Escolher um notebook em 2026 ficou mais complexo do que nunca. O mercado está cheio de opções com nomes parecidos, fichas técnicas confusas e preços que nem sempre refletem o desempenho real. O problema é que alguns modelos simplesmente não fazem mais sentido hoje, seja por limitações graves de hardware, construção equivocada ou custo-benefício muito abaixo do que já existe no mercado.
A seguir, você confere os principais notebooks que não valem a pena comprar em 2026, explicando exatamente por que eles devem ser evitados e quais são os erros mais comuns cometidos por quem acaba escolhendo esses modelos.
Notebooks com RTX 2050 ainda à venda
Notebooks equipados com RTX 2050 são um erro claro em 2026. Essa GPU teve um avanço muito pequeno em relação a placas mais antigas e, na prática, entrega desempenho próximo de soluções reaproveitadas de gerações anteriores.
O maior problema não é apenas a potência bruta, mas sim:
- Apenas 4 GB de VRAM
- Dificuldade para rodar jogos atuais em Full HD
- Preços próximos ou iguais a modelos com RTX 3050 ou superiores
Para quem pensa em jogos mais exigentes ou títulos lançados recentemente, essa placa já sofre bastante, mesmo com gráficos médios. Em muitos casos, notebooks com RTX 2050 ainda aparecem perto dos R$ 4.000, valor que não se justifica mais.
Notebooks gamers com GPU capada por limitação térmica
Outro erro comum é comprar notebooks que possuem uma boa placa de vídeo no papel, mas que entregam desempenho inferior por limitação de energia.
Alguns modelos reduzem drasticamente a potência da GPU para evitar superaquecimento, resultando em:
- Performance abaixo de outros notebooks com a mesma placa
- Diferença significativa em jogos e tarefas pesadas
- Preço que não reflete o desempenho real
Em 2026, esse tipo de notebook não compensa, principalmente para quem pretende jogar ou usar o equipamento como substituto de um desktop.
Notebooks com Celeron, 4 GB de RAM e armazenamento eMMC
Essa é uma das piores categorias possíveis para o usuário doméstico. Modelos com:
- Processador Celeron
- 4 GB de RAM soldados
- Armazenamento eMMC
simplesmente não oferecem uma experiência minimamente aceitável no Windows atual.
Os principais problemas incluem:
- Sistema lento desde o primeiro uso
- Multitarefa praticamente impossível
- Sem possibilidade de upgrade de memória
- Armazenamento muito mais lento que SSDs modernos
Mesmo para tarefas básicas como navegação, estudos ou uso doméstico simples, esses notebooks causam frustração. Em 2026, investir dinheiro em um notebook novo com esse conjunto é um erro grave.
Chromebooks novos com hardware fraco
O Chrome OS tem seu espaço e pode ser útil para revitalizar máquinas antigas. No entanto, comprar um Chromebook novo com:
- Celeron
- 4 GB de RAM
- Hardware extremamente limitado
não faz sentido na maioria dos casos.
Na mesma faixa de preço, já existem notebooks Windows muito mais completos ou até tablets com desempenho, tela e bateria superiores. Para quem busca produtividade, estudo ou uso prolongado, esses Chromebooks acabam limitando mais do que ajudando.
Notebooks Intel que perdem para equivalentes Ryzen
Em 2026, muitos notebooks com processadores Intel intermediários perderam competitividade frente às versões com Ryzen, especialmente em custo-benefício.
Alguns modelos com Intel:
- Custam mais
- Entregam menos desempenho gráfico
- Consomem mais energia
- Não compensam frente a versões Ryzen da mesma linha
É comum encontrar notebooks Intel sendo vendidos na mesma faixa de preço de modelos Ryzen mais completos, com mais RAM, melhor GPU integrada e desempenho geral superior.
Notebooks com design confuso e proposta mal definida
Existem notebooks que tentam ser híbridos entre produtividade e gaming, mas falham nos dois objetivos. Esses modelos geralmente apresentam:
- Construção que acumula marcas e oleosidade
- Teclado pouco confortável para jogos
- Touchpad que não agrada quem trabalha
- Sistema de refrigeração limitado
Além disso, portas USB e conexões externas podem estar ligadas apenas aos gráficos integrados, causando gargalos em monitores externos e prejudicando o desempenho geral.
Esse tipo de notebook acaba não sendo ideal nem para trabalhar nem para jogar, tornando-se uma compra pouco inteligente.
MacBook Air M1 em 2026: por que não compensa mais
Apesar de ter sido um marco histórico, o MacBook Air M1 já não é uma boa compra em 2026.
Os principais problemas são:
- Projeto com vários anos de mercado
- Apenas 8 GB de RAM, sem possibilidade de upgrade
- Multitarefa limitada
- Quedas de desempenho em uso prolongado
- Restrição futura de recursos avançados de IA
Embora o processador ainda seja competente para tarefas isoladas, o gargalo de memória compromete a experiência no uso real. Hoje, modelos mais recentes já partem de 16 GB de RAM, entregando muito mais longevidade.
Erros mais comuns ao escolher um notebook em 2026
Os principais erros que levam a compras ruins são:
- Olhar apenas o nome da GPU ou do processador
- Ignorar a quantidade de RAM e possibilidade de expansão
- Comprar notebooks muito antigos como se fossem “novos”
- Pagar caro por projetos ultrapassados
- Não considerar o tipo real de uso no dia a dia
Em 2026, o ideal é buscar notebooks equilibrados, com pelo menos 8 GB (idealmente 16 GB) de RAM, SSD NVMe, boa refrigeração e hardware compatível com as demandas atuais.
Conclusão sobre notebooks que não valem a pena em 2026
Evitar esses notebooks é tão importante quanto escolher um bom modelo. Comprar um equipamento errado significa lidar com lentidão, limitações e arrependimento por anos.
Em 2026, o mercado já oferece opções muito melhores pelo mesmo preço, e entender o que não comprar é o primeiro passo para fazer uma escolha realmente inteligente e evitar gastar dinheiro à toa.
