Bigme B7 Pro vale a pena? Review completo do leitor E Ink com Android, caneta, 4G e câmera

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Se você gosta da ideia de ter um Kindle, mas sente falta da liberdade de um tablet Android, o Bigme B7 Pro é um daqueles dispositivos que chamam atenção justamente por tentar juntar dois mundos diferentes. Ele tem tela E Ink colorida de 7 polegadas, acompanha caneta para escrita e anotações, roda Android 14 e ainda oferece recursos pouco comuns entre leitores digitais, como câmera traseira, expansão por microSD, suporte a chip 4G, Bluetooth e instalação praticamente livre de aplicativos.

Depois de quase um mês utilizando o B7 Pro, fica claro que ele não foi projetado para simplesmente substituir um Kindle tradicional. A proposta é mais ampla: oferecer uma experiência de leitura com menos distrações, mas sem abrir mão da flexibilidade que normalmente associamos aos tablets.

E isso também explica algumas das suas limitações. A tela de 7 polegadas tem apenas 150 PPI no modo colorido, o que não é ideal para quadrinhos, revistas e conteúdos em que imagens e detalhes fazem muita diferença. A escrita com a caneta também apresenta um pequeno atraso, sendo adequada para anotações, mas não tão refinada quanto a experiência encontrada em tablets premium ou em leitores digitais especializados em escrita.

Por outro lado, o conjunto de hardware, Android, 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento, 4G, câmera e caneta transforma o B7 Pro em um equipamento bastante versátil.

A grande questão, portanto, não é simplesmente saber se ele é melhor que um Kindle. É entender para quem o Bigme B7 Pro realmente faz sentido.

Bigme B7 Pro: o que é exatamente?

O Bigme B7 Pro é um leitor digital com tela E Ink colorida e sistema Android. Na prática, ele ocupa uma posição intermediária entre um e-reader tradicional e um tablet convencional.

Enquanto um Kindle é extremamente focado em leitura e utiliza um sistema fechado, o B7 Pro permite instalar aplicativos Android, navegar na internet, acessar serviços de armazenamento em nuvem, utilizar diferentes plataformas de livros digitais e fazer anotações com a caneta.

Essa diferença muda completamente a proposta do produto.

Você pode instalar o Kindle, Kobo, Google Play Books, Scribd, aplicativos de PDF, navegadores, Google Drive, OneDrive e diversos outros programas. O aparelho deixa de ser apenas um “leitor de livros” e passa a funcionar como uma espécie de tablet E Ink compacto.

Principais especificações do Bigme B7 Pro

CaracterísticaBigme B7 Pro
TelaE Ink colorida de 7 polegadas
Resolução632 × 840 pixels
Densidade150 PPI no modo colorido
SistemaAndroid 14
RAM8 GB
Armazenamento256 GB
ProcessadorMediaTek Dimensity 1080
Bateria3.000 mAh
Câmera traseira5 MP
VídeoAté 1080p
Conectividade móvel4G
Wi-FiSim
Bluetooth5.3
ExpansãomicroSD
CanetaInclusa, com carregamento magnético
USBUSB-C
Alto-falanteMono
Microfones2

O conjunto é muito mais completo do que normalmente encontramos em um e-reader.

Design compacto e construção acima da média

Um dos pontos que mais agradam no B7 Pro é justamente o tamanho.

O aparelho mede aproximadamente 15,6 cm de altura por 13,8 cm de largura, com apenas 5,7 mm de espessura. É um dispositivo fino e relativamente compacto, fácil de transportar em uma mochila, bolsa ou até em uma pasta pequena.

A traseira utiliza alumínio, enquanto as laterais são construídas em plástico.

Essa combinação passa uma sensação mais premium do que muitos leitores digitais tradicionais. O Kindle, por exemplo, aposta em uma construção predominantemente plástica, geralmente com acabamento emborrachado.

O B7 Pro não parece um tablet convencional encolhido. Ele tem uma identidade própria e, principalmente, uma espessura que favorece bastante a mobilidade.

A capa magnética ajuda bastante

Outro detalhe interessante é a capa magnética que acompanha o aparelho.

