente.

Quando você precisa aproximar o assunto à distância, especialmente em condições de pouca luz, a diferença para aparelhos como o Galaxy S26 Ultra ou modelos com sistemas de câmera mais completos aumenta.

No cotidiano, entretanto, a ausência é menos problemática.

É possível passar semanas sem sentir falta.

Mas em viagens, shows e eventos, ela aparece rapidamente.

SituaçãoFold8
Fotos do dia a diaExcelente
Câmera principalExcelente
UltrawideMuito boa
VídeosMuito bons
SelfiesMuito boas
Zoom distanteLimitado
Show à noiteAbaixo de modelos Ultra
Fotografia profissionalMelhor buscar outro aparelho

Para quem prioriza câmera acima de tudo, o Fold8 não é a melhor escolha.

Para quem prioriza versatilidade, a situação muda.

Fold8 vs. Fold8 Ultra: qual eu escolheria?

Essa foi uma das maiores surpresas depois de 30 dias.

Antes de usar o Fold8, eu imaginava que preferiria o modelo Ultra.

Mas depois de experimentar os dois conceitos, percebi que o modelo mais compacto faz mais sentido para o meu uso.

O Fold8 Ultra continua sendo mais interessante para quem quer:

  • câmeras melhores;
  • tela maior;
  • experiência mais próxima de um tablet;
  • máximo desempenho fotográfico;
  • experiência tradicional de Fold.

O Fold8, por outro lado, ganha em:

  • peso;
  • espessura;
  • portabilidade;
  • conforto no bolso;
  • praticidade;
  • formato compacto;
  • utilização como smartphone convencional.

A própria Samsung posicionou os dois modelos de forma diferente. O Fold8 chegou ao Brasil a partir de R$ 12.599, enquanto o Fold8 Ultra começou em R$ 14.599.

Comparação rápida

CaracterísticaGalaxy Z Fold8Galaxy Z Fold8 Ultra
Portabilidade🏆 ExcelenteMuito boa
Peso🏆 201 gMaior
Tela7,6″Maior
CâmerasMuito boas🏆 Melhores
ZoomLimitado🏆 Superior
MultitarefaExcelenteExcelente
JogosExcelenteExcelente
Leitura🏆 ExcelenteExcelente
Uso no bolso🏆 MelhorMais difícil
Preço🏆 MenorMaior

Para meu perfil, eu escolheria o Fold8.

Galaxy Z Fold8 vs. iPhone Duo: qual é melhor?

A chegada do iPhone Duo tornou essa comparação inevitável.

A Apple trouxe um dobrável com tela interna de 7,6 polegadas, tela externa de 5,4 polegadas, chip A20 Pro, sistema de câmera dupla de 48 MP e suporte a Apple Intelligence. O preço oficial no Brasil começa em R$ 21.999.

O Galaxy, entretanto, tem uma vantagem financeira gigantesca.

O Fold8 foi lançado por R$ 12.599 na versão de 256 GB, uma diferença de R$ 9.400 em relação ao preço inicial do iPhone Duo.

CaracterísticaGalaxy Z Fold8iPhone Duo
Tela interna7,6″7,6″
Tela externa5,5″5,4″
Peso201 g—
SistemaAndroidiOS
Multitarefa🏆 Muito flexívelMais limitada
Personalização🏆 AndroidiOS
S PenNão🏆 Compatível
Câmera telefotoNãoNão
Preço inicial no BrasilR$ 12.599R$ 21.999

A disputa não é simplesmente sobre especificações.

Ela é sobre ecossistema.

Quem vive dentro do universo Apple pode considerar o iPhone Duo extremamente interessante.

Mas quem procura liberdade de software, multitarefa, emulação, jogos de PC e preço mais baixo, encontra no Fold8 uma proposta muito forte.

Quick Share e AirDrop finalmente aproximaram Samsung e Apple

Durante muito tempo, trocar arquivos entre Galaxy e iPhone era uma das grandes dificuldades de quem utilizava os dois ecossistemas.

Isso mudou.

A Samsung passou a oferecer compatibilidade do Quick Share com AirDrop, permitindo compartilhamento entre dispositivos Galaxy e Apple de maneira muito mais fluida.

