Fim da Taxa das Blusinhas: Congresso Aprova Imposto Zero para Compras de Até US$ 50

Índice

A chamada “taxa das blusinhas” está com os dias contados. Nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram a Medida Provisória nº 1.357/2026, que mantém zerado o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. O texto agora segue para sanção presidencial. Portanto, um detalhe importante: neste momento, a medida ainda não virou definitivamente uma nova lei, embora a isenção já esteja valendo por força da medida provisória desde maio de 2026.

Na prática, isso representa uma mudança importante para quem compra em plataformas como AliExpress, Shopee e outros marketplaces internacionais. O consumidor continuará pagando ICMS, que atualmente varia de 17% a 20% conforme o estado, mas deixa de ter o Imposto de Importação federal aplicado às compras de até US$ 50 dentro das regras previstas para o programa de conformidade.

A decisão chega justamente às vésperas da Black Friday 2026, período em que milhões de brasileiros procuram celulares, SSDs, controles, acessórios, eletrônicos, ferramentas, roupas e diversos outros produtos importados. Com a retirada do imposto federal, existe potencial para que parte dessas ofertas volte a ficar mais competitiva.

Mas há várias informações importantes por trás dessa decisão. O fim da taxa não significa que compras internacionais ficarão sem impostos, não elimina o ICMS e também não significa que todos os produtos importados ficarão automaticamente baratos. Além disso, a reforma tributária e as regras futuras para importações exigem atenção.

O que aconteceu com a taxa das blusinhas?

Para entender a mudança, é preciso voltar a 2024. Naquele período, o Brasil passou a cobrar Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas dentro do Remessa Conforme, além do ICMS estadual.

A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas” porque atingia justamente produtos de pequeno valor comprados em plataformas estrangeiras.

Antes disso, havia uma percepção entre consumidores de que compras pequenas vindas da China poderiam chegar ao Brasil sem o mesmo nível de tributação. O cenário mudou com a criação de uma sistemática mais rígida de tributação e fiscalização das remessas internacionais.

A Receita Federal explica que, no regime do Remessa Conforme, as compras internacionais passaram a ter os tributos calculados e apresentados ao consumidor no momento do pagamento. A regra anterior para compras de até US$ 50 chegou a aplicar 20% de Imposto de Importação, enquanto o ICMS continuava sendo cobrado.

Em maio de 2026, o governo editou a MP 1.357/2026, zerando novamente o Imposto de Importação para compras de até US$ 50. Como uma medida provisória possui validade limitada, era necessário que o Congresso aprovasse a proposta para que a mudança não perdesse efeito.

E foi exatamente isso que aconteceu agora.

A comissão mista aprovou o texto em 2 de setembro. No dia seguinte, a Câmara e o Senado aprovaram a medida. A MP tinha prazo de validade até 8 de setembro de 2026.

O que muda depois da aprovação do Congresso?

O ponto mais importante é que a aprovação parlamentar transforma a medida provisória em uma mudança com perspectiva de permanência, mas ainda existe uma etapa formal: a sanção presidencial.

Por isso, para fins de precisão, o mais correto é dizer:

O Congresso aprovou o fim da taxa das blusinhas e o texto aguarda sanção presidencial.

Não é tecnicamente correto afirmar que, em 3 de setembro, já existe uma nova lei sancionada.

A alíquota zero, entretanto, já está sendo aplicada em razão da MP que está em vigor desde maio.

Quanto será o imposto para compras de até US$ 50?

Aqui está a principal vantagem para o consumidor.

Dentro das condições previstas para o Remessa Conforme, uma compra de até US$ 50 passa a ter:

TributoCompras até US$ 50
Imposto de Importação0%
ICMS17% a 20%
Imposto federal de importaçãoEliminado
Compra sem impostosNão

Ou seja, o fim da taxa das blusinhas não significa imposto zero na compra inteira.

O ICMS continua existindo.

A própria Receita Federal informa que o ICMS incidente sobre compras internacionais varia atualmente entre 17% e 20%, dependendo do estado, e é calculado sobre a base que considera o valor da mercadoria, frete, seguro e o próprio Imposto de Importação quando existente.

Exemplo de uma compra de R$ 200

Imagine um produto internacional que custa R$ 200 e que esteja dentro do limite de US$ 50.

Com o Imposto de Importação zerado, você não terá os 20% de imposto federal.

Porém, continuará pagando ICMS.

