
O Galaxy Z Flip7 é a proposta da Samsung para quem quer um celular realmente compacto, mas sem abrir mão de tela grande quando precisa. Cerca de seis meses após o lançamento, ele começou a aparecer com preços um pouco melhores, o que reacende a dúvida: será que agora vale mais a pena entrar no mundo dos dobráveis?
- O Galaxy B7 mais fino até agora: 6,5mm de espessura (Desdobrado) e 13.7 mm (Dobrado)
O que vem na caixa do Galaxy Z Flip7
No unboxing, o kit é direto ao ponto. Você encontra:
- Smartphone Galaxy Z Flip7
- Cabo USB-C (nas duas pontas)
- Guia rápido
- Chavinha ejetora do chip
- Carregador Super Fast Charge (25W)
O carregamento máximo suportado é de 25W, o que é “ok”, mas pode decepcionar quem esperava algo mais rápido em um aparelho premium.
Design e construção: o “compacto de verdade”
Fechado, o Z Flip7 fica bem simétrico e fácil de carregar no bolso. A pegada é justamente essa: ter um celular pequeno quando fechado e grande quando aberto. A estrutura é metálica (alumínio), por isso há aquelas “linhas” no corpo para ajudar a passagem de sinal (Wi-Fi e rede móvel).
Botões e laterais
- Botão power com leitor de digital integrado
- Botões de volume
- Porta USB-C na parte de baixo
- Slot do chip em uma das laterais
- Vários microfones espalhados (captação de áudio bem completa)
Chip e armazenamento: o que dá e o que não dá para fazer
O Z Flip7 permite:
- 1 chip físico (SIM)
- eSIM (dá para usar dois chips virtuais)
- Combinação: 1 físico + 1 virtual
O que ele não permite:
- Cartão de memória (sem expansão)
Isso é importante para quem depende de muito armazenamento ou prefere expandir com microSD.
Tela interna: maior, com a mesma base de tecnologia
A tela interna cresceu, o que é um ponto bem positivo:
- Sai de 6,7” e vai para 6,9”
- Dynamic LTPO AMOLED 2X
- 120 Hz
- HDR10+
- Pico de brilho de até 2600 nits
Apesar de ser a mesma base do modelo anterior, a expectativa é de maior resistência, já que a Samsung foi refinando a tecnologia ao longo das gerações.
Durabilidade: dobrável evoluiu, mas não é “indestrutível”
A realidade é simples: tela dobrável evoluiu muito, mas ainda é uma tela que dobra. Então, a chance de falhas existe — exatamente porque o abre-fecha é um desgaste adicional que celular “em barra” não tem.
Mesmo assim, não significa que vai dar problema: muita gente usa por anos sem dor de cabeça, enquanto outras pessoas podem ter falhas antes, como acontece com qualquer eletrônico.
A grande virada: tela externa muito mais útil
Aqui está o ponto mais empolgante do Z Flip7. A tela externa teve mudanças grandes:
- Cresceu de 3,4” para 4,1”
- Saiu de 60 Hz para 120 Hz
- Brilho máximo de 1600 nits para 2600 nits
- Resolução subiu de algo mais “HD” para quase Full HD
Na prática, isso melhora muito o uso sob sol forte e deixa a tela externa mais “usável de verdade” no dia a dia.
O que dá para fazer na tela externa
A experiência ficou bem mais completa, com widgets e apps:
- Responder mensagens (ex.: WhatsApp)
- Controlar música (ex.: Spotify)
- Ver notificações
- Usar calculadora, gravador, apps de utilidade
- Assistir vídeos (YouTube/Netflix) com limitações de área por causa dos controles
Nem todos os apps têm suporte perfeito, mas dá para fazer bastante coisa sem abrir o aparelho.
“Truque” para liberar mais aplicativos
Há a possibilidade de usar um recurso/app que habilita uma espécie de launcher, permitindo colocar mais aplicativos na tela externa. Isso dá mais liberdade, embora possa ficar um pouco “estranho” ou instável em alguns momentos.