Além de proteger a tela, ela ajuda a reduzir a necessidade de utilizar constantemente o botão físico de energia. Dependendo da forma como você utiliza o dispositivo, isso torna a experiência mais prática no dia a dia.

O botão de energia, localizado na parte superior, pode exigir um pouco de adaptação por causa da posição.

Câmera de 5 MP: parece desnecessária, mas faz sentido

Uma das características mais curiosas do Bigme B7 Pro é a câmera traseira de 5 MP.

Em um primeiro momento, pode parecer uma escolha estranha colocar câmera em um leitor E Ink. Afinal, quem compra um Kindle normalmente não está procurando fotografar ou gravar vídeos.

Mas o cenário muda quando pensamos no B7 Pro como um dispositivo Android voltado para produtividade.

Um estudante pode utilizar a câmera para:

  • fotografar uma página de livro;
  • registrar informações de uma aula;
  • digitalizar documentos;
  • fotografar anotações;
  • capturar uma imagem do quadro;
  • enviar documentos para a nuvem;
  • consultar rapidamente algum material sem pegar o smartphone.

A câmera também consegue gravar vídeos em 1080p.

É importante, entretanto, não esperar qualidade fotográfica de smartphone. A tela E Ink não é adequada para avaliar fotos e vídeos com precisão e a câmera não pretende competir com aparelhos convencionais.

O interessante é justamente a conveniência.

Se você estiver estudando com o B7 Pro e precisar fotografar alguma coisa, não precisa interromper a atividade para pegar o celular.

Depois, os arquivos podem ser transferidos para outro dispositivo ou armazenados em serviços como Google Drive e OneDrive.

Conectividade: aqui o B7 Pro se distancia bastante do Kindle

O conjunto de conexões é um dos grandes diferenciais do aparelho.

Na lateral existe uma porta USB-C e alto-falante mono. O aparelho também possui dois microfones, Bluetooth 5.3, Wi-Fi, entrada para cartão microSD e suporte a chip de operadora com 4G.

Isso é bastante incomum em leitores digitais.

4G e microSD são grandes diferenciais

O suporte a microSD é especialmente interessante para quem pretende armazenar muitos livros, PDFs, documentos e aplicativos.

Os 256 GB internos já são suficientes para a maioria dos usuários, mas a possibilidade de expansão elimina uma preocupação importante para quem trabalha com arquivos pesados.

O 4G também pode ser útil para quem pretende usar o aparelho fora de casa.

Com um chip compatível, você pode acessar a internet sem depender de uma rede Wi-Fi.

Para quem quer um dispositivo independente do smartphone, esse recurso faz bastante sentido.

Bluetooth 5.3

O Bluetooth permite conectar:

  • fones de ouvido;
  • caixas de som;
  • teclados;
  • outros acessórios compatíveis.

Isso abre uma possibilidade interessante: usar o B7 Pro como uma pequena estação de escrita e produtividade.

Você pode, por exemplo, conectar um teclado Bluetooth e utilizar aplicativos de texto enquanto aproveita as vantagens da tela E Ink.

A caneta acompanha o Bigme B7 Pro

A caneta é uma das principais características que diferenciam o B7 Pro de um Kindle convencional.

Ela vem incluída na caixa e possui carregamento sem fio por meio da fixação magnética na lateral do aparelho.

O encaixe tem posição definida. Se você tentar colocar a caneta invertida, ela não fica presa corretamente.

Isso é positivo porque reduz a possibilidade de deixar a caneta presa de maneira incorreta e acabar esquecendo de carregá-la.

Fisicamente, ela é relativamente grande e mais espessa que o próprio aparelho, o que proporciona uma pegada confortável durante sessões prolongadas de escrita.

O botão da caneta é a borracha?

Existe, porém, uma pequena curva de aprendizado.

A caneta possui um botão na parte superior, mas o sistema não deixa muito claro inicialmente que ele está relacionado à função de borracha.

Também seria interessante existir um tutorial de primeiro uso explicando todas as funções da caneta.

Depois que você entende como funciona, a experiência melhora bastante.