Em um estado com ICMS de 17%, por exemplo, o imposto não é simplesmente 17% multiplicado por R$ 200. O cálculo é feito “por dentro”, ou seja, o imposto integra sua própria base de cálculo.

Por isso, o valor final será superior aos R$ 200.

Essa diferença é importante porque muita gente pode interpretar “fim da taxa das blusinhas” como “compras de até US$ 50 sem imposto”.

Não é isso.

O que acabou foi o Imposto de Importação federal. O ICMS continua.

E o limite de US$ 50? É R$ 250 ou R$ 300?

Não existe um valor fixo em reais.

O limite é definido em dólares americanos, portanto o equivalente em reais muda conforme a cotação utilizada na operação.

Em setembro de 2026, US$ 50 pode representar aproximadamente R$ 250 a R$ 270, dependendo do câmbio considerado.

Além disso, para determinar o limite, é importante considerar o conceito de valor aduaneiro. A Receita Federal considera produto, frete e seguro, quando aplicáveis, no cálculo.

Por isso, não é recomendável pensar simplesmente:

“Até R$ 250 não paga imposto.”

O correto é verificar o valor em dólares e as condições apresentadas pela plataforma no fechamento da compra.

O ICMS continua sendo cobrado

Essa é provavelmente a informação mais importante para quem está comemorando o fim da taxa.

Você ainda verá impostos no checkout.

A diferença é que, para compras dentro do limite estabelecido, o Imposto de Importação federal fica em zero, enquanto o ICMS permanece.

A Receita Federal informa atualmente alíquotas de ICMS entre 17% e 20%, conforme o estado.

Alguns estados elevaram a alíquota aplicada às importações, o que significa que dois consumidores podem pagar valores diferentes de impostos pela mesma mercadoria dependendo do estado de destino.

Então quanto fica uma compra internacional?

De forma simplificada:

Preço do produto + frete/seguro, quando houver + ICMS

Para compras de até US$ 50 dentro das regras atuais, não há o Imposto de Importação federal.

Isso já representa uma diferença considerável em relação ao cenário em que existia a cobrança de 20%.

E para compras acima de US$ 50?

A situação é diferente.

A MP 1.357/2026 também mexeu nas regras para remessas de valor superior ao limite de US$ 50, estabelecendo uma redução da alíquota aplicável em determinadas situações.

O texto da medida provisória permite ao Ministério da Fazenda estabelecer alíquota de 30% para remessas de até US$ 3.000, além de prever a possibilidade de diferenciação conforme as condições do programa de conformidade.

Portanto, não dá para resumir a mudança simplesmente como:

“Até US$ 50 não paga imposto e acima de US$ 50 paga 60%.”

As regras ficaram mais complexas e dependem do enquadramento da operação.

Para o consumidor comum, entretanto, a mudança mais relevante é clara: compras de pequeno valor voltam a ter Imposto de Importação federal zerado.

O que é o Remessa Conforme?

O Remessa Conforme é um programa da Receita Federal criado para organizar e antecipar o processo de tributação das compras internacionais.

Em vez de o consumidor descobrir posteriormente que precisa pagar impostos para liberar a encomenda, as plataformas participantes apresentam os tributos durante a compra.

A Receita Federal informa que, atualmente, Correios e Receita processam as remessas que chegam ao país, e que o programa permite que os impostos sejam recolhidos no momento da compra.

Isso também significa que não basta olhar apenas para o preço anunciado do produto.

Ao comprar em uma plataforma internacional, o consumidor deve observar:

  • preço do produto;
  • frete;
  • eventual seguro;
  • Imposto de Importação;
  • ICMS;
  • valor final no checkout.

É o valor final pago que realmente deve ser usado para comparar uma oferta internacional com uma oferta nacional.

A compra internacional ficou muito mais barata?

Pode ficar, mas não necessariamente em todos os produtos.

Essa é uma diferença importante.

Se um produto custava R$ 200 antes dos impostos e sobre ele incidia uma alíquota federal de 20%, a retirada desse imposto permite uma redução relevante no custo tributário.

Mas o preço final depende de diversos fatores.

O vendedor pode aumentar ou reduzir o preço. O frete pode mudar. O câmbio pode variar. O marketplace pode oferecer cupons diferentes. O ICMS continua sendo cobrado. E ainda existe a margem do vendedor e da própria plataforma.

Por isso, o consumidor não deve assumir que todo produto da China ficará automaticamente 20% mais barato.

