A Nvidia chegou forte à CES 2026 com novidades importantes que consolidam a nova geração RTX Série 50 e elevam ainda mais o papel da inteligência artificial nos jogos e aplicações gráficas. Mesmo sem anunciar uma GPU totalmente inédita, a empresa apresentou novos modelos de placas, avanços expressivos em software e tecnologias que impactam diretamente desempenho, qualidade visual e experiência do usuário.
A seguir, você confere um resumo completo e organizado de tudo o que a Nvidia mostrou de mais relevante na CES 2026.
Novas RTX 5090 personalizadas chamam atenção no design e potência
A RTX 5090 já é uma realidade consolidada e, na CES, apareceram diversos modelos personalizados que mostram o rumo extremo que o hardware está tomando. Entre os destaques, estão placas com consumo chegando a 1000 W, múltiplos conectores de energia e soluções térmicas cada vez mais robustas.
Alguns modelos apresentados chamaram atenção pelo visual e construção diferenciada, incluindo versões com telas LCD integradas, iluminação avançada e designs completamente fora do padrão tradicional. Todas baseadas no chip topo de linha da nova geração RTX.
Essas GPUs são voltadas para quem busca o máximo desempenho possível, seja em jogos, criação de conteúdo ou aplicações profissionais extremamente pesadas.
RTX 5070 Ti compacta marca retorno das placas menores
Uma novidade bastante positiva foi a apresentação de uma RTX 5070 Ti em formato compacto, ocupando apenas dois slots PCI Express. Essa placa é pensada para PCs menores, gabinetes compactos e builds mais discretas, sem abrir mão de potência.
Além da RTX 5070 Ti, fabricantes já indicaram versões da RTX 5080 nesse mesmo formato, mostrando uma tendência interessante: placas mais eficientes, menores e mais fáceis de integrar em setups compactos.
Esse movimento agrada quem quer desempenho de última geração sem precisar de gabinetes gigantes.
DLSS 4.5 traz novo modelo Transformer mais avançado
O grande destaque de software da Nvidia na CES 2026 foi o lançamento do DLSS 4.5. A nova versão traz um modelo Transformer totalmente atualizado, melhorando significativamente a qualidade do upscaling em resoluções altas, especialmente em 4K.
Na prática, o novo DLSS entrega:
- Mais nitidez em partículas e efeitos visuais
- Menos borrões em objetos distantes
- Reconstrução mais fiel de detalhes finos
- Melhor preservação da imagem original
Em cenas comparativas, diferenças em vegetação, sombras, texturas e objetos pequenos ficam muito mais evidentes, aproximando ainda mais o visual do render nativo.
Impacto do DLSS 4.5 no desempenho
O novo modelo Transformer exige um pouco mais de hardware, especialmente dos Tensor Cores. GPUs RTX Série 40 e 50 levam vantagem por contarem com suporte a FP8, o que reduz o impacto no desempenho.
Em testes práticos, a queda de FPS ao ativar o novo modelo foi pequena, geralmente abaixo de 10 quadros por segundo, compensada pela melhora visual significativa. Em placas mais antigas, como a RTX Série 30, essa queda pode ser um pouco maior, mas ainda dentro de níveis aceitáveis para quem busca qualidade de imagem.
Frame Generation X6: até seis vezes mais quadros com IA
Outra grande novidade é a evolução do Frame Generation, agora com suporte ao modo X6. Isso significa que a GPU pode gerar até cinco frames adicionais por inteligência artificial para cada frame real renderizado.
O resultado é um ganho expressivo de fluidez, especialmente em jogos pesados. No entanto, a Nvidia reforça que o ideal é sempre partir de uma base sólida, em torno de 60 FPS reais, antes de aplicar níveis mais agressivos de Frame Generation.
Esse cuidado ajuda a evitar:
- Latência excessiva
- Ghosting
- Artefatos visuais
Frame Generation dinâmico melhora a experiência
O DLSS 4.5 também introduz o Frame Generation dinâmico. Em vez de escolher manualmente 2x, 3x ou 6x, o sistema ajusta automaticamente a geração de quadros conforme a cena e o desempenho alvo.
Em momentos mais leves, o Frame Generation reduz a intensidade. Em cenas mais pesadas, ele aumenta automaticamente, mantendo a fluidez com latência controlada. Em demonstrações, a latência ficou próxima ou abaixo de 50 ms, o que já é considerado aceitável para a maioria dos jogos single-player.
Path Tracing avança e reforça a nova geração gráfica
O Path Tracing continua sendo uma das maiores apostas da Nvidia para gráficos de próxima geração. Na CES, várias demos mostraram como essa tecnologia eleva o realismo de sombras, reflexos e iluminação global.
Comparado ao Ray Tracing tradicional, o Path Tracing oferece:
- Sombras mais precisas
- Reflexos múltiplos e realistas
- Iluminação global mais fiel
- Detalhes finos em materiais complexos
Porém, é uma tecnologia extremamente exigente, que depende fortemente de DLSS e Frame Generation para alcançar taxas de quadros jogáveis.
G-SYNC Pulsar reduz ainda mais o motion blur
Além das GPUs, a Nvidia também anunciou o G-SYNC Pulsar, uma evolução focada em monitores. A tecnologia atua diretamente no hardware do backlight, utilizando múltiplas zonas de estroboscópio para reduzir motion blur em telas de alta taxa de atualização.
O objetivo é oferecer:
- Maior nitidez em movimentos rápidos
- Menos borrão em jogos competitivos
- Mais conforto visual
O ganho varia de acordo com o jogo e a sensibilidade do usuário, mas representa mais um passo no refinamento da experiência visual.
Nvidia ACE leva IA para dentro dos jogos
Outra novidade impressionante foi o avanço do Nvidia ACE, uma tecnologia que permite criar personagens controlados por inteligência artificial rodando localmente na GPU.
Esses personagens podem:
- Conversar naturalmente com o jogador
- Lembrar contexto
- Ajudar em decisões dentro do jogo
- Atuar como companheiros ou consultores
Em jogos como PUBG e títulos de estratégia, a IA funciona como um aliado ou conselheiro, analisando apenas as informações disponíveis ao jogador, evitando qualquer tipo de vantagem injusta.
Compatibilidade e disponibilidade das novidades
O DLSS 4.5 já está disponível via atualização de driver e pode ser ativado em jogos compatíveis diretamente pelo aplicativo da Nvidia, inclusive substituindo versões anteriores do DLSS.
Grande parte das melhorias funciona em GPUs RTX mais antigas, mas os melhores resultados aparecem nas RTX Série 40 e 50, que contam com hardware mais preparado para IA.
Vale a pena o foco da Nvidia em IA e software?
A Nvidia deixa claro que o futuro do desempenho gráfico passa cada vez mais por inteligência artificial. Embora parte do público ainda prefira ganhos exclusivamente em desempenho bruto, os avanços em DLSS, Frame Generation e Path Tracing mostram resultados reais e visíveis na prática.
Para muitos usuários, isso significa:
- Jogos mais bonitos
- Taxas de quadros mais altas
- Menor necessidade de upgrades frequentes