Na prática, isso reduz bastante o atrito para quem usa um Galaxy junto com MacBook, iPad ou iPhone.

É uma mudança pequena no papel, mas enorme para quem vive entre os dois ecossistemas.

Galaxy Z Fold8 no Brasil: preço e custo-benefício

No lançamento brasileiro, o Galaxy Z Fold8 chegou com os seguintes preços sugeridos:

VersãoPreço oficial
256 GB + 12 GBR$ 12.599
512 GB + 12 GBR$ 14.199
Fold8 Ultra 256 GBR$ 14.599
Fold8 Ultra 512 GBR$ 16.199
Fold8 Ultra 1 TBR$ 19.399

O ponto mais importante, entretanto, é não pagar automaticamente o preço de lançamento.

O Fold8 já apareceu no varejo brasileiro abaixo do preço sugerido, inclusive na faixa de R$ 11.339 em determinadas promoções.

Para um aparelho desse nível, acompanhar promoções é essencial.

Minha faixa de preço ideal

Eu consideraria:

  • R$ 12.599: caro, mas dentro do preço oficial;
  • R$ 11.000–R$ 11.500: começa a ficar interessante;
  • R$ 10.000 ou menos: excelente oportunidade;
  • R$ 8.000–R$ 9.000: seria uma faixa extremamente agressiva para o modelo.

O Galaxy Z Fold8 é um produto premium e ainda recente, então promoções, cashback, cupons e programas de troca podem mudar bastante o custo-benefício.

Prós e contras do Galaxy Z Fold8 após 30 dias

Pontos positivos

  • Formato compacto quando fechado;
  • apenas 201 g;
  • tela interna de 7,6 polegadas;
  • excelente multitarefa;
  • ótima experiência para leitura;
  • excelente para jogos e emulação;
  • desempenho topo de linha;
  • tela com poucos reflexos;
  • vinco menos perceptível;
  • Android extremamente personalizável;
  • excelente para trabalhar;
  • cabe facilmente no bolso;
  • pode substituir tablet e leitor digital em várias situações.

Pontos negativos

  • ausência de câmera telefoto;
  • áudio poderia ser melhor;
  • não há suporte à S Pen;
  • poucas opções de capas;
  • acessórios ainda precisam evoluir;
  • preço elevado;
  • algumas limitações em jogos de PC muito pesados;
  • tela externa exige ajustes para ficar confortável para algumas pessoas.

Para quem o Galaxy Z Fold8 realmente vale a pena?

O Fold8 faz muito sentido para quem quer um único dispositivo capaz de substituir vários outros.

É especialmente interessante para quem:

  • lê muitos livros;
  • assiste a vídeos;
  • trabalha pelo celular;
  • utiliza multitarefa;
  • gosta de jogos;
  • faz emulação;
  • viaja bastante;
  • precisa de uma tela maior ocasionalmente;
  • não quer carregar um tablet;
  • valoriza um aparelho compacto no bolso.

Por outro lado, não é a escolha ideal para quem coloca câmera em primeiro lugar.

Se você fotografa frequentemente com zoom, participa de muitos shows ou quer a melhor experiência fotográfica possível, um modelo Ultra pode fazer mais sentido.

Também não é o aparelho ideal para quem não gosta de dobráveis ou não vê utilidade em uma tela interna grande.

O que eu gostaria de ver no Galaxy Z Fold9?

Depois de 30 dias, minha lista de desejos seria relativamente pequena.

Primeiro, uma câmera telefoto.

Segundo, alto-falantes melhores e mais equilibrados quando o aparelho está aberto.

Terceiro, mais acessórios oficiais, principalmente uma capa com suporte integrado realmente versátil.

E, por fim, gostaria de ver ainda mais otimização para jogos e aplicativos específicos para esse formato.

O hardware já chegou a um ponto muito alto.

Agora o próximo passo é aproveitar melhor as possibilidades criadas pelo formato.

Vale a pena comprar o Galaxy Z Fold8? Minha recomendação final

Depois de um mês utilizando o Galaxy Z Fold8, minha opinião mudou completamente.

