POCO Pad M1 chega como um dos tablets mais completos de 2026 na faixa até R$ 2.500

O mercado de tablets intermediários começou 2026 em um nível muito mais competitivo, e um dos modelos que mais chamam atenção é o POCO Pad M1. Com foco em custo-benefício, o tablet aposta em tela grande de alta resolução, desempenho acima da média da categoria e uma bateria gigantesca, entregando um conjunto difícil de ignorar para quem busca um dispositivo versátil para consumo de conteúdo, estudos, trabalho leve e jogos.

A proposta da POCO é clara: oferecer o máximo possível em desempenho, tela e autonomia, reduzindo custos em pontos considerados menos relevantes para o público-alvo. O resultado é um tablet que se posiciona como uma das opções mais interessantes até a faixa dos R$ 2.500 em 2026.

Design, construção e acabamento do POCO Pad M1

Mesmo mantendo a tradição da marca de utilizar plástico na construção, o POCO Pad M1 surpreende positivamente no acabamento. O visual é moderno e elegante, com destaque para a versão azul brilhante, que transmite sensação de produto premium logo no primeiro contato.

O módulo de câmera segue o padrão em formato de pílula, centralizado na parte traseira, remetendo ao design visto em outros tablets da Xiaomi. Apesar do material plástico, o encaixe das peças é bem feito, sem rangidos ou sensação de fragilidade, o que reforça a boa qualidade construtiva.

Alguns cortes de custo ficam evidentes nas laterais, como a ausência de leitor de digitais e a inexistência de suporte a chip de operadora. O foco aqui é claramente o uso via Wi-Fi, com desbloqueio feito por senha ou reconhecimento facial.

Conectividade e recursos físicos

Mesmo com alguns cortes, o POCO Pad M1 entrega um conjunto sólido de conexões. O tablet conta com entrada para cartão microSD, permitindo expansão de armazenamento, algo cada vez mais raro em dispositivos móveis.

No áudio, são quatro saídas de som estéreo com suporte a Dolby Atmos, garantindo uma experiência imersiva para vídeos, séries, filmes e jogos. O som é limpo, sem distorções mesmo em volumes elevados, ainda que os graves não sejam tão encorpados quanto em modelos premium.

Outro ponto positivo é a presença da entrada para fones de ouvido, além de Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 6, garantindo conexões mais rápidas, estáveis e compatíveis com acessórios modernos.

Tela de 12,1 polegadas com resolução 2.5K e 120 Hz

A tela é, sem dúvidas, um dos grandes destaques do POCO Pad M1. O painel IPS LCD de 12,1 polegadas possui resolução 2.5K (2560 x 1600 pixels), resultando em ótima nitidez, com densidade de 249 pixels por polegada e ausência de serrilhados visíveis.

As cores seguem um perfil mais natural, com menos saturação exagerada, agradando principalmente quem consome vídeos, séries e conteúdos visuais por longos períodos. Além disso, o tablet conta com suporte a Dolby Vision para conteúdos compatíveis, elevando ainda mais a qualidade de imagem.

A taxa de atualização variável de até 120 Hz faz toda a diferença na fluidez do sistema. Rolagem de páginas, animações e transições ficam muito mais suaves, criando uma experiência visual superior quando comparada a tablets da mesma faixa de preço que ainda utilizam telas de 60 ou 90 Hz.

O único ponto que limita um pouco o uso externo é o brilho, com cerca de 500 nits típicos e até 600 nits de pico. Em ambientes internos, a experiência é excelente, mas sob luz solar intensa a visualização pode exigir ajustes de posição.

Desempenho com Snapdragon 7s Gen 4

No quesito desempenho, o POCO Pad M1 entrega números impressionantes para a categoria. Equipado com o processador Snapdragon 7s Gen 4, aliado a 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno, o tablet se posiciona acima da média dos intermediários.

Em benchmarks, o desempenho ultrapassa a marca de 850 mil pontos no AnTuTu, além de resultados sólidos em testes de CPU e multitarefa. Na prática, isso se traduz em um sistema rápido, capaz de lidar com aplicativos pesados, multitarefa moderada e jogos populares da Play Store sem dificuldades.

