O Galaxy Z Fold7 chegou com mudanças que, na prática, mexem exatamente no que mais incomoda (ou encanta) quem usa dobrável no dia a dia: espessura, peso, tamanho de tela, câmeras e experiência geral de uso. Para quem já tem o Z Fold6, a dúvida é direta: a troca faz sentido ou é só vontade de ter o mais novo?
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Versões do Z Fold7, cor e o que vem na caixa
O modelo destacado aqui é a versão com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, e existe também a opção com 1 TB para quem precisa de mais espaço.
A cor mostrada é azul, e esse tipo de detalhe importa porque o acabamento e a “aparência de marcas de dedos” variam bastante de acordo com a tonalidade e o tratamento do vidro.
Sobre o conteúdo da embalagem, a experiência está cada vez mais enxuta, mas ainda traz o essencial dentro do padrão da marca:
- Carregador de 25 W
- Cabo USB
- Manual
- Chavinha ejetora do chip
O que continua não vindo (e muita gente ainda sente falta) é:
- Capinha
- Película extra
- Qualquer tipo de acessório bônus
Os links para comprar esses itens (capinhas e películas compatíveis com o Z Fold7) estão no artigo, já organizados para facilitar.
Diferença brutal de espessura: o salto mais perceptível do Z Fold7
A mudança que mais chama atenção imediatamente é a espessura. E aqui não é “diferença pequena”: é mudança de categoria, principalmente quando você compara na mão e no bolso.
Os números deixam isso bem claro:
| Medida | Galaxy Z Fold6 | Galaxy Z Fold7 | Diferença prática |
|---|---|---|---|
| Espessura fechado | 12,1 mm | 8,9 mm | Parece outro tipo de celular |
| Espessura aberto | 5,6 mm | 4,2 mm | Fica muito mais “tablet fino” |
Essa redução faz o Z Fold7 parecer muito mais “normal” quando fechado. E aberto, ele passa uma sensação de lâmina, especialmente porque o corpo chega perto do limite físico do conector USB-C (que praticamente define até onde dá para afinar sem mudar o padrão da entrada).
Na prática, isso melhora:
- Conforto ao segurar por longos períodos
- Uso com uma mão quando fechado
- Transporte no bolso e em bolsas menores
- Sensação de “tijolo” típica de dobráveis mais antigos
Tamanho maior e mais largura: o Z Fold7 cresceu de verdade
Além de mais fino, o Z Fold7 também ficou maior. E não é só altura: ele cresceu para cima e para os lados, o que muda bastante a ergonomia, principalmente na tela externa.
Essa diferença de tamanho explica por que capinhas antigas não servem e por que o aparelho parece “mais completo” quando usado fechado.
As telas também cresceram:
- Tela externa: de 6,3 polegadas para 6,5 polegadas
- Tela interna: de 7,6 polegadas para 8 polegadas
Ou seja: o Z Fold7 entrega mais área útil tanto para uso rápido (tela de fora) quanto para produtividade/consumo (tela de dentro). Para quem usa o dobrável como “mini tablet”, esse crescimento faz diferença real em leitura, navegação, planilhas, multitarefa e até em assistir vídeos.
Peso mais leve: detalhe que vira grande coisa no uso diário
Dobrável é um aparelho que você sente no bolso, na mão e na bolsa. E quando ele fica mais leve, isso vira vantagem imediata. O Z Fold7 ficou mais leve, e essa percepção aparece rápido ao comparar lado a lado.
Na rotina, isso impacta:
- Menos cansaço segurando aberto por mais tempo
- Menos incômodo em bolsos frontais
- Mais praticidade para quem carrega o aparelho o dia todo
Processador e desempenho: Snapdragon 8 Elite no Z Fold7
Todo lançamento atualiza chipset, mas aqui a mudança é relevante:
- Galaxy Z Fold6: Snapdragon 8 Gen 3
- Galaxy Z Fold7: Snapdragon 8 Elite
Em números aproximados de benchmark (AnTuTu v10), a comparação fica assim:
- Z Fold6: cerca de 1.600.000 pontos
- Z Fold7: na casa dos 2.000.000 pontos
Isso significa que o Z Fold7 não é apenas “um pouco mais rápido”. Ele entrega:
- Mais folga para multitarefa pesada (várias janelas e apps ao mesmo tempo)
- Melhor desempenho sustentado (menos queda após aquecimento)
- Melhor eficiência em tarefas que exigem muito do chip ao longo do tempo
Para quem usa dobrável do jeito “certo” (muita multitarefa, duas telas, apps pesados, edição, jogos), o ganho do processador faz sentido. Para quem usa como smartphone comum e abre a tela interna só de vez em quando, a diferença pode parecer menor no dia a dia.
