Comprar TV em 2026 parece mais fácil do que nunca: tem QLED, Mini LED, OLED, painéis com nomes novos e uma avalanche de promoções “imperdíveis”. O problema é que, no meio de tanto marketing, existem modelos que não fazem sentido pelo preço ou entregam uma experiência abaixo do esperado em filmes, séries e esportes. E o pior: muitos desses modelos são anunciados como “novidade”, mas na prática são escolhas ruins quando comparadas com opções melhores (às vezes por pouca diferença de valor).
Neste guia, você vai encontrar modelos que só valem a pena em situações bem específicas (e que, na maioria dos casos, é melhor evitar) e também alternativas que realmente valem o investimento em 2026, com foco em qualidade de imagem, fluidez do sistema, brilho, contraste e custo-benefício.
O que realmente importa na TV em 2026 (e o que é armadilha)
Antes de entrar na lista, vale entender por que algumas TVs decepcionam mesmo sendo “da moda”:
- Brilho real: muita TV promete números altos, mas na prática sofre em sala clara e perde impacto em HDR.
- Contraste e pretos: é aqui que Mini LED bem feito e OLED brilham (literalmente). Modelos com iluminação ruim ficam “manchados”.
- Zonas de escurecimento (local dimming): em Mini LED, isso define o nível de preto e a precisão em cenas difíceis. Sem zonas suficientes, vira “Mini LED de enfeite”.
- Processador e sistema: TV com sistema pesado e chip fraco vira uma sequência de travadinhas, demora para abrir apps e irrita no uso diário.
- Preço versus entrega: tem modelo “novo” que custa quase igual a opções muito melhores, e aí a escolha deixa de fazer sentido.
Lista de TVs que não fazem sentido (ou só valem em casos bem específicos)
A seguir estão 6 modelos que, na maioria dos cenários, é melhor evitar em 2026. Em alguns casos, elas podem servir (quarto, uso simples, preço extremamente baixo), mas é importante saber onde você está entrando.
Hisense Q6V: QLED barato demais para ser bom em tudo
A Hisense Q6V chama atenção por prometer “painel mais avançado” (QLED) num preço bem baixo, especialmente em tamanhos menores. Só que ela tem limitações claras:
- Cobertura de cores abaixo do esperado para um QLED (fica atrás do que se espera nessa categoria)
- Brilho baixo, o que atrapalha em ambientes mais claros
- Ao tentar compensar o brilho via configurações, o contraste despenca
- Em cenas difíceis (filmes e séries com muita sombra e detalhes), a simplicidade aparece
Ponto positivo: o sistema VIDAA costuma ser relativamente leve, o que deixa a navegação rápida para uma TV simples.
Quando pode valer: quarto, uso básico, conteúdo mais simples (YouTube, TV casual), principalmente se estiver muito barata.
Samsung U8600F: painel defasado e sistema pesado demais para o que entrega
A Samsung U8600F entra naquela categoria de TV que até pode parecer “ok” em promoções, mas perde sentido quando você olha o conjunto:
- Brilho limitado e alcance de cores sem grande evolução
- Sensação de linha “que não muda muito” ao longo dos anos na qualidade de imagem
- A Samsung coloca muitos recursos de smart, casa conectada e integrações, mas nessa linha isso pode virar um problema: o sistema fica pesado
- Com chip mais simples, aparecem travadas em menus, configurações e abertura de aplicativos
O principal motivo para evitar: existem opções próximas (na própria marca) que fazem mais sentido pelo que custam.
LG QNED 85A: Mini LED com iluminação lateral e apenas 10 zonas
A LG QNED 85A é um caso clássico de “tem Mini LED no nome, mas não entrega o que Mini LED deveria entregar”. O problema é estrutural:
- Iluminação lateral (luzes nas bordas/cantos, não atrás do painel)
- Isso reduz drasticamente a graça do Mini LED, que é controlar o brilho por zonas
- O resultado citado é chocante: apenas 10 zonas de escurecimento
- Com tão poucas zonas, a tela tende a ficar manchada, com pouca precisão em cenas escuras
- O caminho natural vira “desligar o local dimming”, e aí perde totalmente o sentido pagar por Mini LED
Se a intenção é ter a melhor TV antes de chegar em OLED, esse modelo não fecha a conta.
Samsung QN70F: Mini LED de entrada que pode ser “canibalizada” por opções melhores
A Samsung QN70F é outra Mini LED com a mesma pegada problemática (iluminação nos cantos, poucas zonas). Ela pelo menos costuma aparecer como Mini LED de entrada, e aí tudo depende do preço:
- Se estiver muito próxima de modelos QLED intermediários, pode fazer sentido pagar um pouco a mais por um pouco mais de brilho
- Se ela estiver mais cara, a escolha começa a desandar, porque existem alternativas que entregam muito mais
O grande ponto aqui é que, em 2026, a própria Samsung tem modelos que acabam “comendo” o espaço da QN70F em custo-benefício.