Uma função particularmente prática é utilizar o modo de borracha por seleção. Em vez de tentar apagar tudo passando a extremidade da caneta várias vezes sobre o desenho ou anotação, você pode selecionar o conteúdo que deseja eliminar.

Como é escrever no Bigme B7 Pro?

Aqui está um dos pontos em que é preciso controlar as expectativas.

A experiência de escrita é boa para anotações, mas não chega ao nível dos melhores tablets convencionais.

Existe um pequeno atraso entre o movimento da caneta e a representação do traço na tela. Não é algo que inviabilize a escrita, mas é perceptível.

Comparado com tablets premium, como alguns modelos da linha Galaxy Tab S, a resposta é claramente inferior.

A experiência também fica abaixo do que se espera de dispositivos especializados em escrita, como o Kindle Scribe.

Por outro lado, existe um aspecto muito importante: o traço é contínuo.

Para escrever listas, fazer anotações durante estudos, marcar PDFs, destacar informações e registrar ideias, isso é mais do que suficiente.

Para quem desenha, a história é diferente

O B7 Pro não seria minha primeira escolha para desenho mais elaborado.

O pequeno atraso e as características da tela E Ink tornam a experiência menos adequada para ilustrações complexas.

Para desenhos simples, esquemas, setas, mapas mentais e anotações visuais, funciona bem.

Mas quem procura uma ferramenta para desenho digital mais avançado provavelmente estará melhor servido por um tablet convencional com tela de alta taxa de atualização e uma caneta de baixa latência.

Tela E Ink colorida de 7 polegadas

A tela é simultaneamente uma das maiores qualidades e uma das maiores limitações do B7 Pro.

Ela utiliza tecnologia E Ink colorida e tem 7 polegadas, com resolução de 632 × 840 pixels.

No modo colorido, são aproximadamente 150 PPI.

Para textos tradicionais, especialmente livros, a experiência é bastante interessante.

O problema aparece quando você coloca imagens detalhadas na tela.

150 PPI faz diferença

Quanto menor a densidade de pixels, menor é a definição dos elementos gráficos.

Em textos simples, isso pode passar despercebido. Porém, em quadrinhos, mangás, revistas e PDFs ricos em imagens, a limitação fica muito mais evidente.

Esse é um dos motivos pelos quais o B7 Pro não é necessariamente a melhor opção para quem pretende consumir principalmente conteúdo visual.

A tela colorida é muito útil para quem gosta de destacar textos utilizando diferentes cores, mas não entrega a mesma definição de um tablet LCD ou OLED.

B7 Pro vs Kindle: qual é a proposta de cada um?

Comparar diretamente o Bigme B7 Pro com um Kindle pode ser enganoso porque os produtos seguem filosofias diferentes.

O Kindle é extremamente focado em leitura.

O Bigme tenta oferecer leitura + Android + produtividade + conectividade.

CaracterísticaBigme B7 ProKindle tradicional
Tela E InkSimSim
Tela coloridaSimDepende do modelo
AndroidSimNão
Aplicativos de terceirosAmpla liberdadeLimitada
CanetaSimDepende do modelo
4GSimDepende do modelo
Câmera5 MPNão
microSDSimGeralmente não
BluetoothSimSim
ProdutividadeAltaBaixa
SimplicidadeMédiaMuito alta
Foco em leituraAltoMuito alto

Portanto, quem procura somente um aparelho para abrir livros e ler durante horas pode encontrar um Kindle mais simples e conveniente.

Já quem quer liberdade para escolher aplicativos encontra uma vantagem enorme no Bigme.

Bigme B7 Pro vs Kindle Scribe

A comparação fica ainda mais interessante quando colocamos na disputa um modelo voltado para escrita, como o Kindle Scribe.

O Scribe oferece uma experiência muito refinada para leitura e anotações, mas normalmente trabalha dentro de um ecossistema muito mais fechado.

O Bigme, por sua vez, sacrifica parte da experiência de tela e caneta em troca de liberdade.

Na faixa de preço mencionada no teste, o B7 Pro pode custar aproximadamente metade de um Kindle Scribe em determinadas condições de compra no Brasil.

Isso muda bastante a análise de custo-benefício.

