Aumento de impostos pode encarecer celulares de apenas uma marca no Brasil; veja o que muda

O governo federal elevou os impostos de importação para mais de 1.000 produtos no início de fevereiro de 2026. A medida gerou preocupação imediata entre consumidores, principalmente no setor de tecnologia. No entanto, representantes do Ministério da Fazenda afirmam que 95% dos celulares vendidos oficialmente no Brasil não devem ser impactados diretamente.

Mas afinal, quem pode ser afetado? E quanto isso pode pesar no bolso do consumidor?

Neste artigo você entende:

  • Quais marcas devem escapar da alta
  • Qual fabricante pode sofrer mais impacto
  • Como funciona a tributação para smartphones
  • Simulação real de aumento de preço
  • O possível efeito no mercado gamer e de componentes

Por que a maioria dos celulares não deve subir de preço?

A explicação está na produção nacional.

Grandes fabricantes como:

  • Samsung
  • Apple
  • Motorola
  • JOVI
  • realme
  • OPPO

possuem montagem em território brasileiro, principalmente na Zona Franca de Manaus e também em unidades no estado de São Paulo.

Como o imposto elevado atinge principalmente produtos totalmente importados, smartphones montados no Brasil ficam fora do impacto direto.

Inclusive, após o evento Unpacked, a Samsung confirmou que a linha Galaxy S26 será montada no Brasil, reforçando essa estratégia para evitar aumento de custos.


Qual marca pode ser mais afetada?

De acordo com levantamento divulgado pelo G1, a empresa que pode sentir mais impacto é a Xiaomi.

O motivo é simples:

Parte dos modelos comercializados oficialmente no Brasil ainda é importada pronta, e não montada localmente.

Se o aparelho entrar no país já finalizado, ele pode sofrer aumento direto na alíquota de importação.


Quanto pode subir um celular importado?

O governo explicou que, em um exemplo prático:

  • Smartphone importado por US$ 600 (~R$ 3.000)
  • Imposto anterior: cerca de R$ 480
  • Novo imposto estimado: cerca de R$ 696

Ou seja, aumento de aproximadamente R$ 216 apenas em imposto.

Importante:
Esse valor não inclui margem de lucro do importador, custos logísticos e revenda, o que pode ampliar ainda mais o impacto final no preço ao consumidor.


E os componentes? Processadores e memórias continuam sem imposto?

Outro ponto importante esclarecido pelo governo:

Componentes que não são produzidos no Brasil continuam com tarifa zero.

Isso inclui:

  • Processadores
  • Memórias
  • Chips específicos

Essa medida ajuda a proteger fabricantes que montam aparelhos no país, evitando encarecimento indireto da produção nacional.


Objetivo da medida

Segundo o governo, o aumento busca:

  • Equilibrar preços entre produtos nacionais e estrangeiros
  • Reduzir dependência de importações
  • Ajustar competitividade

Atualmente, cerca de 46% dos bens importados vêm da China, o que influencia diretamente o setor eletrônico.

A expectativa oficial de arrecadação com a medida é de R$ 14 bilhões em 2026.


Pode acontecer o efeito contrário?

Existe um risco real de retração no consumo.

O histórico recente mostra que:

Quando impostos sobem, muitos consumidores adiam compras.

Isso pode:

  • Reduzir volume de vendas
  • Diminuir importações
  • Impactar arrecadação

O próprio governo já enfrentou cenário semelhante com o programa Remessa Conforme.


Mercado gamer também pode ser impactado

Um dos setores mais preocupados é o de peças para PCs gamer.

O aumento de tarifa ocorre justamente em um momento em que:

  • Chips estão mais caros globalmente
  • GPUs e memórias já enfrentam alta de preço

Se o imposto elevar ainda mais o custo de placas e componentes importados, o consumidor final pode sentir um impacto significativo.


Resumo: quem deve se preocupar?

SituaçãoImpacto esperado
Celulares montados no BrasilBaixo ou nenhum impacto direto
Celulares totalmente importadosAlta considerável
Componentes não fabricados no BrasilMantêm tarifa zero
Peças gamer importadasPossível alta relevante

Conclusão

A nova alta de impostos não deve atingir a maioria dos celulares vendidos oficialmente no Brasil, principalmente modelos da Samsung, Apple, Motorola e outras marcas com produção local.

Por outro lado, fabricantes que ainda dependem de importação direta de aparelhos prontos podem enfrentar aumento de custos, que tende a ser repassado ao consumidor.

O cenário exige atenção principalmente para quem pretende comprar:

  • Smartphones importados
  • Placas de vídeo
  • Componentes de alto desempenho

O impacto real no bolso dependerá da estratégia das fabricantes, câmbio e promoções ao longo de 2026.

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Tiago Souza
Tiago Souza

Fundador e Editor-chefe do Promotop.net. Especialista em hardware e tecnologia desde 2014, dedicado a produzir análises técnicas, cobrir lançamentos de mercado e criar guias aprofundados para entusiastas.


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