O efeito mais provável é aumentar o espaço para promoções realmente competitivas.

AliExpress, Shopee e Mercado Livre podem se beneficiar

As plataformas de comércio eletrônico internacional tendem a ser algumas das principais beneficiadas pela mudança.

O consumidor brasileiro utiliza marketplaces como AliExpress e Shopee justamente porque encontra uma variedade enorme de produtos que muitas vezes não estão disponíveis no varejo nacional.

A redução da carga tributária federal para compras de até US$ 50 pode aumentar a competitividade dessas ofertas.

Produtos como:

  • SSDs;
  • cartões de memória;
  • cabos;
  • carregadores;
  • controles;
  • acessórios para celular;
  • periféricos;
  • ferramentas;
  • peças para computador;
  • produtos para casa;
  • itens de automação;
  • acessórios para carros;
  • roupas e pequenos eletrônicos;

podem se tornar especialmente interessantes quando combinados com cupons e promoções.

Mas existe uma segunda consequência importante: o aumento da concorrência entre as próprias plataformas.

Se comprar diretamente da China ficar mais interessante, marketplaces nacionais terão mais motivos para melhorar preço, frete e promoções.

Isso pode beneficiar o consumidor mesmo quando ele não compra diretamente do exterior.

Mercado Livre também pode ganhar espaço nas importações

O comércio internacional não está restrito às plataformas chinesas tradicionais.

O Mercado Livre vem ampliando sua infraestrutura relacionada ao comércio internacional e à logística entre China e América Latina.

Isso pode favorecer um modelo no qual determinados produtos fabricados na China sejam disponibilizados ao consumidor brasileiro com uma experiência de compra semelhante à de um produto nacional.

Na prática, a disputa pode deixar de ser simplesmente:

Brasil x China

e passar a ser:

qual plataforma consegue entregar o menor preço final ao consumidor brasileiro?

Esse cenário é positivo para quem compra, porque aumenta a concorrência.

A Black Friday 2026 pode ser melhor?

Existe uma boa possibilidade de a Black Friday deste ano se beneficiar da mudança.

A data acontece em novembro, aproximadamente dois meses depois da aprovação do texto pelo Congresso.

Isso cria um cenário interessante para o consumidor.

As plataformas podem combinar:

  • Imposto de Importação zerado até US$ 50;
  • cupons;
  • descontos progressivos;
  • cashback;
  • frete promocional;
  • campanhas de novembro;
  • ofertas relâmpago;
  • descontos específicos para aplicativos.

Um produto que antes ficava pouco competitivo por causa dos impostos pode voltar a fazer sentido.

Mas cuidado com o preço “com desconto”

A retirada de um imposto não garante que uma promoção seja boa.

Durante grandes eventos promocionais, vale sempre comparar o preço final.

Um produto anunciado por R$ 180 com desconto pode ser pior negócio do que outro vendido por R$ 170 sem cupom.

Por isso, antes da Black Friday, vale acompanhar o histórico de preços.

O ideal é comparar:

preço do produto + impostos + frete = custo final

e não apenas a porcentagem de desconto anunciada.

O fim da taxa das blusinhas prejudica o comércio brasileiro?

Esse é um dos pontos mais controversos da discussão.

De um lado, consumidores defendem que a tributação de produtos baratos encareceu excessivamente compras de pequeno valor.

De outro, entidades ligadas ao varejo e à indústria nacional argumentam que produtos importados com tributação menor podem competir em condições diferentes com mercadorias fabricadas e vendidas no Brasil.

Representantes da indústria chegaram a defender a manutenção da tarifa, argumentando que ela ajudaria na competitividade da produção nacional.

A discussão, portanto, não é simplesmente sobre comprar uma camiseta mais barata.

Ela envolve:

  • arrecadação;
  • empregos;
  • indústria nacional;
  • varejo;
  • comércio eletrônico;
  • logística;
  • preços ao consumidor;
  • competitividade;
  • produção brasileira.

Não existe uma resposta simples que resolva todos esses pontos simultaneamente.

A taxa das blusinhas realmente ajudou a criar empregos?

Existem números bastante diferentes dependendo da fonte e da metodologia utilizada.

Representantes da indústria brasileira afirmam que a tributação contribuiu para a geração de empregos e defendem que a retirada do imposto pode aumentar a pressão sobre empresas nacionais. Uma nota técnica citada durante a discussão no Congresso apontou impacto significativo sobre empregos após a implementação da tarifa.