Eu achava que provavelmente iria preferir o modelo Ultra.

Aconteceu justamente o contrário.

O Fold8 me conquistou pelo equilíbrio.

Ele é pequeno o suficiente para ser carregado como um smartphone comum, mas pode se transformar em uma tela de 7,6 polegadas quando preciso.

Eu passei a ler nele, jogar nele, trabalhar nele, assistir a filmes nele e utilizar dois aplicativos simultaneamente. Até meu Kindle e parte do uso que eu fazia em consoles portáteis acabaram sendo substituídos pelo Fold8.

E existe algo difícil de explicar em uma ficha técnica: a sensação de ter um aparelho que se adapta ao que você está fazendo.

Para uma mensagem, uso fechado.

Para um livro, posso continuar fechado.

Para um jogo, abro.

Para trabalhar, divido a tela.

Para assistir a um filme, abro completamente.

Para colocar na mesa, utilizo o modo tenda.

Essa versatilidade é o verdadeiro motivo pelo qual eu gostei tanto dele.

O Galaxy Z Fold8 não é perfeito. A ausência de telefoto, os alto-falantes, a falta de S Pen e a escassez de capas melhores são pontos que precisam ser considerados.

Mas quando comparo o conjunto, principalmente com o iPhone Duo e seu preço inicial de R$ 21.999 no Brasil, o Fold8 se torna uma alternativa extremamente interessante.

Se você quer um celular que também seja tablet, leitor digital, console portátil e ferramenta de trabalho, o Galaxy Z Fold8 é um dos dobráveis mais interessantes que você pode comprar em 2026.

E, depois desses 30 dias, eu faria algo que não esperava fazer quando comecei o teste:

ficaria com o Fold8 em vez do Ultra.

Perguntas Frequentes

O Galaxy Z Fold8 é bom para usar no dia a dia?

Sim. O principal diferencial é justamente funcionar como um smartphone compacto fechado e como um pequeno tablet aberto. O peso de 201 g também ajuda bastante na portabilidade.

O Galaxy Z Fold8 tem suporte à S Pen?

Não. Diferentemente de alguns modelos anteriores da linha Fold, o Galaxy Z Fold8 não oferece suporte à S Pen. Para quem não utiliza caneta, isso ajuda a manter a proposta mais fina e leve.

O Galaxy Z Fold8 tem câmera com zoom?

Não possui uma câmera telefoto dedicada. Ele conta com câmera principal e ultrawide, mas usuários que fotografam frequentemente à distância podem sentir falta de uma lente de zoom óptico.

O Galaxy Z Fold8 é melhor que o iPhone Duo?

Depende do uso. O iPhone Duo pode ser mais interessante para quem já está profundamente integrado ao ecossistema Apple. O Fold8 oferece maior liberdade no Android, multitarefa mais flexível e um preço inicial muito menor no Brasil: R$ 12.599 contra R$ 21.999 do iPhone Duo.

Quanto custa o Galaxy Z Fold8 no Brasil?

O preço oficial começa em R$ 12.599 para a versão de 256 GB e chega a R$ 14.199 para o modelo de 512 GB. Entretanto, promoções já levaram o aparelho para valores próximos de R$ 11.339.

O Galaxy Z Fold8 é bom para jogos?

Sim. O Snapdragon 8 Elite Gen 5 oferece desempenho de alto nível, e o formato aberto proporciona uma tela muito maior para jogos. Além disso, o Android permite explorar emulação e soluções para executar determinados jogos de PC.

O Galaxy Z Fold8 substitui um tablet?

Para algumas pessoas, sim. A tela interna de 7,6 polegadas é grande o suficiente para leitura, vídeos, multitarefa e jogos. Porém, quem trabalha muitas horas com uma tela grande ainda pode preferir um tablet tradicional ou notebook.

Vale a pena comprar o Galaxy Z Fold8 agora?

Vale principalmente se você encontrar uma boa promoção. O aparelho chegou ao Brasil por R$ 12.599, mas já apareceu abaixo desse valor no varejo. Quanto maior o desconto, melhor fica seu custo-benefício, especialmente considerando a proposta diferenciada do aparelho.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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