Onde o Bigme ganha

  • Android completo;
  • instalação de aplicativos;
  • câmera;
  • 4G;
  • microSD;
  • 256 GB;
  • caneta incluída;
  • maior liberdade de personalização;
  • possibilidade de usar diferentes aplicativos de leitura.

Onde o Kindle Scribe ganha

  • experiência de escrita mais refinada;
  • ecossistema Kindle;
  • tela maior;
  • experiência mais simples;
  • integração mais direta com o catálogo Kindle;
  • experiência mais consistente para leitura e anotações.

Ou seja: o B7 Pro não necessariamente é melhor. Ele simplesmente oferece mais possibilidades por um preço potencialmente menor.

Desempenho: o Dimensity 1080 ainda dá conta

O processador utilizado é o MediaTek Dimensity 1080.

É um chip que não é novo em 2026, mas possui desempenho bastante superior ao necessário para um leitor digital convencional.

O mesmo processador apareceu em smartphones intermediários como o Redmi Note 12 Pro, sendo um componente bastante competente para tarefas gerais.

No B7 Pro, entretanto, ele precisa lidar com uma tela E Ink, cuja experiência visual naturalmente possui limitações diferentes de um LCD ou OLED.

Para o tipo de utilização proposta, o desempenho é suficiente.

8 GB de RAM e 256 GB

A configuração inclui:

  • 8 GB de RAM;
  • 256 GB de armazenamento.

É uma combinação generosa para um dispositivo desse tipo.

É possível utilizar múltiplos aplicativos, alternar entre navegador e aplicativos de leitura e manter uma quantidade significativa de conteúdo armazenada.

Para leitura, PDFs, navegação, anotações e produtividade, dificilmente você sentirá falta de desempenho.

Resultado no Geekbench 6

Nos testes realizados, o B7 Pro apresentou aproximadamente:

TesteResultado
Single-core826 pontos
Multi-core2.460 pontos

Esses números ajudam a contextualizar o desempenho, mas não devem ser interpretados como se o B7 Pro fosse um smartphone tradicional.

O objetivo aqui não é rodar jogos pesados ou aplicativos que dependem de animações rápidas.

É fazer com que Android, navegador, aplicativos de leitura, documentos e multitarefa funcionem adequadamente.

E para isso o hardware é mais do que suficiente.

Android 14 deixa o B7 Pro muito mais interessante

Um dos maiores diferenciais do aparelho é o Android 14.

A Bigme modifica bastante a interface para adaptá-la às características da tela E Ink, mas mantém a liberdade do sistema Android.

Isso permite instalar aplicativos de diferentes serviços.

Entre os usos possíveis estão:

  • Kindle;
  • Kobo;
  • Google Play Books;
  • aplicativos de PDFs;
  • navegadores;
  • Google Drive;
  • OneDrive;
  • aplicativos de notas;
  • serviços de leitura por assinatura;
  • aplicativos educacionais;
  • ferramentas de produtividade.

Essa liberdade é talvez o principal motivo para escolher o B7 Pro em vez de um Kindle.

Bateria de 3.000 mAh

A bateria tem capacidade de 3.000 mAh.

Como é comum em dispositivos desse segmento, o consumo da tela E Ink é consideravelmente diferente de um tablet LCD convencional.

Em uso predominantemente voltado para leitura, a autonomia pode chegar a aproximadamente uma semana, dependendo do perfil de utilização.

Entretanto, esse número pode cair bastante quando você começa a usar recursos como:

  • 4G;
  • Wi-Fi constantemente ativo;
  • brilho elevado;
  • câmera;
  • navegação;
  • aplicativos Android mais pesados;
  • reprodução de áudio;
  • escrita frequente.

Atenção ao carregador

Um ponto importante observado durante os testes foi o comportamento do aparelho com carregador de alta potência.

Ao utilizar um carregador de 65 W, o dispositivo começou carregando rapidamente, chegando de aproximadamente 2% para 25% em apenas 10 minutos.

Porém, durante o processo, apresentou aquecimento e reinicializações consecutivas.

O problema desapareceu quando foi utilizado um carregador mais simples de 20 W, com tempo total de carregamento de aproximadamente 1 hora e 10 minutos.