Dobradiça: sensação de segurança, mas atenção com poeira e areia
A dobradiça passa uma sensação bem sólida ao abrir e fechar. Mesmo assim, um cuidado continua essencial:
- Evite areia, poeira e detritos, principalmente de praia
- Mesmo sendo resistente à água, dobráveis costumam ser mais sensíveis a partículas entrando em frestas e na dobradiça
- Se entrar sujeira, pode gerar ruídos e, em casos piores, danificar componentes
Sistema e atualizações: ponto muito forte
O aparelho vem atualizado e com promessa bem agressiva de suporte:
- 7 anos de atualizações (Android + segurança)
Para quem pensa em ficar muito tempo com o mesmo celular, isso pesa bastante na decisão.
Desempenho e RAM: potência com 12 GB
O Galaxy Z Flip7 vem com:
- 12 GB de RAM
- Versões de armazenamento (ex.: 256/512), mantendo os 12 GB independentemente do corte
Em jogos e uso pesado, ele roda bem liso. Um detalhe citado é que alguns games podem não estar 100% otimizados para o processador utilizado (Exynos 2500), então pode haver diferença de FPS máximo dependendo do jogo e das atualizações.
Câmeras: boas e com uma vantagem prática enorme
Conjunto de câmeras:
- Principal: 50 MP
- Ultra wide: 12 MP
- Zoom digital até 10x (com perda de qualidade em níveis altos)
- “2x” tende a ser um ponto bem utilizável no dia a dia
- Frontal interna: 10 MP
Melhor dica do Flip: usar a câmera traseira como “selfie”
Como a tela externa é funcional, você pode usar as câmeras traseiras para selfies e vídeos, enxergando o enquadramento do lado de fora. Isso normalmente entrega qualidade melhor do que a câmera frontal tradicional.
Além disso, o formato “meio dobrado” permite apoiar em superfícies e gravar como se fosse um tripé.
Gravação de vídeo: 4K60 e troca de lentes
O Z Flip7 grava em 4K 60 fps, com boa estabilização e áudio competente. Um destaque prático:
- Fechado, você alterna entre as duas câmeras externas (principal e ultra wide) durante a gravação
- Para alternar entre todas as câmeras, é necessário estar com o celular aberto
Bateria e carregamento: o ponto que exige mais atenção
- Bateria: 4300 mAh (um pouco maior que a geração anterior)
- Carregamento: 25W
Para algumas pessoas, pode não ser “bateria de dois dias”. É um aparelho que pode exigir mais planejamento, dependendo do seu uso (muito 5G, brilho alto, câmera, redes sociais e apps pesados).
Galaxy Z Flip7 vale a pena em 2026?
O Z Flip7 faz mais sentido para um perfil específico: quem realmente quer um celular compacto e gosta da proposta dobrável. Ele melhorou bastante onde mais importava para o Flip: a tela externa, que agora é maior, mais brilhante e com 120 Hz, tornando o uso fechado muito mais prático.
Por outro lado, se sua prioridade é tela grande o tempo inteiro, bateria muito folgada e foco total em produtividade, é normal preferir um modelo maior (como os Fold) ou até mesmo um “barra” tradicional.
Especificações citadas na análise
| Item | Galaxy Z Flip7 |
|---|---|
| Tela interna | 6,9” Dynamic LTPO AMOLED 2X, 120 Hz, HDR10+, até 2600 nits |
| Tela externa | 4,1”, 120 Hz, até 2600 nits, resolução maior |
| RAM | 12 GB |
| Bateria | 4300 mAh |
| Carregamento | 25W |
| Câmeras traseiras | 50 MP + 12 MP (ultra wide) |
| Câmera frontal | 10 MP |
| Chips | 1 físico + eSIM (suporte a chips virtuais) |
| Cartão de memória | Não |
| Atualizações | até 7 anos (Android + segurança) |
- O Galaxy B7 mais fino até agora: 6,5mm de espessura (Desdobrado) e 13.7 mm (Dobrado)
