Amazfit T-Rex Dual Solar é o smartwatch que quase esquece a tomada: tela AMOLED, safira e até 51 dias com energia solar

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A Amazfit acaba de apresentar um dos smartwatches mais diferentes de toda a sua linha T-Rex. O novo Amazfit T-Rex Dual Solar combina uma construção extremamente resistente, tela AMOLED de 3.000 nits, vidro de safira, GPS avançado, mapas offline e mais de 180 modos esportivos com uma tecnologia que até pouco tempo parecia difícil de colocar em um relógio AMOLED: carregamento solar nos dois lados.

E não estamos falando de um pequeno painel escondido apenas ao redor da tela. O T-Rex Dual Solar consegue captar energia tanto pela própria região do display quanto por uma placa traseira de vitrocerâmica, criando um sistema de carregamento solar de dupla face. A Amazfit afirma que este é o primeiro smartwatch AMOLED do mundo com esse tipo de arquitetura.

A autonomia convencional já é bastante elevada, chegando a 25 dias em uso típico. Com três horas diárias de exposição a uma condição solar de 50.000 lux, o painel frontal pode levar essa autonomia para até 34 dias, enquanto a captação traseira chega a 51 dias no mesmo cenário de uso típico.

E existe ainda um número que chamou muita atenção durante o lançamento: até 180 dias de autonomia. Mas aqui é preciso explicar exatamente o que isso significa, porque não são 180 dias de uso normal com GPS, notificações e todos os sensores funcionando como no dia a dia. Esse número está associado a um modo outdoor extremo com uso muito reduzido do GPS e condições específicas de recarga solar.

O resultado é um relógio que não tenta apenas durar mais que os concorrentes. Ele foi projetado para quem passa dias ou até semanas longe de uma tomada, especialmente em trilhas, expedições, ciclismo, corrida de longa distância e outras atividades ao ar livre.

O grande diferencial: carregamento solar nos dois lados

O nome Dual Solar não é apenas marketing.

O relógio possui dois caminhos para aproveitar a luz.

O primeiro está na parte frontal. A própria região do display AMOLED foi desenvolvida para permitir a captação de energia solar.

O segundo fica na parte traseira, utilizando uma placa de vidro cerâmico que possui uma área de captação ativa superior à do painel frontal. Segundo a Amazfit, a área traseira é mais de duas vezes maior que a área de carregamento frontal.

Isso é especialmente interessante porque o relógio consegue aproveitar diferentes situações.

Quando está no pulso, o painel frontal pode receber luz ambiente e solar. Quando você tira o relógio e o deixa sobre uma superfície com a parte traseira voltada para cima, a área traseira pode aproveitar a iluminação.

É uma abordagem diferente da adotada pelos relógios solares tradicionais.

Como é possível ter painel solar em uma tela AMOLED?

Essa é provavelmente a parte mais curiosa do projeto.

Tradicionalmente, relógios com carregamento solar utilizam telas extremamente eficientes, como painéis transflectivos de baixo consumo. A estratégia permite gastar pouca energia e aproveitar a luz ambiente para manter a bateria por muito mais tempo.

A Amazfit seguiu outro caminho.

O T-Rex Dual Solar utiliza uma tela AMOLED colorida de 1,32 polegada, com resolução de 466 × 466 pixels e brilho máximo de 3.000 nits, enquanto a arquitetura solar fica integrada ao conjunto óptico do display.

Isso permite manter as vantagens de um AMOLED — cores fortes, preto profundo, excelente contraste e uma interface muito mais moderna — sem abrir mão da geração de energia solar.

É justamente essa combinação que torna o relógio tão diferente.

A tela é menor por causa do sistema solar?

Sim, e aqui existe uma explicação bastante lógica.

O T-Rex Dual Solar possui uma tela circular de 1,32 polegada, enquanto outros modelos grandes da família T-Rex utilizam displays de 1,5 polegada.

