
Ter um espaço de armazenamento enorme, acessível de qualquer dispositivo e sem mensalidade virou uma necessidade para quem trabalha com arquivos pesados, grava em 4K, faz edição de vídeo, mantém backups de fotos e documentos, ou simplesmente quer organizar a vida digital com mais controle e segurança. A boa notícia é que dá para criar um “Google Drive particular” e um “Netflix particular” dentro da sua própria casa usando um servidor NAS.
Neste guia completo, você vai entender como funciona um NAS, por que ele substitui serviços de nuvem em vários cenários, quais recursos fazem diferença na prática e como montar uma estrutura confiável usando um NAS TerraMaster com armazenamento de 32TB.
O que é um NAS e por que ele muda sua vida digital
NAS é a sigla para Network Attached Storage, ou seja, um armazenamento conectado à rede. Na prática, é um equipamento que fica ligado na sua casa ou empresa e funciona como um “servidor particular”, permitindo:
- Guardar arquivos em um único lugar, com grande capacidade
- Acessar fotos, vídeos e documentos pelo computador, celular, tablet e smart TV
- Fazer backup automático de dispositivos
- Compartilhar pastas com usuários diferentes e permissões específicas
- Criar uma biblioteca de mídia e assistir filmes e séries na rede local (e até fora, dependendo da configuração)
O grande diferencial do NAS é a combinação de capacidade, organização, controle e segurança, tudo com a conveniência de acesso por rede.
Adeus mensalidades: por que o NAS pode substituir Google Drive, nuvens e serviços parecidos
Muita gente começa pagando nuvem para guardar arquivos e, quando percebe, está preso em um custo mensal alto, principalmente em planos grandes. Para quem precisa de dezenas de terabytes, a conta pesa.
Com um NAS, você paga o investimento uma vez e passa a ter:
- Armazenamento local de alta capacidade
- Possibilidade de acesso remoto
- Backups automáticos e snapshots (pontos de restauração)
- Controle de usuários e pastas
- Expansão com mais discos no futuro
Isso não significa que nuvem “não presta”, mas significa que, para muitos perfis (criador de conteúdo, fotógrafo, editor, pequenas empresas e famílias com muitos arquivos), o NAS pode ser a solução principal.
TerraMaster F424 Pro: visão geral do servidor NAS usado no projeto
Um dos modelos que chama atenção pelo conjunto e pelo custo-benefício é o TerraMaster F424 Pro, um NAS de 4 baias que permite crescer bastante no armazenamento e entregar desempenho alto para tarefas simultâneas.
Principais características do TerraMaster F424 Pro
- 4 baias para HDDs (até 4 discos)
- Suporte a até 88TB (com 4 HDDs de 22TB)
- Processador Intel Core 3 com alta frequência e 8 núcleos / 8 threads
- 32GB de RAM DDR5 (já vem mais robusto)
- GPU integrada
- 2 portas de rede 2.5GbE (somando até 5GbE com agregação)
- HDMI
- USB-A e USB-C 3.2 com alta velocidade
- Slots para SSD NVMe (cache) em compartimento lateral
O que vem na caixa e o que você precisa para começar
Ao montar um NAS, é importante ter clareza do que já vem e do que precisa comprar separadamente.
Conteúdo típico do kit
- Fonte de energia (com padrão de tomada do Brasil)
- Cabo de rede de boa qualidade
- Manuais e garantia
- Etiquetas para identificar discos
- Parafusos (para casos específicos, como discos menores)
- O NAS (gabinete + sistema)
O que você precisa comprar separadamente
- HDDs (discos de armazenamento)
- Opcional: SSDs NVMe para cache
- Opcional: nobreak para evitar corrupção por quedas de energia
- Opcional: cabo HDMI (se for usar saída HDMI)
- Opcional: switch/roteador melhor, se quiser explorar 2.5GbE com mais performance
Escolha dos HDs: por que usar discos próprios para NAS
Para um NAS que pode ficar ligado 24 horas por dia, o ideal é usar HDDs projetados para esse tipo de operação. Eles são feitos para cargas contínuas, vibração e operação em conjunto.