Por outro lado, um estudo da LCA Consultoria analisou o período posterior à suspensão da taxa em 2026 e encontrou resultados diferentes entre os setores: enquanto comércio e indústria tiveram redução de vagas em determinados recortes, o setor de logística registrou forte contratação.

Isso mostra por que é arriscado afirmar simplesmente que “a taxa criou milhões de empregos” ou que “a taxa não teve nenhum efeito sobre empregos”.

O impacto depende do período analisado, da metodologia e do setor considerado.

O governo pode voltar a mexer no imposto?

Esse é outro ponto que merece atenção.

A própria MP 1.357/2026 não simplesmente colocou toda a política tributária em uma regra imutável.

O texto prevê mecanismos que permitem ao Ministério da Fazenda alterar determinadas alíquotas dentro das condições estabelecidas na legislação. O texto original da MP, por exemplo, prevê possibilidade de alteração das alíquotas, inclusive para reduzi-las a zero na faixa de até US$ 50.

Isso significa que o consumidor deve evitar a ideia de que a política tributária de importações está congelada para sempre.

Leis e atos posteriores podem modificar as regras.

Por isso, para quem compra frequentemente no exterior, acompanhar as mudanças tributárias continuará sendo importante.

E a reforma tributária? As compras internacionais voltarão a ser tributadas em 2027?

Aqui é necessário separar duas coisas.

A reforma tributária do consumo realmente começa uma nova etapa em 2027, com a entrada em vigor da CBS e o avanço do IBS.

Mas não é correto afirmar que o IBS ou a CBS simplesmente substituirão o Imposto de Importação.

A Receita Federal explica que o Imposto de Importação continua existindo no regime de importação mesmo após a implementação da reforma tributária. Além dele, haverá a incidência dos novos tributos conforme as regras aplicáveis às importações.

Portanto, aquela ideia de que:

“O governo acabou com o imposto agora e vai simplesmente colocar outro imposto no lugar em janeiro”

é uma simplificação excessiva.

A reforma tributária cria uma nova estrutura de tributação sobre o consumo, mas o Imposto de Importação é um tributo diferente.

O que muda com a reforma tributária?

A partir de 2027, a CBS passa a ter papel efetivo no novo sistema, enquanto o IBS também entra no processo de implementação.

A Receita Federal informa que 2026 é um período de teste para CBS e IBS e que a implementação ocorre de forma gradual.

Nas importações, a própria Receita lista separadamente:

  • Imposto de Importação;
  • CBS-Importação;
  • IBS-Importação;
  • Imposto Seletivo, quando aplicável;
  • ICMS durante o período de transição;
  • outros tributos e taxas eventualmente aplicáveis.

Portanto, não dá para garantir hoje qual será exatamente o preço final de uma compra internacional em janeiro de 2027 apenas olhando para a taxa das blusinhas.

O que muda para quem compra no AliExpress?

Para o consumidor brasileiro, a principal mudança é bastante prática.

Se você encontrar um produto de até US$ 50 dentro das condições do programa, o preço não terá mais o Imposto de Importação federal de 20%.

Isso abre espaço para promoções mais agressivas.

Imagine um produto de pequeno valor que antes ficava assim:

ComposiçãoAntesCom o II zerado
ProdutoR$ 200R$ 200
Imposto de ImportaçãoAplicávelR$ 0
ICMSAplicávelAplicável
FreteConforme ofertaConforme oferta
ResultadoMais caroPotencialmente mais barato

Os valores reais dependem da operação e da alíquota de ICMS do estado.

Por isso, a vantagem não será exatamente igual para todos os produtos.

O que vale a pena comprar da China depois do fim da taxa?

Produtos pequenos e de alto valor agregado tendem a ser os mais interessantes para o consumidor.

Entre as categorias que merecem atenção estão:

SSDs e armazenamento

Componentes de armazenamento costumam apresentar diferenças relevantes de preço entre o Brasil e mercados internacionais.

Com cupons, promoções e a redução do imposto federal, essa categoria pode voltar a ter ofertas bastante agressivas.

Controles e acessórios gamer

Controles, teclados, mouses, suportes e acessórios para consoles e PC também podem se beneficiar bastante.

É importante, entretanto, verificar avaliações do vendedor e compatibilidade com o equipamento.