A própria construção do Dual Solar precisa reservar espaço ao redor do painel para a arquitetura responsável pela captação de energia. O relógio, por isso, não tenta simplesmente colocar a maior tela possível dentro da caixa.

O resultado é uma área de visualização menor, mas acompanhada de uma tecnologia que não existe nos outros modelos da linha.

E a resolução continua alta: 466 × 466 pixels, com densidade de 353 PPI.

3.000 nits e vidro de safira

Mesmo com toda essa preocupação com eficiência energética, a Amazfit não economizou na tela.

O T-Rex Dual Solar possui:

  • AMOLED de 1,32″;
  • resolução de 466 × 466;
  • até 3.000 nits;
  • vidro de safira;
  • tela sensível ao toque;
  • 353 PPI.

O brilho máximo de 3.000 nits é particularmente importante em um relógio voltado para atividades externas.

Em uma trilha, por exemplo, não adianta ter mapas e informações de navegação se a tela ficar difícil de enxergar sob o sol.

A Amazfit posiciona justamente o brilho elevado como parte da proposta outdoor do aparelho.

Construção em titânio e vidro de safira

O T-Rex Dual Solar também não é um relógio simples em termos de construção.

A moldura e os botões são feitos de titânio Grau 5, enquanto a parte traseira combina titânio com a placa de vidro cerâmico responsável pelo carregamento solar.

O conjunto fica assim:

ComponenteMaterial
MolduraTitânio Grau 5
BotõesTitânio Grau 5
Estrutura intermediáriaPolímero reforçado com fibra
Parte traseiraTitânio + vidro cerâmico
TelaVidro de safira
PulseiraSilicone
Resistência à água10 ATM

O peso do corpo do relógio, sem a pulseira, é de aproximadamente 69 gramas, enquanto a pulseira acrescenta cerca de 25,5 gramas. A caixa mede 51,4 mm de diâmetro e chega a 16,9 mm de espessura considerando o sensor cardíaco.

Ou seja: é um relógio grande e robusto.

É um T-Rex realmente feito para aventura

A Amazfit mantém a proposta de resistência da família.

O Dual Solar possui resistência à água de 10 ATM e foi projetado para atividades outdoor. A empresa também destaca a resistência de nível militar e a combinação de titânio e safira.

Além disso, o modelo suporta mergulho livre de até 50 metros e mergulho recreativo, superando os 45 metros anunciados para o T-Rex 3 Pro.

É uma diferença importante para quem realmente utiliza o relógio em atividades aquáticas.

Naturalmente, resistência à água e recursos de mergulho não significam que o relógio deva ser tratado como substituto de um computador de mergulho profissional em situações críticas. A própria Amazfit classifica o recurso dentro das modalidades suportadas pelo dispositivo.

A bateria é realmente impressionante

A bateria possui capacidade nominal de 660 mAh.

Sem considerar a energia solar, a autonomia típica chega a 25 dias.

Já utilizando o carregamento solar:

CenárioAutonomia anunciada
Uso típicoAté 25 dias
Uso típico + 3h de solar frontal/diaAté 34 dias
Uso típico + 3h de solar traseiro/diaAté 51 dias
GPS em precisão máximaAté 41 horas
Corrida em trilha, modo normalAté 48 horas
Corrida em trilha, modo pesadoAté 33 horas
Modo outdoor extremoAté 40 dias
Modo relógioAté 60 dias

Os números solares consideram condições específicas de laboratório, com 50.000 lux durante três horas por dia. A autonomia real varia de acordo com brilho, GPS, sensores, notificações, temperatura, frequência de uso e condições de iluminação.

Portanto, os 51 dias não significam que qualquer usuário simplesmente coloque o relógio no pulso e automaticamente terá quase dois meses de bateria.

Mas a tecnologia pode aumentar bastante o intervalo entre recargas.

E os famosos 180 dias?

Aqui está a parte que mais gera confusão.

O T-Rex Dual Solar realmente tem uma especificação oficial que chega a 180 dias, mas isso acontece em um cenário muito específico.