TCL C8K: excelente, mas 85 polegadas ou mais torna o custo difícil de justificar
A TCL C8K é uma TV que agrada muito em especificações e imagem, com 3.840 zonas de escurecimento, brilho forte e cores bonitas. O problema não é a qualidade — é o pacote:
- Ela aparece apenas em 85 polegadas ou mais
- TV gigante consome mais energia e exige ambiente compatível
- Para muita gente, o preço passa de um limite que deixa de fazer sentido, porque você consegue uma experiência muito próxima em tamanhos menores gastando bem menos
Quando pode valer: se você tem espaço, orçamento confortável e quer uma Mini LED grande de alto nível.
LG B5: OLED de entrada que perdeu o preço e deixou de ser recomendação
A LG B5 seria a OLED de entrada da LG abaixo da C5. Só que o cenário descrito é simples:
- Em promoções pontuais, ela chegou a flertar com bom custo-benefício
- Mas depois sumiu ou ficou cara demais
- Do jeito que fica em preço alto, compensa ir direto para a LG C5, que entrega mais e costuma fazer mais sentido no valor final
Resultado: hoje, a B5 vira uma OLED difícil de recomendar, não por ser ruim, mas por não “fechar a conta” pelo preço.
Tabela rápida: modelos para evitar e quando só valem em casos específicos
| Modelo | Tipo | Principal problema | Quando ainda pode valer |
|---|---|---|---|
| Hisense Q6V | QLED | Brilho e contraste abaixo do esperado; limitações em filmes/séries | Quarto, uso simples, muito barata |
| Samsung U8600F | LED/QLED de entrada (linha simples) | Painel defasado; sistema pesado com chip fraco; travadinhas | Promoção muito agressiva, uso básico |
| LG QNED 85A | Mini LED | Iluminação lateral e apenas 10 zonas; tela manchada em cenas difíceis | Se aparecer absurdamente barata e sem expectativa de Mini LED “real” |
| Samsung QN70F | Mini LED | Poucas zonas (lateral); perde sentido se o preço sobe | Se ficar muito perto de QLED intermediária em preço |
| TCL C8K | Mini LED | Só 85”+; custo alto e exigência de ambiente | Quem quer 85”+ e tem orçamento folgado |
| LG B5 | OLED | Preço/estoque ruim; fica pior que a C5 no custo-benefício | Apenas se voltar a promoções bem próximas da C5 |
Alternativas que valem a pena em 2026 (e por quê)
Aqui entram as opções que aparecem como escolhas mais inteligentes, seja porque entregam imagem superior, seja porque custam praticamente o mesmo em promoções, seja porque corrigem o erro principal das TVs da lista anterior.
TCL P7K: QLED de entrada mais honesta para tamanhos maiores
Se a ideia é pegar uma TV maior gastando menos, a TCL P7K aparece como um caminho mais equilibrado do que “QLED barato demais” com desempenho comprometido. A proposta é simples:
- QLED de entrada, porém com imagem mais consistente
- Melhor encaixe para quem quer tamanho maior sem gastar muito
- Alternativa direta para quem olhou TVs simples e quer um degrau acima sem estourar o orçamento
LG UA85: opção pequena e simples que pode ser melhor que QLED fraco
A LG UA85 foi citada como uma alternativa interessante em tamanhos menores, especialmente quando a comparação é com um QLED de baixo desempenho. Em cenários simples, ela pode entregar uma experiência mais equilibrada.
Samsung Q7F e Samsung QF1: o “pulo certo” dentro da Samsung
Quando a dúvida está em modelos que travam e têm painel limitado, faz muito sentido pular direto para linhas que entregam mais:
- Samsung Q7F: geralmente uma escolha mais consistente do que TVs de entrada com painel fraco
- Samsung QF1: aparece como alternativa muito próxima em valor em alguns cenários e pode ser compra mais inteligente
Se você quer ficar na Samsung e quer evitar dor de cabeça, essas linhas tendem a fazer mais sentido do que insistir em modelos defasados.
TCL C6K: QLED que “está dando o que falar” no custo-benefício
A TCL C6K aparece como uma alternativa fora da Samsung para quem quer uma TV mais interessante sem pagar preço de topo. A vantagem aqui costuma ser:
- Qualidade de imagem mais competitiva pelo valor
- Boa opção para quem quer fugir de modelos com brilho limitado e sistema pesado
Samsung S85F: OLED chegando perto de preço de Mini LED de entrada
Aqui está uma das viradas mais fortes do mercado: a Samsung S85F é OLED e já apareceu em valores que chegam perto de Mini LED de entrada.
Quando isso acontece, fica difícil justificar Mini LED com iluminação limitada. OLED entrega:
- Preto perfeito (contraste infinito)
- Excelente desempenho em filmes e séries
- Qualidade de imagem que dá um salto perceptível
Se a S85F encostar no preço de opções intermediárias, ela vira uma das melhores compras possíveis.
- Tecnologia OLED que entrega o mais puro contraste e brilho Samsung. 8 milhões de pixels autoiluminados. A Samsung OLED gera um preto absoluto e contraste infinito enquanto exibe cores vibrantes e imagens cheias de brilho, trazendo uma experiência de Home Cinema excelente.