Bateria: ainda 4400 mAh e esse é o ponto mais criticado
Mesmo mais fino e maior, a bateria do Z Fold7 continua em 4400 mAh. E isso é o ponto que mais divide opiniões, porque estamos falando de um celular com:
- Duas telas
- Uma tela interna maior (8”)
- Uso típico com multitarefa
A promessa de melhoria vem de otimizações de processador e software, mas, no mundo real, a expectativa é de algo muito semelhante ao Z Fold6 em autonomia — principalmente para quem usa bastante a tela interna.
Muita gente esperava uma mudança de tecnologia para baterias mais densas (como silício-carbono), o que poderia elevar capacidade para algo como 5500 mAh ou 6000 mAh, mas isso não aconteceu aqui. Então, se bateria é o seu maior incômodo no Z Fold6, o Z Fold7 pode não ser o “salto” que você queria.
Mudança no módulo de câmeras: adeus ranhuras que pareciam lixa
Uma mudança curiosa (mas extremamente prática) foi feita no acabamento do módulo de câmeras. No modelo anterior, havia ranhuras ao redor das câmeras que, dependendo do uso, literalmente pareciam uma lixa — a ponto de “pegar” em unha e incomodar no toque.
No Z Fold7, esse detalhe foi removido, e o conjunto ficou com um acabamento mais limpo, apenas com os círculos (“bolotinhas”) das lentes. É o tipo de melhoria que não aparece em ficha técnica, mas melhora a experiência de quem manuseia o aparelho com frequência.
Câmera principal de 200 MP: salto real em foto, principalmente à noite
Aqui está um dos upgrades mais importantes para quem escolhe dobrável e não quer “abrir mão” de câmera.
O Z Fold7 passa a ter câmera principal traseira de 200 MP, alinhada com sensores usados em modelos topo de linha da série Galaxy S. Já o Z Fold6 trabalhava com principal de 50 MP.
Na prática, o ganho esperado é maior em:
- Fotos noturnas e baixa luz (mais detalhe e menos ruído)
- Nitidez e recorte (mais informação para o processamento)
- Versatilidade (melhor margem para zoom digital e cortes sem perder tanto)
Vale lembrar: megapixels não são tudo, mas quando vêm acompanhados de sensor e processamento de uma linha superior, o ganho costuma ser perceptível — especialmente em condições difíceis, onde dobráveis antigos não competiam tão bem com os tops “tradicionais”.
Câmera interna frontal: mudança que melhora muito a qualidade
Outra mudança forte está na câmera frontal da tela interna.
No Z Fold6, existia uma câmera interna “camuflada” sob a tela. Ela ficava menos visível, mas tinha limitações claras:
- Qualidade mais baixa
- Aparência “empastelada”
- Nitidez artificial por pós-processamento pesado
- Resolução baixa (mencionada como 4 MP)
No Z Fold7, essa abordagem muda: a câmera interna passa a ser visível na tela, e sobe para 10 MP, com ganho direto de qualidade. O resultado tende a ser:
- Mais nitidez real
- Imagem mais natural
- Melhor para videochamadas na tela interna
- Menos efeito de suavização exagerada
Para quem usa a tela interna em chamadas, reuniões e conversas longas, esse é um upgrade que aparece na hora.
S Pen: a compatibilidade virou um ponto de dúvida e a tendência é de abandono
A caneta sempre foi um diferencial interessante em dobráveis, mas também exigia compromisso com capinhas específicas e mais volume no conjunto. Na prática, muita gente acabava abrindo mão da S Pen para manter o dobrável mais fino.