A Amazfit descreve um modo GNSS Outdoor Extreme, no qual o GPS é utilizado apenas uma vez por hora, há 12 ativações da tela pelo movimento do pulso por dia, cinco operações de bússola e uma utilização da lanterna por dia. Com três horas diárias de exposição solar a 50.000 lux, o painel traseiro pode levar a autonomia a até 180 dias.

Portanto, não é correto escrever simplesmente:

“A bateria dura 180 dias.”

A maneira correta de explicar é:

O T-Rex Dual Solar pode chegar a 180 dias em um modo outdoor extremo, com uso bastante limitado e condições específicas de carregamento solar.

No uso típico, o número oficial mais importante é 25 dias, podendo chegar a 51 dias com três horas diárias de carregamento solar traseiro.

Essa diferença deixa a informação muito mais transparente.

O painel traseiro é maior que o frontal

Esse é outro detalhe muito inteligente do projeto.

Quando o relógio está no pulso, o painel frontal é a principal superfície disponível para receber luz.

Porém, quando você tira o relógio, pode deixá-lo sobre uma mesa ou outra superfície com a traseira voltada para cima.

A placa traseira de vidro cerâmico tem mais de duas vezes a área de carregamento ativo do painel frontal, segundo a Amazfit.

Isso explica por que o cenário de carregamento solar traseiro apresenta até 51 dias, contra 34 dias usando a captação frontal nas condições típicas especificadas.

Não é necessário depender apenas do sol

É importante entender o objetivo da tecnologia.

O carregamento solar não substitui completamente a recarga convencional.

A própria Amazfit informa que a energia solar serve para complementar a bateria e prolongar sua duração, e não para eliminar definitivamente a necessidade de carregamento por cabo. A recarga solar também possui limitações relacionadas à temperatura e ao nível de carga da bateria.

Na prática, a grande vantagem é reduzir drasticamente a frequência com que você precisa procurar uma tomada.

Para uma pessoa que faz uma viagem de duas ou três semanas, por exemplo, a possibilidade de recuperar energia diariamente pode ser muito mais interessante do que simplesmente ter uma bateria grande.

GPS de dupla frequência para trilhas e expedições

Como seria esperado de um T-Rex topo de linha, a navegação também recebeu bastante atenção.

O relógio oferece sistemas de posicionamento por satélite, mapas coloridos pré-carregados e possibilidade de baixar mapas de contorno e mapas de estações de esqui. Também há planejamento de rotas, navegação curva a curva, busca de pontos de interesse e recálculo automático.

Isso permite utilizar o relógio muito mais como ferramenta de navegação do que simplesmente como um contador de passos.

Mapas offline direto no pulso

Essa é uma das funções que mais fazem sentido em um relógio como esse.

O T-Rex Dual Solar possui mapas coloridos pré-carregados e permite baixar mapas adicionais, incluindo informações de relevo e estações de esqui.

Você pode planejar uma rota e acompanhar o caminho diretamente pelo relógio.

Há também navegação curva a curva, busca de POIs e recálculo automático caso você saia do percurso.

Para quem faz trilhas em regiões onde a conexão de celular não é confiável, isso pode ser muito mais importante do que recursos de smartwatch tradicionais.

LiveShare permite compartilhar sua localização

Outra novidade bastante interessante é o LiveShare.

O recurso permite compartilhar sua localização durante uma atividade, ajudando outras pessoas a acompanhar sua posição durante aventuras ou atividades remotas. A Amazfit coloca a função entre os principais recursos do T-Rex Dual Solar.

Para trilhas e expedições, isso pode ser útil para que familiares ou amigos saibam onde você está durante determinado percurso.

Mais de 180 modos esportivos

A Amazfit não economizou na quantidade de atividades suportadas.

O T-Rex Dual Solar oferece mais de 180 modos esportivos, abrangendo corrida, caminhada, ciclismo, natação, trilhas, escalada, musculação, HIIT, yoga, HYROX, esportes de inverno e várias outras modalidades.