Jogos como Genshin Impact rodam de forma estável em configurações recomendadas, mantendo 60 FPS sem engasgos ou aquecimento excessivo. A GPU Adreno 810 se mostra competente para títulos atuais, mesmo não sendo um tablet focado exclusivamente no público gamer.

Sistema HyperOS baseado no Android 15

O POCO Pad M1 chega rodando o Android 15 com a segunda geração da interface HyperOS. O sistema oferece recursos modernos, como janelas flutuantes redimensionáveis e integração com outros dispositivos do ecossistema Xiaomi.

É possível compartilhar área de transferência, espelhar a tela do smartphone no tablet e dar continuidade a tarefas entre dispositivos compatíveis. No entanto, a multitarefa ainda possui limitações, permitindo apenas duas janelas flutuantes simultâneas, o que pode frustrar usuários que pretendem substituir um notebook em tarefas mais complexas.

Apesar disso, para navegação, estudos, consumo de conteúdo e tarefas leves, a experiência é fluida e consistente, sem travamentos ou quedas de desempenho.

Câmeras: simples, como esperado para a categoria

As câmeras do POCO Pad M1 seguem o padrão da maioria dos tablets intermediários. O conjunto é funcional, mas claramente não é o foco do produto.

Tanto a câmera frontal quanto a traseira possuem 8 MP, com gravação em Full HD a 30 fps. A qualidade é suficiente para chamadas de vídeo, reuniões online e digitalização ocasional de documentos, mas fica abaixo do esperado para fotos mais elaboradas.

Em ambientes com pouca luz, o nível de ruído aumenta consideravelmente, e mesmo com o auxílio do flash, os resultados são apenas medianos. Para registros fotográficos mais importantes, o uso de um smartphone continua sendo a melhor opção.

Bateria gigante de 12.000 mAh e autonomia de destaque

A bateria é outro grande trunfo do POCO Pad M1. Com capacidade de 12.000 mAh, o tablet entrega autonomia acima da média, mesmo considerando a tela grande e o hardware potente.

Em uso leve a moderado, como navegação, vídeos e redes sociais, o consumo fica entre 6% e 8% por hora. Em jogos, o gasto sobe para algo entre 9% e 11%, ainda assim garantindo longas sessões longe da tomada.

Na prática, é possível alcançar entre 9 e 15 horas de uso contínuo, dependendo do perfil do usuário. Isso coloca o tablet como uma excelente opção para quem passa muito tempo fora de casa ou precisa de um dispositivo confiável para longas jornadas de estudo ou trabalho.

Carregamento e recurso de carga reversa

Mesmo com a bateria enorme, o POCO Pad M1 acompanha carregador de 33 W na caixa. O tempo de carregamento completo gira em torno de 3 horas, um pouco acima da média, mas aceitável considerando a capacidade da bateria.

Um diferencial interessante é o suporte a carregamento reverso de até 27 W via cabo, permitindo usar o tablet como uma espécie de power bank para recarregar smartphones e outros dispositivos em situações de emergência.

Comparação com o modelo anterior

O POCO Pad M1 chega como evolução direta do modelo anterior da linha, trazendo melhorias pontuais, mas relevantes. Entre os principais avanços estão:

  • Processador mais potente, com ganho de até 30% em desempenho
  • Aumento da bateria em cerca de 2.000 mAh
  • Bluetooth atualizado para versão 5.4
  • Suporte a carregamento reverso
  • Pequenos ajustes no design e acabamento

Apesar disso, quem já possui o modelo anterior não necessariamente precisa fazer o upgrade, principalmente se encontrar a versão antiga com preço mais baixo. A diferença de valores entre os dois costuma girar em torno de R$ 300, o que pode ser decisivo dependendo do orçamento.

Vale a pena comprar o POCO Pad M1 em 2026?

O POCO Pad M1 se consolida como um dos tablets com melhor custo-benefício de 2026 na faixa até R$ 2.500. Ele entrega uma combinação difícil de bater: tela grande e fluida, desempenho sólido, bateria gigantesca e boa qualidade construtiva.

Apesar de algumas limitações no sistema e câmeras apenas básicas, o conjunto geral agrada e atende muito bem quem busca um tablet para consumo de conteúdo, estudos, produtividade leve e jogos ocasionais.

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