Um exemplo comum nesse cenário é o uso de HDDs como o Seagate IronWolf Pro, muito utilizados em servidores NAS.
Vantagens dos discos “NAS grade”
- Projetados para funcionamento contínuo (24/7)
- Melhor tolerância a vibração em gabinetes com múltiplos discos
- Firmware e ajustes voltados para RAID/arranjos de redundância
- Maior confiabilidade em longos períodos
Também existem alternativas equivalentes em outras marcas, mas o ponto principal é: disco para NAS é investimento em estabilidade.
Capacidade: como 32TB viram 16TB disponíveis com redundância
Esse é um ponto que confunde muita gente: “Comprei 2 discos de 16TB, então tenho 32TB?”. Depende do modo de proteção e da forma como você configura.
Quando você escolhe um modo com espelhamento (redundância), parte do espaço vira proteção.
Exemplo com 2 discos de 16TB
- Total físico: 32TB
- Espaço utilizável com redundância: ~16TB
- Um disco “espelha” o outro para garantir segurança
Isso significa que, se um dos discos falhar, você não perde os arquivos.
Tabelas de referência rápida para escolher a configuração ideal
Abaixo estão tabelas para facilitar sua decisão com base no seu objetivo.
Comparação de modos de armazenamento e impacto no espaço
| Modo de armazenamento | Proteção contra falha de disco | Melhor para | Impacto no espaço |
|---|---|---|---|
| RAID 0 | Não | Máximo desempenho e espaço (sem segurança) | Usa 100% (alto risco) |
| RAID 1 | Sim (1 disco) | Segurança com 2 discos | ~50% do total |
| RAID 5 | Sim (1 disco) | Bom equilíbrio em 3+ discos | Perde o equivalente a 1 disco |
| RAID 6 | Sim (2 discos) | Segurança maior em 4+ discos | Perde o equivalente a 2 discos |
| RAID 10 | Sim | Performance + segurança | ~50% do total |
| JBOD | Depende | Junta discos sem RAID | Varia (pouca proteção) |
| TRAID (TerraMaster) | Sim (varia) | Misturar tamanhos e reduzir desperdício | Otimiza melhor em discos diferentes |
Capacidade máxima (exemplo com 4 baias)
| Quantidade de discos | Tamanho por disco | Total físico | Possível total (depende do modo) |
|---|---|---|---|
| 2 | 16TB | 32TB | ~16TB com redundância |
| 3 | 16TB | 48TB | ~32TB em arranjo com 1 disco de proteção |
| 4 | 16TB | 64TB | ~48TB em arranjo com 1 disco de proteção |
| 4 | 22TB | 88TB | varia conforme o modo escolhido |
Instalação física: como colocar os discos e por que isso é tão simples
Um ponto que surpreende quem nunca teve NAS é a facilidade para instalar HDDs. Em muitos modelos, basta encaixar o disco na gaveta e inserir no equipamento, sem parafusos (dependendo do design).
Em geral:
- Você encaixa o HDD na bandeja
- Trava as laterais
- Insere na baia até conectar
- Repete o processo nos demais discos
Isso permite manutenção fácil: se um disco falhar, você remove e substitui sem desmontar o NAS inteiro.
Expansão com SSD NVMe: para que serve o cache e quando vale a pena
Alguns NAS permitem instalar SSDs NVMe para funcionar como cache, acelerando tarefas específicas como leitura e escrita de arquivos muito acessados.
Quando o cache NVMe faz mais diferença
- Muitos arquivos pequenos (projetos, bibliotecas, indexações)
- Acesso simultâneo de vários usuários
- Uso com banco de dados ou aplicações em containers
- Sistema com várias rotinas de sincronização e backups
Para uso doméstico simples, o NAS já funciona bem sem cache. Para fluxo de trabalho pesado (edição, múltiplas máquinas, compartilhamento frequente), o cache pode ajudar.
Conexões e portas: o que realmente importa no dia a dia
Na parte traseira, alguns pontos são decisivos para performance e flexibilidade.