Entre os exemplos estão:

  • corrida de rua;
  • corrida em trilha;
  • ultramaratona;
  • caminhada;
  • ciclismo;
  • mountain bike;
  • BMX;
  • gravel;
  • natação em piscina;
  • natação em águas abertas;
  • escalada;
  • trekking;
  • orientação;
  • caça;
  • pesca;
  • musculação;
  • HIIT;
  • yoga;
  • Pilates;
  • HYROX;
  • esqui;
  • snowboard;
  • esportes outdoor.

É uma plataforma bastante completa para quem pratica mais de uma modalidade.

Treinamento híbrido é uma das apostas do novo T-Rex

Além da quantidade de modos esportivos, o relógio traz uma camada mais avançada de análise de treinamento.

A Amazfit utiliza o sistema HybridCharge, que combina informações de carga de treino, BioCharge e LifeLoad para ajudar a interpretar o impacto dos exercícios, descanso, sono e atividades do dia a dia.

O relógio também acompanha métricas como:

  • carga de treino;
  • Training Effect;
  • VO₂ Max;
  • tempo de recuperação;
  • desempenho;
  • recuperação.

A proposta é deixar de mostrar apenas “quantos quilômetros você correu” e passar a ajudar na interpretação de como o corpo está respondendo à rotina de treinamento.

Compatibilidade com TrainingPeaks, Runna, Intervals.icu e Strava

Quem já utiliza plataformas esportivas também encontra integração.

A Amazfit informa suporte para importar planos estruturados do TrainingPeaks, Runna e Intervals.icu, além de sincronizar atividades concluídas com o Strava.

Isso é particularmente interessante para corredores e atletas que já possuem uma rotina de treinamento estruturada.

O relógio deixa de ser apenas um dispositivo que registra os exercícios e passa a fazer parte de um ecossistema maior.

Zepp Flow e chamadas Bluetooth

O T-Rex Dual Solar também não é apenas um relógio esportivo.

Ele possui microfone e alto-falante, permitindo realizar chamadas Bluetooth quando conectado ao smartphone.

O modelo também suporta Zepp Flow, o sistema de controle por voz da Amazfit.

Em smartphones Android, a plataforma pode ser utilizada para respostas a mensagens por voz, além de outros comandos do relógio. O suporte a idiomas inclui português.

Isso torna o relógio mais completo para o uso cotidiano.

Lanterna integrada com luz branca e vermelha

Outro recurso que combina perfeitamente com a proposta outdoor é a lanterna.

O T-Rex Dual Solar possui uma lanterna integrada com luz branca e vermelha, incluindo um modo Boost para aumentar a iluminação quando necessário.

Existe também um recurso de sinalização SOS.

Para quem acampa, faz trilhas ou passa bastante tempo ao ar livre, isso pode ser muito mais útil do que parece.

E é uma solução que evita precisar carregar outro equipamento apenas para ter uma pequena fonte de iluminação.

O sistema de quatro botões continua presente

O relógio possui quatro botões físicos.

Isso é importante em atividades outdoor porque depender exclusivamente da tela sensível ao toque pode ser complicado quando você está usando luvas, está com as mãos molhadas ou simplesmente precisa acessar uma função rapidamente.

A presença de botões físicos também combina com a proposta de resistência do T-Rex.

Armazenamento e música

O relógio também possui armazenamento interno para recursos como música e podcasts.

A Amazfit lista suporte a armazenamento de podcasts e música, além de controle de reprodução e conexão com acessórios Bluetooth compatíveis.

Também é possível conectar dispositivos Bluetooth compatíveis, incluindo:

  • cintas de frequência cardíaca;
  • sensores de cadência;
  • medidores de potência;
  • footpods Stryd;
  • monitores de qualidade do ar;
  • câmeras de ação.

Isso coloca o Dual Solar mais próximo de um equipamento esportivo completo do que de um smartwatch convencional.