Samsung QN90F: Mini LED “de verdade” em tamanhos menores (43 e 50)
Para quem quer Mini LED e precisa de tamanhos menores, a Samsung QN90F entra como destaque porque:
- É uma Mini LED mais completa
- Pode aparecer com preço muito competitivo
- Em alguns cenários, chega a ficar até mais barata que modelos que teoricamente estariam “abaixo” dela
Se você quer Mini LED pequeno e com ótima entrega, a QN90F tende a ser a escolha mais segura dentro da Samsung.
TCL C7K: metade do preço de uma gigante e ainda com muita qualidade
A TCL C7K surge como a solução prática para quem viu a C8K e gostou, mas não quer pagar o preço (ou não precisa de 85”).
- Existe em 75 polegadas
- Pode custar quase metade
- Perde um pouco em brilho e número de zonas, mas mantém uma imagem forte no geral
- Para a maioria das salas, 75” já é enorme e resolve com folga
LG C5: OLED que bate forte no custo-benefício e faz a linha “anterior à OLED” perder sentido
A LG C5 foi citada como aquela TV que, quando aparece em promoção, desmonta a lógica de pagar caro em Mini LED fraco:
- OLED com contraste infinito
- Brilho que deixou de ser “problema” na prática
- Sistema muito fluido em uma TV desse nível
- Quando encosta em valores agressivos, a comparação “nem existe”
É a compra clássica para quem quer imagem de alto nível sem ficar preso em compromissos de painéis intermediários.
LG QNED 70A: escolha racional para economizar dentro da LG sem pagar por Mini LED ruim
Se o objetivo é economizar e ficar na LG, a LG QNED 70A aparece como uma alternativa mais coerente:
- Não tem Mini LED, mas o preço tende a ser mais condizente com o que entrega
- Evita o erro de pagar caro em “Mini LED de nome” com poucas zonas
Samsung A75: OLED barata de verdade com ótimo custo-benefício
A Samsung A75 foi citada como uma OLED “barata de verdade” e com custo-benefício muito forte quando aparece na faixa certa. Ela tem um ponto fraco (brilho menor que a C5), mas ainda assim:
- OLED com contraste excelente
- Difícil achar algo com tanto custo-benefício no mesmo patamar de preço
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Tabela: alternativas recomendadas e para quem cada uma faz mais sentido
| Modelo | Tipo | Melhor para | Motivo principal |
|---|---|---|---|
| TCL P7K | QLED de entrada | Tamanhos maiores gastando pouco | Imagem mais consistente que QLED fraco |
| LG UA85 | TV simples | Quartos e uso básico | Alternativa equilibrada em tamanhos pequenos |
| Samsung Q7F | QLED | Quem quer Samsung sem dor de cabeça | Melhor conjunto que entrada defasada |
| Samsung QF1 | QLED | Quem busca promoções próximas da U8600F | Troca inteligente por pouca diferença |
| TCL C6K | QLED | Melhor custo-benefício fora da Samsung | “Está dando o que falar” em imagem/valor |
| Samsung S85F | OLED | Melhor imagem quando preço encosta no intermediário | OLED “canibaliza” Mini LED de entrada |
| Samsung QN90F | Mini LED completo | 43” e 50” com alta qualidade | Mini LED mais forte em tamanhos pequenos |
| TCL C7K | Mini LED | 75” com ótimo custo-benefício | Parecida com C8K por muito menos |
| LG C5 | OLED | Filmes e séries com máxima qualidade | OLED forte e sistema fluido |
| LG QNED 70A | QNED (sem Mini LED) | Economizar na LG sem pagar caro | Preço condizente com a entrega |
| Samsung A75 | OLED | OLED acessível | Custo-benefício alto, só perde em brilho vs C5 |
As 7 TVs que mais valem a pena em 2026 (seleção prática)
Entre todas as recomendações citadas, estas são as 7 escolhas mais fortes considerando custo-benefício, qualidade de imagem e lógica de compra em 2026:
- LG C5
- Samsung S85F
- Samsung QN90F
- TCL C7K
- TCL C6K
- Samsung Q7F
- Samsung A75
Essa seleção cobre perfis diferentes (OLED premium, OLED acessível, Mini LED forte em tamanhos pequenos e opções QLED com bom valor), sem cair nas armadilhas de modelos com painel defasado, brilho fraco ou Mini LED “capado”.
Como decidir rápido: escolha por uso e ambiente
Se você quer bater o martelo com segurança, use esta lógica:
- Filmes e séries em sala escura: OLED tende a ser a melhor opção (LG C5, Samsung S85F, Samsung A75).
- Sala muito iluminada: brilho e tratamento de reflexo importam muito; Mini LED forte e QLED bem equilibradas costumam se sair melhor (Samsung QN90F, TCL C7K, Samsung Q7F, TCL C6K).
- TV grande para sala: 75” costuma ser o “ponto ideal” para a maioria dos ambientes (TCL C7K).
- Tamanho pequeno com qualidade de verdade: Mini LED forte em 43” e 50” (Samsung QN90F).
- Orçamento apertado: evite pagar por “nome” e foque no conjunto (TCL P7K, TCL C6K, Samsung Q7F, Samsung A75 em promoções).