Acessórios para smartphones

Capas, películas, cabos, carregadores, suportes e outros acessórios possuem enorme variedade no comércio internacional.

São justamente produtos pequenos que se encaixam bem no perfil de compras de menor valor.

Ferramentas e acessórios

Pequenas ferramentas, equipamentos de manutenção e acessórios especializados também podem apresentar bons preços.

Nesse caso, é importante verificar certificações e compatibilidade elétrica antes da compra.

O que ainda merece cuidado nas compras internacionais?

Mesmo com o fim do Imposto de Importação para até US$ 50, alguns cuidados continuam essenciais.

1. Confira o imposto no checkout

Não considere apenas o preço mostrado na página do produto.

Vá até a etapa final da compra e confira o valor total.

2. Verifique o limite em dólares

Não use um valor fixo em reais como referência absoluta.

O limite é de US$ 50.

3. Compare com o Brasil

Nem sempre comprar diretamente da China será mais barato.

Uma promoção nacional com entrega rápida e garantia brasileira pode ser melhor negócio.

4. Observe a reputação do vendedor

Preço baixo não compensa receber um produto falsificado, usado ou diferente do anunciado.

5. Cuidado com produtos de marcas desconhecidas

Especialmente em eletrônicos, baterias, carregadores e componentes de computador.

6. Não confunda desconto com economia

Um cupom de 30% não significa necessariamente que o preço final seja menor que o encontrado em outra loja.

Prós e contras do fim da taxa das blusinhas

Vantagens

  • Imposto de Importação zerado para compras de até US$ 50, dentro das regras previstas.
  • Maior espaço para promoções internacionais.
  • Possível redução do preço final de produtos baratos.
  • Mais concorrência entre marketplaces.
  • Maior variedade de produtos disponíveis para o consumidor brasileiro.
  • Potencial para uma Black Friday mais competitiva.
  • Benefício especialmente relevante para produtos pequenos e de baixo valor.

Desvantagens e pontos de atenção

  • ICMS continua sendo cobrado.
  • O produto não fica automaticamente 20% mais barato.
  • O câmbio pode reduzir parte da vantagem.
  • Frete e preço do produto podem variar.
  • O varejo e a indústria nacional contestam a medida.
  • As regras tributárias podem mudar novamente.
  • A reforma tributária adicionará novas camadas ao sistema de impostos sobre consumo e importações.
  • A aprovação do Congresso ainda depende da sanção presidencial para consolidar a mudança em lei.

Fim da taxa das blusinhas é uma boa notícia para o consumidor?

Do ponto de vista de quem compra, sim, a redução do Imposto de Importação é positiva, principalmente para produtos baratos.

É difícil argumentar contra a ideia de reduzir o preço tributário de uma compra de pequeno valor quando o consumidor ainda precisa arcar com ICMS e outros custos.

Por outro lado, isso não significa que a medida não tenha consequências econômicas.

O comércio nacional precisa competir com produtos estrangeiros, enquanto o governo deixa de arrecadar uma parcela do imposto federal.

Esse conflito entre preço menor para o consumidor e proteção da produção nacional é justamente o centro da discussão.

A questão política também pesa nessa decisão

A aprovação ocorreu em um momento politicamente bastante sensível.

A decisão foi tomada a poucas semanas das eleições de 2026, e veículos de imprensa destacaram o potencial impacto eleitoral da medida para o governo.

Isso não significa que a redução do imposto deixe de beneficiar o consumidor.

São duas questões diferentes.

Uma coisa é avaliar se o consumidor paga menos imposto.

Outra é avaliar por que uma decisão política foi tomada naquele momento.

É perfeitamente possível considerar positiva a redução da tributação e, ao mesmo tempo, reconhecer que existe uma disputa política em torno da medida.

O que esperar das compras internacionais nos próximos meses?

O cenário mais interessante será observar como as plataformas vão reagir.

Se o imposto federal menor for combinado com campanhas promocionais, podemos ter uma sequência de ofertas interessantes durante:

  • setembro;
  • outubro;
  • novembro;
  • Black Friday;
  • Cyber Monday;
  • campanhas de fim de ano.

Também será importante observar se os vendedores chineses voltarão a oferecer ao Brasil produtos que ficaram menos interessantes durante o período de tributação mais elevada.

Isso pode ser tão importante quanto o próprio imposto.

Afinal, não adianta o imposto cair se o vendedor aumentar o preço ou simplesmente deixar de vender para o Brasil.