Uma comparação com o T-Rex 3 Pro

É inevitável comparar o novo relógio com o T-Rex 3 Pro, principalmente porque ele já era um dos modelos mais avançados da Amazfit.

CaracterísticaT-Rex 3 Pro 48 mmT-Rex Dual Solar
TelaAMOLED 1,5″AMOLED 1,32″
Brilho3.000 nits3.000 nits
ProteçãoSafiraSafira
MolduraTitânio Grau 5Titânio Grau 5
SolarNãoDupla face
Bateria típicaAté 25 diasAté 25 dias
Solar traseiroAté 51 dias
Solar frontalAté 34 dias
Modo extremoAté 180 dias em cenário específico
GPS precisoAté 38 hAté 41 h
Modos esportivos180+180+
Resistência10 ATM10 ATM
MergulhoAté 45 mAté 50 m
MapasSimSim
LiveShareSim
LanternaSimSim
Chamadas BluetoothSimSim
Zepp FlowSimSim

O T-Rex 3 Pro ainda possui uma tela maior de 1,5 polegada na versão de 48 mm e bateria de até 25 dias em uso típico. O Dual Solar, por outro lado, adiciona a tecnologia de geração solar, LiveShare e suporte a mergulho livre de até 50 metros.

E o T-Rex Dual Solar contra o T-Rex Ultra 2?

O Ultra 2 também continua sendo um modelo muito robusto dentro da família.

Ele possui tela AMOLED de 1,5″, brilho de 3.000 nits, safira, 10 ATM e bateria de até 30 dias, mas não possui carregamento solar.

A diferença fica bastante clara:

RecursoT-Rex Dual SolarT-Rex Ultra 2
AMOLED
3.000 nits
Safira
Titânio
SolarDuplo
Bateria típica25 diasAté 30 dias
GPS preciso41 h50 h
Mergulho livre50 m45 m
Tela maior1,5″
LiveShare

O Ultra 2 continua tendo vantagens em tela e autonomia convencional, enquanto o Dual Solar aposta na geração de energia para reduzir a necessidade de recargas.

O preço é alto, mas a tecnologia também é diferente

Nos Estados Unidos, o T-Rex Dual Solar foi lançado por US$ 649,99 em 22 de setembro de 2026. Na Europa, o preço anunciado é de aproximadamente €649,90.

Em conversão direta, o valor americano equivale a pouco mais de R$ 3.300, mas isso não representa o preço brasileiro: impostos, distribuição, margem, câmbio e eventual política comercial podem alterar completamente o valor final.

Até o momento da pesquisa, em 23 de setembro de 2026, a Amazfit ainda não havia divulgado oficialmente um preço ou uma data de lançamento do T-Rex Dual Solar no Brasil.

Portanto, qualquer preço em reais encontrado em importadores neste momento deve ser tratado como preço de importação, e não como preço oficial brasileiro.

O T-Rex 3 Pro deve cair de preço?

É possível que a chegada do Dual Solar aumente a pressão promocional sobre os modelos anteriores, embora isso dependa da estratégia comercial da Amazfit e dos varejistas.

O T-Rex 3 Pro já aparece atualmente no site brasileiro da Amazfit por R$ 2.599, enquanto anteriormente seu posicionamento era mais próximo da faixa de R$ 3.000 ou acima.

Isso cria uma situação interessante.

Quem não precisa de carregamento solar pode encontrar no T-Rex 3 Pro uma alternativa mais barata, com tela maior, safira, titânio, GPS avançado, 180+ modos esportivos, lanterna e suporte a mergulho.

Já o Dual Solar cobra pelo novo sistema de energia e pela proposta de expedição.

Para quem o T-Rex Dual Solar faz mais sentido?

O relógio não foi pensado necessariamente para quem quer apenas um smartwatch bonito para receber notificações.

A proposta é muito mais específica.