Isso não significa necessariamente que o aparelho não possa utilizar carregadores mais potentes, mas mostra que não é uma boa ideia simplesmente assumir que qualquer carregador USB-C de alta potência será a melhor opção.

Para evitar problemas, vale utilizar uma fonte de boa qualidade e, preferencialmente, uma potência mais conservadora quando não houver especificação clara do fabricante.

Quanto tempo dura a bateria na prática?

No primeiro dia de uso, o aparelho chegou com aproximadamente 45% de carga e conseguiu permanecer funcionando até o final do dia mesmo após configurações iniciais, downloads e utilização intensa.

Depois disso, mesmo com bastante uso para configurar aplicativos e testar recursos, ainda havia uma quantidade considerável de bateria disponível.

Para leitura tradicional, a autonomia é uma das vantagens da tecnologia E Ink.

Ela não precisa manter uma iluminação de pixels constantemente como um painel LCD ou OLED, embora recursos adicionais do Android possam aumentar consideravelmente o consumo.

Prós e contras do Bigme B7 Pro

Pontos positivos

  • Tela E Ink colorida;
  • Android 14;
  • 8 GB de RAM;
  • 256 GB de armazenamento;
  • suporte a microSD;
  • 4G;
  • câmera de 5 MP;
  • caneta inclusa;
  • Bluetooth 5.3;
  • corpo fino;
  • construção com traseira de alumínio;
  • ótima versatilidade;
  • excelente para leitura e anotações;
  • possibilidade de instalar diferentes aplicativos.

Pontos negativos

  • Tela com apenas 150 PPI no modo colorido;
  • resolução limitada para quadrinhos;
  • pequeno atraso na escrita;
  • experiência de desenho inferior à de tablets convencionais;
  • interface pode exigir adaptação;
  • botão da caneta não é muito intuitivo inicialmente;
  • alto-falante mono;
  • comportamento inconsistente do LED de carregamento da caneta;
  • autonomia cai bastante com recursos Android e 4G;
  • não acompanha carregador.

Para quem o Bigme B7 Pro é indicado?

O B7 Pro é particularmente interessante para quem quer sair da tela do smartphone sem ficar preso às limitações de um Kindle tradicional.

Ele faz sentido para estudantes, leitores que utilizam várias plataformas, profissionais que trabalham com documentos e pessoas que gostam de fazer anotações diretamente nos livros e PDFs.

Também é uma alternativa interessante para quem quer um dispositivo pequeno para carregar diariamente.

É uma boa escolha para estudantes?

Sim.

A combinação de caneta, câmera, Android, 4G, armazenamento amplo e tela E Ink cria um conjunto interessante para estudos.

Você pode fotografar materiais, abrir PDFs, fazer anotações, acessar a nuvem e consultar informações na internet.

O principal cuidado é com materiais muito gráficos. Livros predominantemente textuais são muito mais adequados à tela do que PDFs complexos ou apresentações cheias de imagens.

E para leitura de quadrinhos?

Aqui eu teria mais cautela.

A tela colorida é um atrativo, mas os 150 PPI limitam a definição.

Para quem lê quadrinhos ocasionalmente, pode ser suficiente.

Para quem compra o aparelho especificamente para consumir quadrinhos, mangás e revistas diariamente, existem opções mais interessantes.

Bigme B7 Pro para o público brasileiro

No Brasil, a análise de custo-benefício depende bastante do preço final de importação e das promoções disponíveis.

Esse tipo de produto pode variar bastante de preço conforme a loja, impostos, câmbio, cupons e condições de envio.

Por isso, mais importante do que olhar apenas para o preço anunciado é calcular o valor final entregue no Brasil.

Se o B7 Pro aparecer por uma faixa significativamente inferior à de leitores premium com caneta, seu pacote de recursos se torna muito mais interessante.

Por outro lado, se a diferença de preço para um concorrente mais sofisticado ficar pequena, vale considerar cuidadosamente a qualidade da tela e da escrita.