O que costuma fazer diferença
- Duas portas 2.5GbE: podem ser usadas para redundância de rede ou agregação
- USB 3.2 (10Gbps): útil para HD externo, backups rápidos e transferências
- USB-C: conveniência e velocidade
- HDMI: pode facilitar usos específicos (dependendo do sistema e da finalidade)
A rede é o coração do NAS. Se sua casa tem rede 1GbE, já funciona muito bem. Se você quer velocidades maiores, vale planejar roteador, switch e cabos compatíveis.
Criando seu “Netflix particular” com Plex: como funciona a biblioteca de mídia
Com um NAS, você consegue organizar uma biblioteca de mídia e assistir conteúdos por apps em diversos dispositivos. Um dos sistemas mais conhecidos para isso é o Plex, que cria uma interface bonita e organizada, com capas, descrições e categorias.
O que o Plex faz
- Lê as pastas de mídia do NAS
- Organiza filmes e séries automaticamente
- Baixa metadados (capa, sinopse, elenco, etc.)
- Permite assistir na TV, celular, tablet, computador e outros dispositivos compatíveis
Em rede local, a experiência costuma ser excelente, inclusive para arquivos mais pesados, desde que o dispositivo e a rede suportem bem.
Acesso local e acesso remoto: como você usa seus arquivos em qualquer lugar
O NAS pode funcionar de duas formas principais:
Uso dentro de casa (rede local)
- Mais rápido
- Não depende da internet
- Ideal para streaming e grandes transferências
Uso fora de casa (acesso remoto)
- Permite acessar seus arquivos em viagem, trabalho, etc.
- Exige configuração de segurança
- Pode usar VPN, contas e permissões por usuário
Para quem quer compartilhar arquivos com editor, equipe ou familiares, o acesso remoto vira um dos maiores benefícios.
Painel do TerraMaster: interface tipo “desktop” e apps úteis
Muitos NAS modernos têm um sistema que abre no navegador e parece um “mini sistema operacional”. Isso facilita a configuração.
Recursos que costumam aparecer no painel
- Gerenciador de arquivos (pastas e permissões)
- Central de aplicativos (instalação de serviços)
- Usuários e grupos (controle de acesso)
- Pastas compartilhadas
- Gerenciamento de armazenamento (volumes e saúde dos discos)
- Monitoramento (temperatura, ventoinha, estado geral)
- Segurança (autenticação, serviços, proteção)
Entre os apps úteis, entram:
- Ferramentas de backup para Windows
- Snapshot (pontos de restauração)
- Fotos com organização
- VPN para acesso seguro
- Servidores de mídia
Compartilhamento no Windows: como o NAS aparece como uma unidade de rede
Um dos usos mais práticos é acessar o NAS como se fosse um “HD na rede”:
- Você abre o explorador de arquivos
- O NAS aparece na rede
- Você acessa pastas compartilhadas
- Pode copiar, colar e organizar arquivos normalmente
Isso é excelente para:
- Projeto de edição de vídeo
- Biblioteca de thumbnails, imagens e assets
- Arquivos de trabalho em equipe
- Backup organizado por pastas
Para quem o NAS é mais recomendado
Um NAS pode atender desde uso doméstico até pequenas e médias empresas.
Perfis que mais se beneficiam
- Criadores de conteúdo que gravam em alta resolução (4K)
- Editores que lidam com projetos grandes
- Fotógrafos com bibliotecas enormes
- Famílias com muitos celulares e backups de fotos e vídeos
- Pequenas empresas com equipe remota e necessidade de controle por usuários
- Quem quer centralizar arquivos em vez de espalhar em vários HDs e PCs
Como economizar na compra: links e cupons no artigo e Grupo de Promoções do Promotop
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Conclusão: por que montar um NAS pode ser um investimento “sem volta”
Criar seu próprio servidor em casa traz três ganhos gigantes:
- Autonomia: seus arquivos ficam com você, do seu jeito
- Economia no longo prazo: menos dependência de mensalidades caras
- Organização e segurança: backup automático, redundância de disco e controle por usuário
Com um NAS bem escolhido, discos adequados e uma configuração correta de armazenamento, você ganha um “drive particular”, um centro de mídia em rede e uma base sólida para guardar tudo com tranquilidade por muitos anos.