Ele faz bastante sentido para quem:

  • faz trilhas longas;
  • pratica corrida de montanha;
  • viaja para regiões remotas;
  • passa vários dias acampando;
  • pratica ciclismo de longa distância;
  • participa de expedições;
  • mergulha;
  • quer mapas offline;
  • precisa de GPS por longos períodos;
  • não gosta de carregar o relógio constantemente;
  • valoriza resistência física;
  • quer uma tela AMOLED sem abrir mão da autonomia.

Para quem simplesmente vai usar o relógio na academia, receber notificações e acompanhar passos e sono, boa parte da tecnologia solar provavelmente será pouco aproveitada.

A tecnologia solar realmente muda a experiência?

Sim, mas é importante entender de que maneira.

O principal benefício não é transformar o relógio em um dispositivo que nunca precisa ser carregado.

O benefício é aumentar o intervalo entre as recargas.

Imagine uma pessoa que normalmente precisaria colocar o relógio no carregador a cada três semanas. Com exposição frequente ao sol, parte da energia consumida diariamente pode ser recuperada.

Isso reduz a necessidade de pensar em bateria.

Em uma expedição de vários dias, essa diferença pode ser ainda mais importante.

E é justamente nesse cenário que a tecnologia começa a fazer sentido.

Pontos positivos do Amazfit T-Rex Dual Solar

O que mais chama atenção

  • Carregamento solar pela frente e pela traseira;
  • primeiro smartwatch AMOLED da Amazfit com carregamento solar de dupla face;
  • até 25 dias em uso típico;
  • até 34 dias com solar frontal em cenário especificado;
  • até 51 dias com solar traseiro em cenário especificado;
  • até 180 dias em modo outdoor extremo e condições específicas;
  • tela AMOLED de 3.000 nits;
  • vidro de safira;
  • titânio Grau 5;
  • 10 ATM;
  • mergulho livre até 50 metros;
  • GPS avançado;
  • mapas offline;
  • planejamento de rotas;
  • LiveShare;
  • mais de 180 modos esportivos;
  • HybridCharge;
  • VO₂ Max e métricas de recuperação;
  • Zepp Flow;
  • chamadas Bluetooth;
  • lanterna branca e vermelha;
  • SOS;
  • compatibilidade com sensores Bluetooth;
  • integração com Strava, TrainingPeaks, Runna e Intervals.icu.

Pontos que merecem atenção

Nem tudo são vantagens.

O T-Rex Dual Solar também possui algumas características que precisam ser consideradas antes da compra.

A tela é menor

A tela de 1,32 polegada é significativamente menor do que a de 1,5 polegada do T-Rex 3 Pro de 48 mm.

Isso ajuda a viabilizar a arquitetura solar, mas pode fazer diferença principalmente na visualização de mapas.

O relógio é grande e pesado

Com 51,4 mm de diâmetro e aproximadamente 69 gramas sem pulseira, ele definitivamente não é um relógio pequeno.

Para quem tem pulso menor, vale considerar isso antes da compra.

O preço de lançamento é alto

US$ 649,99 coloca o Dual Solar acima de outros modelos da própria linha T-Rex.

A tecnologia é inédita dentro da família, mas o consumidor precisa avaliar se realmente utilizará esse diferencial.

Energia solar não elimina completamente a tomada

A Amazfit deixa claro que o carregamento solar complementa a bateria e possui limitações. Portanto, ainda existe carregamento convencional.

Os números máximos de bateria dependem de condições específicas

Os 51 dias e, principalmente, os 180 dias não representam o uso cotidiano convencional.

São resultados de cenários determinados pelo fabricante, com condições específicas de luminosidade e utilização.

Vale a pena comprar o Amazfit T-Rex Dual Solar?

O Amazfit T-Rex Dual Solar é provavelmente o T-Rex mais diferente já lançado pela empresa.

A grande novidade não está simplesmente em aumentar a capacidade da bateria. A Amazfit mudou a maneira como o relógio pode recuperar energia.

Você tem um AMOLED de 3.000 nits, vidro de safira e construção em titânio, mas ao mesmo tempo possui captação solar pela frente e pela traseira. É uma combinação que até recentemente era muito difícil de encontrar em um relógio esportivo.