O que observar antes de comprar

Antes de fechar a compra, confira:

  1. preço final com impostos;
  2. prazo de entrega;
  3. garantia;
  4. política de devolução;
  5. compatibilidade do 4G com as bandas utilizadas no Brasil;
  6. disponibilidade de acessórios;
  7. preço da caneta de reposição;
  8. capacidade real de expansão via microSD;
  9. versão do sistema operacional;
  10. existência de Play Store e compatibilidade dos aplicativos desejados.

Esse último ponto é particularmente importante em dispositivos Android importados.

Bigme B7 Pro: vale a pena?

O Bigme B7 Pro vale a pena para um público bastante específico.

Se a sua prioridade absoluta é ter a melhor tela possível para leitura, especialmente para quadrinhos, revistas e conteúdo visual, existem alternativas mais adequadas.

Se você quer a melhor experiência possível de escrita com uma caneta, também existem opções superiores.

Mas se a sua prioridade é ter um leitor E Ink compacto, colorido, com Android, câmera, 4G, microSD, 256 GB de armazenamento e caneta, o B7 Pro passa a ser uma opção muito interessante.

Ele não tenta ser simplesmente um Kindle melhor.

Sua proposta é diferente: oferecer a experiência confortável da E Ink sem abrir mão da liberdade do Android.

E é justamente essa combinação que torna o aparelho tão interessante.

Minha recomendação final

Para quem lê principalmente livros tradicionais e quer apenas um aparelho simples para leitura, eu continuaria preferindo um Kindle ou outro e-reader mais básico.

Para quem quer liberdade de instalar aplicativos, acessar diferentes plataformas de leitura, fazer anotações, trabalhar com PDFs, usar 4G, armazenar muitos arquivos e até fotografar documentos, o Bigme B7 Pro entrega um pacote extremamente completo.

O principal ponto é entender a tela antes da compra.

Os 150 PPI no modo colorido não são um detalhe. Eles fazem diferença e podem frustrar quem espera uma experiência semelhante à de um tablet LCD ou OLED.

Por isso, minha avaliação é simples: o Bigme B7 Pro é excelente como “tablet E Ink compacto”, mas não necessariamente é o melhor e-reader para todos os usuários.

Ele vale especialmente a pena para quem quer fugir do smartphone e, ao mesmo tempo, não quer abrir mão da liberdade que só um sistema Android oferece.

Perguntas Frequentes

O Bigme B7 Pro roda Android?

Sim. O aparelho utiliza Android 14 com uma interface adaptada para a tecnologia E Ink e permite instalar diversos aplicativos Android.

O Bigme B7 Pro acompanha caneta?

Sim. A caneta acompanha o aparelho e possui carregamento magnético sem fio na lateral do dispositivo.

O Bigme B7 Pro tem chip 4G?

Sim. O aparelho possui suporte a chip de operadora e conectividade 4G, permitindo acesso à internet móvel sem depender exclusivamente de Wi-Fi.

O Bigme B7 Pro tem entrada para cartão microSD?

Sim. O aparelho possui entrada para microSD, permitindo ampliar o armazenamento disponível além dos 256 GB internos.

A câmera de 5 MP do Bigme B7 Pro é boa?

Ela não foi projetada para competir com câmeras de smartphones. Seu principal benefício é a praticidade para fotografar documentos, páginas, anotações e outros materiais durante o estudo ou trabalho.

O Bigme B7 Pro é bom para quadrinhos?

Ele consegue exibir quadrinhos, mas a resolução de 632 × 840 pixels e a densidade de aproximadamente 150 PPI no modo colorido limitam a definição. Para quem lê muitos quadrinhos, existem alternativas com tela mais adequada.

A caneta do Bigme B7 Pro tem atraso?

Sim. Existe um pequeno atraso entre o movimento da caneta e a aparição do traço. Para anotações, marcações e desenhos simples, isso não compromete significativamente a experiência, mas tablets premium e leitores especializados podem oferecer uma resposta melhor.

A bateria do Bigme B7 Pro dura quanto tempo?

Em uso predominantemente voltado para leitura, a autonomia pode chegar a aproximadamente uma semana, mas varia bastante conforme o uso de 4G, Wi-Fi, brilho, aplicativos Android, câmera, áudio e escrita.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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