O ponto importante aqui é entender o impacto real:
- Usar S Pen com dobrável geralmente pede capinha compatível
- Capinha compatível costuma deixar o aparelho bem mais “catombado”
- O foco do Z Fold7 claramente é ser mais slim, o que pressiona a linha a priorizar finura e leveza
Se você é do time que realmente usa caneta para anotações e produtividade, vale considerar isso com atenção antes de trocar. Se você já não usa (ou já abriu mão para ficar mais fino), o Z Fold7 vai fazer ainda mais sentido.
Capinhas e acessórios: não existe reaproveitamento do Z Fold6
Com o aparelho mais fino, maior e mais largo, as capinhas do Z Fold6 não servem no Z Fold7. Isso é esperado, mas é importante colocar na conta do upgrade, porque dobrável costuma ter acessórios caros.
Se você já tinha:
- Capinha premium
- Película específica
- Proteções para dobradiça
- Acessórios de mesa ou carro com encaixe exato
Prepare-se para trocar tudo por versões compatíveis. Os links recomendados para acessórios do Z Fold7 estão no artigo, organizados por tipo (capinha slim, proteção de tela, opções com proteção extra, etc.).
Experiência real de uso: por que quem usa dobrável não volta atrás
Quem usa a linha Fold normalmente destaca um ponto acima de qualquer ficha técnica: a utilidade da tela grande no cotidiano.
O principal benefício é simples:
- Mais área de tela para trabalhar, ler e enxergar com conforto
- Melhor experiência para consumir conteúdo
- Possibilidade real de multitarefa
E existe um “efeito colateral” positivo: filas, espera e deslocamentos ficam muito mais fáceis quando você carrega um “mini tablet” no bolso. É uma proposta diferente do Flip, por exemplo:
- O Flip é um celular normal que vira pequeno
- O Fold é um celular normal que vira grande (um mini tablet)
Se você já é usuário de Fold (como quem veio desde o Z Fold4 e passou por gerações seguintes), o Z Fold7 entrega justamente aquilo que esse público costuma pedir: mais tela, menos espessura e câmeras mais fortes.
Para quem o Galaxy Z Fold7 vale a troca imediata
O Z Fold7 faz mais sentido se você:
- Quer um dobrável muito mais fino e confortável no bolso
- Se incomodava com a “sensação de tijolo” do Z Fold6
- Usa bastante a tela interna e quer uma tela ainda maior (8”)
- Quer câmeras melhores, principalmente a principal de 200 MP
- Faz muitas videochamadas na tela interna e quer câmera interna mais nítida (10 MP)
- Valoriza desempenho extra do Snapdragon 8 Elite e mais longevidade
Aqui, o upgrade é bem justificável porque melhora os dois pilares: ergonomia e câmeras.
Para quem o Galaxy Z Fold6 ainda compensa manter
Segurar o Z Fold6 continua sendo uma escolha inteligente se você:
- Está satisfeito com a autonomia atual e não quer pagar para “ficar parecido”
- Usa o dobrável mais como smartphone fechado, abrindo pouco a tela interna
- Não liga para a câmera interna camuflada e raramente usa a selfie na tela interna
- Já investiu pesado em acessórios e não quer recomprar tudo agora
- Não sente necessidade de mais potência no dia a dia, já que o Snapdragon 8 Gen 3 ainda é muito forte
O Z Fold6 segue sendo extremamente competente e, dependendo do preço, pode ser a opção mais racional.
Comparativo rápido: Z Fold7 vs Z Fold6 em números e mudanças
| Item | Galaxy Z Fold6 | Galaxy Z Fold7 |
|---|---|---|
| Espessura fechado | 12,1 mm | 8,9 mm |
| Espessura aberto | 5,6 mm | 4,2 mm |
| Tela externa | 6,3” | 6,5” |
| Tela interna | 7,6” | 8,0” |
| Processador | Snapdragon 8 Gen 3 | Snapdragon 8 Elite |
| AnTuTu v10 (aprox.) | 1,6 milhão | 2,0 milhões |
| Bateria | 4400 mAh | 4400 mAh |
| Câmera principal traseira | 50 MP | 200 MP |
| Câmera frontal interna | camuflada (baixa resolução) | 10 MP visível |
| Acessórios do modelo anterior | compatíveis | não compatíveis |
- Ganhe 1 ano de seguro Samsung Care+ para danos acidentais