Como aproveitar melhor a nova regra?

A melhor estratégia para o consumidor brasileiro será combinar tributação menor + cupom + comparação de preços.

Não basta procurar o produto mais barato.

O ideal é encontrar o menor preço final.

Uma boa estratégia é acompanhar previamente o produto que você deseja comprar e registrar seu preço normal. Quando surgir uma promoção, você poderá identificar rapidamente se o desconto é verdadeiro.

Também vale ficar atento aos cupons das plataformas, especialmente durante grandes campanhas.

Para quem compra eletrônicos, componentes de computador e acessórios, essa combinação pode gerar economias interessantes.

Vale a pena comemorar o fim da taxa das blusinhas?

Para o consumidor, sim — mas com algumas ressalvas.

O Congresso aprovou uma mudança importante ao manter em zero o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória que já havia zerado essa cobrança em maio foi aprovada pelas duas Casas em 3 de setembro de 2026 e agora aguarda sanção presidencial.

Na prática, isso representa um alívio tributário relevante para quem compra produtos baratos no exterior.

Mas não é o fim de todos os impostos.

O ICMS continua existindo, e o valor final ainda depende do estado, do câmbio, do frete e do preço praticado pelo vendedor.

Também é importante não criar uma expectativa exagerada de que todos os produtos chineses voltarão aos preços de anos atrás.

O mercado mudou desde 2024. Vendedores, plataformas, logística, câmbio e tributação passaram por transformações.

Mesmo assim, a retirada do Imposto de Importação cria uma nova oportunidade para o comércio internacional.

E o momento é particularmente interessante porque a Black Friday 2026 está se aproximando.

Se as plataformas combinarem o novo cenário tributário com cupons e grandes campanhas promocionais, podemos ter uma temporada de ofertas internacionais consideravelmente mais competitiva.

Para quem gosta de comprar no AliExpress, Shopee e outros marketplaces, portanto, vale ficar de olho.

A regra mais importante é simples: não olhe apenas para o desconto anunciado. Compare sempre o preço final, incluindo ICMS, frete e qualquer outro custo da compra.

Perguntas Frequentes

A taxa das blusinhas acabou definitivamente?

O Congresso aprovou o texto que mantém zerado o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, mas em 3 de setembro de 2026 a medida ainda aguardava sanção presidencial. Portanto, o mais preciso é dizer que o fim da taxa foi aprovado pelo Congresso, e não que já havia uma nova lei sancionada.

Compras de até US$ 50 ficarão totalmente sem impostos?

Não. O Imposto de Importação federal fica zerado, mas o ICMS continua sendo cobrado. Atualmente, a alíquota do ICMS para essas operações varia de 17% a 20%, conforme o estado.

Quanto é US$ 50 em reais?

O valor varia conforme a cotação do dólar utilizada na operação. Por isso, não existe um limite fixo em reais. O consumidor deve observar o equivalente a US$ 50 no momento da compra e considerar também as regras sobre valor aduaneiro.

A taxa das blusinhas era de 20%?

Sim. A tributação criada em 2024 estabeleceu uma alíquota de 20% de Imposto de Importação para compras de até US$ 50 dentro do Remessa Conforme. Essa cobrança federal foi posteriormente zerada pela MP 1.357/2026.

O ICMS também vai acabar?

Não. O fim da taxa das blusinhas trata do Imposto de Importação federal. O ICMS é um tributo estadual e continua sendo aplicado às compras internacionais.

O fim da taxa vai deixar o AliExpress mais barato?

Pode deixar algumas ofertas mais competitivas, principalmente produtos de pequeno valor, mas não existe garantia de redução automática de 20% no preço final. O valor também depende de câmbio, frete, preço do vendedor, ICMS, cupons e promoções.

A reforma tributária vai criar outro imposto sobre as compras internacionais?

A reforma tributária cria CBS e IBS e também estabelece regras específicas para importações, mas esses tributos não simplesmente substituem o Imposto de Importação. A própria Receita Federal trata o II, CBS-Importação e IBS-Importação separadamente no novo sistema.

A Black Friday 2026 terá produtos importados mais baratos?

Existe potencial para isso, especialmente porque a Black Friday acontece poucos meses depois da aprovação do fim da taxa. Entretanto, o preço dependerá das estratégias de cada marketplace e vendedor. A melhor forma de aproveitar será comparar o preço final e combinar promoções, cupons e cashback quando disponíveis.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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