E o mais interessante é que a Amazfit não sacrificou a proposta outdoor para conseguir isso.

O relógio mantém GPS avançado, mapas offline, navegação, mais de 180 modos esportivos, treinamento híbrido, mergulho, lanterna, SOS e LiveShare.

A bateria convencional de 25 dias já seria excelente. O solar frontal pode levar o cenário especificado para 34 dias, enquanto o painel traseiro chega a 51 dias no cenário de uso típico com três horas de exposição solar diária.

E sim, os 180 dias existem oficialmente, mas precisam ser interpretados corretamente: trata-se de um modo outdoor extremo com utilização bastante limitada do GPS e outras funções, combinado com condições específicas de exposição solar. Não é uma autonomia de seis meses para uso normal.

O preço de US$ 649,99 também mostra que a Amazfit está posicionando o produto como um modelo premium dentro da linha T-Rex.

No Brasil, porém, ainda falta descobrir a parte mais importante: quanto ele vai custar oficialmente.

Se chegar a um valor muito elevado, o T-Rex 3 Pro e o T-Rex Ultra 2 continuarão sendo alternativas interessantes para quem não precisa da tecnologia solar. Por outro lado, se a Amazfit conseguir trazer o Dual Solar para uma faixa competitiva, ele pode se tornar uma das opções mais interessantes para quem realmente passa longos períodos longe da tomada.

No fim, esse não é um smartwatch criado apenas para substituir um carregador.

É um relógio pensado para reduzir a dependência dele.

E é exatamente isso que torna o T-Rex Dual Solar tão interessante.

Perguntas Frequentes

O Amazfit T-Rex Dual Solar realmente carrega com energia solar?

Sim. Ele possui um sistema de carregamento solar de dupla face, capaz de captar energia tanto pela região do display AMOLED quanto pela placa traseira de vidro cerâmico. A Amazfit apresenta o modelo como o primeiro smartwatch AMOLED com esse tipo de sistema.

Quanto dura a bateria do T-Rex Dual Solar?

Em uso típico, a autonomia chega a 25 dias. Com três horas diárias de exposição solar a 50.000 lux, o fabricante informa até 34 dias usando a captação frontal e até 51 dias usando a captação traseira.

O T-Rex Dual Solar realmente pode durar 180 dias?

Sim, mas apenas em um cenário específico. A Amazfit informa até 180 dias em um modo GNSS Outdoor Extreme, com GPS realizando posicionamento uma vez por hora, uso limitado da tela e outras funções, além de três horas diárias de exposição solar a 50.000 lux pelo painel traseiro. Não é a autonomia esperada em uso normal.

O T-Rex Dual Solar tem tela AMOLED?

Sim. Ele utiliza uma tela AMOLED de 1,32 polegada, resolução de 466 × 466 pixels, 353 PPI, brilho máximo de 3.000 nits e vidro de safira.

O T-Rex Dual Solar é resistente à água?

Sim. O relógio possui resistência de 10 ATM e suporta mergulho livre de até 50 metros e mergulho recreativo, de acordo com as especificações da Amazfit.

O T-Rex Dual Solar tem GPS e mapas offline?

Sim. O relógio possui posicionamento por satélite, mapas coloridos pré-carregados, mapas de contorno e de estações de esqui que podem ser baixados, planejamento de rotas, navegação curva a curva, busca de pontos de interesse e recálculo automático.

Quantos esportes o T-Rex Dual Solar suporta?

A Amazfit informa mais de 180 modos esportivos, incluindo corrida, trilha, ciclismo, natação, escalada, musculação, HIIT, yoga, HYROX e várias modalidades outdoor.

Quanto custa o Amazfit T-Rex Dual Solar?

O preço internacional de lançamento foi de US$ 649,99 nos Estados Unidos e aproximadamente €649,90 na Europa. Em 23 de setembro de 2026, ainda não havia preço oficial ou data confirmada para o lançamento no Brasil.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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